Oya Care
A medicina do novo tempo.
26/08/2026
Dolly Parton morreu ontem, aos 80 anos, e deixou um legado que agora seguirá dando frutos, mesmo na ausência dela. Não estamos falando dos seus hits ou do seu cabelo loiro tão icônico e característico, mas sim de uma biblioteca que despacha livro todo mês para crianças em cinco países, um centro de saúde da mulher numa cidade pequena do Tennessee, uma das vacinas da Covid-19… impossível chegar ao fim da lista. .
Vinda de uma família numerosa e extremamente pobre da zona rural dos Estados Unidos, Dolly Parton sempre teve muitos sonhos e sabia que todo sonho precisa ser regado para florescer. Quando se tornou um ícone da música, ela se tornou também uma grande fomentadora de causas diversas, com um ativismo que impactou pesquisas de influência global, como a que nos deu uma das vacinas contra a Covid-19, e também o cotidiano de milhares de pessoas anônimas.
A maioria das iniciativas que ela escolheu financiar não era exatamente instagramável: atendimento ginecológico em área rural não rende manchete. Livros para criança que ainda não sabem ler, menos ainda. Sua Imagination Library segue despachando um livro todo mês há mais de 30 anos, o que exige estrutura, planejamento, equipe — coisas que ninguém fotografa. Mas mesmo quando o estado do Tennessee quis erguer uma estátua em sua homenagem, ela recusou o gesto que não erguessem.
Dolly Parton vai embora e nos deixa com o country, os refrões, o glamour e todo o resto que fez dela uma das maiores que já tivemos.
20/08/2026
Há palavras difíceis de traduzir com precisão, tamanho o universo que carregam dentro de si. Softness, do inglês, é uma delas.
Ao voltar ao trabalho após sua licença maternidade, a pesquisadora Sara Emilia Bernat encontrou uma realidade incompatível com a experiência que ela estava vivendo em sua vida particular, na transformação intensa do puerpério. O “mundo real” demandava rigidez, otimização, performance acima de tudo. Enquanto isso, em casa, ela estava aprendendo outras habilidades que se mostravam vitais: flexibilidade, ternura, porosidade.
Do lado de fora, essas características eram vistas como fraquezas, uma ameaça à ordem diante de uma realidade caótica. Ao se recusar a aceitar isso como verdade, Bernat mergulhou em uma pesquisa para sustentar cientif**amente aquilo que a maternidade lhe ensinou na prática: em tempos bicudos, a delicadeza pode nos ajudar mais do que a força bruta.
Em In Defense of Softness, a pesquisadora Sara Emilia Bernat usa essa palavra não para falar de fragilidade, mas para nomear uma forma de existir que resiste à lógica da otimização. Ao longo do relatório, o termo softneness reúne ideias como porosidade, ternura, sintonia com o próprio corpo e a capacidade de atravessar mudanças sem apagar as marcas que elas deixam.
Os trechos deste carrossel são uma tradução livre do relatório. Compartilhamos essa reflexão porque ela dialoga profundamente com a forma como entendemos o cuidado: não queremos disciplinar o corpo para que ele se adapte a um ideal de desempenho, mas reconhecer que suas transformações fazem parte da experiência humana.
Seguimos juntas!
Semana passada rolou a primeira etapa da materialização de um projeto que estamos trabalhando em segredo desde o comecinho do ano: a atualização do nosso banco de imagens autoral.
Foram meses intensos de pesquisa, debates, trocas e um mergulho intenso em referências, cores, rostos, corpos, símbolos e texturas que acreditamos que tangibilizam nossa visão de mundo, o que aprendemos nesses cinco anos de caminhada e aquilo que ainda queremos construir. Durante um dia mágico em meio à natureza, tudo isso ganhou vida diante dos nossos olhos.
Ainda vamos contar essa história para vocês com detalhes (e dividir o resultado desse trabalho, claro!) mas f**a aqui esse gostinho do que vem por aí. Vamos, como sempre, juntas!
12/08/2026
No Brasil, perguntar a idade de uma mulher ainda é considerado falta de educação. É um detalhe pequeno que revela algo grande: envelhecer, para nós, virou assunto a ser evitado. E o que se evita, não se estuda, não se nomeia, não se trata.
A menopausa paga essa conta. Silvia Ruiz, jornalista especializada em saúde, só descobriu o tamanho do silêncio quando ele chegou até ela — anos de formação na área e, ainda assim, nenhuma conversa prévia sobre a fase mais previsível da vida de uma mulher. Foi dessa lacuna que nasceu Menopausa Sem Censura, publicado em 2025 pela editora Fontanar.
Para escrever o livro, Silvia ouviu mulheres que atravessaram a passagem sob os holofotes. Andréa Beltrão resume a fase sem romantizar: “Envelhecer não é fácil, mas a outra opção é muito pior.” A cantora Simone recoloca a questão em outro lugar: “Você pode ter mais idade e não ser uma pessoa velha no sentido pejorativo; os setenta anos de hoje não são os de quinze anos atrás.”
Mas o livro não para na denúncia. Silvia também entrevistou profissionais de saúde e reuniu o que aprendeu de mais importante sobre como se cuidar nessa fase — de modo que a obra é a resposta dela tanto ao estigma quanto à falta de informação adequada. O ponto que costura tudo não é otimismo. É informação. A diferença entre atravessar a menopausa perdida ou inteira quase sempre começa antes — em ter, ou não, as palavras para o que se está sentindo.
Seguimos juntas!
Conteúdo cedido em parceria com a editora.
06/08/2026
Toda vez que uma pesquisa pergunta às mulheres onde elas se sentem mal atendidas, a saúde costuma aparecer no topo. Mais revelador, no entanto, é que aparece no outro extremo da lista de uma pesquisa realizada pelo Grupo Consumoteca em parceria com Thais Farage: beleza e estética.
Enquanto boa parte do mercado continua oferecendo a essa geração fórmulas para parecer mais jovem, elas estão pedindo outra coisa — e, quando descreveram o que falta na saúde, usaram uma expressão que diz muito: uma abordagem mais humana.
Para entender esse pedido, vale olhar para quem são essas mulheres: elas chegaram na menopausa mais informadas, mais à vontade para perguntar e mais conscientes de que têm o direito de participar das decisões sobre o próprio corpo. Mudaram bastante, e rápido. O cuidado em saúde, porém, nem sempre acompanhou esse movimento.
É assim que uma mulher cheia de perguntas ainda acaba ouvindo um “é da idade” quando busca orientações médicas para se cuidar nessa transição tão importante.
No fim, reconhecer um bom profissional tem menos a ver com encontrar alguém que saiba tudo, e mais com perceber como ele reage ao que você sente: se trata os seus sintomas como algo a investigar, ou como um incômodo para tolerar até passar.
No carrossel, a gente reuniu os sinais que ajudam nessa leitura — o que acender o alerta, o que é bom sinal e as perguntas que valem a pena levar para a próxima consulta.
Para saber mais, comente EU QUERO que a gente te envia o Tudo Meno(s)pausa, guia de saúde e ciência que fizemos para te acompanhar nesse momento. Seguimos juntas!
28/07/2026
Algumas escolhas não vêm com alívio imediato. Vêm com luto e muitos questionamentos.
Terminar um relacionamento é uma delas — mesmo quando os motivos são claros, mesmo quando f**ar já não é possível. Porque essa decisão não encerra só um vínculo: ela desmonta identidades, futuros imaginados, modos de existir a dois.
Talvez a parte mais difícil de escolher seja aceitar tudo o que se perde junto.
No nosso blog, a psicanalista Mariana Ribeiro (Mariana Ribeiro) escreve sobre essas escolhas que doem, os lutos que fazem parte do fim de uma relação e a pergunta que insiste em f**ar: o que mais acaba quando um casal termina?
Comente QUERO LER e receba o texto na DM. Vamos juntas!
Já reparou que quando estamos chateadas, nervosas ou bravas, perguntam se estamos “naqueles dias”? Séculos se passaram, mas parece que para a sociedade ainda somos reféns dos “males do útero”, que lá atrás foram a desculpa para afastar as mulheres da vida pública e usados até mesmo como argumento para isolar e assassinar mulheres.
Vem com a gente entender melhor a origem desses mitos!
21/07/2026
No futebol, a gente nunca sabe quando o hexa vem.
Na fertilidade, também não dá para controlar tudo — mas dá para entender melhor como o tempo age sobre o nosso corpo.
Uma das maiores dúvidas sobre congelamento de óvulos é: eles têm prazo de validade?
A resposta curta é não. Quando são criopreservados e armazenados adequadamente, não existe um prazo de validade definido para os óvulos. Mas a história tem algumas nuances importantes, e é sobre elas que falamos neste carrossel.
Porque, no fim das contas, o fator que mais faz diferença costuma ser outro: a idade em que os óvulos foram congelados.
Passe para o lado e entenda por quê. ⚽🥚
Quer saber mais sobre a avaliação de reserva ovariana? Comente HEXAÓVULOS e enviaremos mais informações diretamente para você por DM! Vamos juntas!
17/07/2026
Você já reparou que parece que a gripe “espera” anoitecer para piorar? 🌙🤧
A sensação é real. Quando chega a noite, nosso corpo muda o funcionamento: alguns hormônios diminuem, a resposta inflamatória aumenta, passamos mais tempo deitadas e até a temperatura corporal segue outro ritmo. Tudo isso pode fazer com que febre, dor, tosse e nariz entupido fiquem mais intensos.
Dentro de um mesmo dia, existe um horário melhor e um horário pior, e eles se repetem enquanto você está doente. Por isso a piora da noite raramente é recaída: é o ponto baixo do ciclo, não um retrocesso. Uma forma mais honesta de medir se você está melhorando é comparar o mesmo horário em dias diferentes — a sua noite de hoje com a de ontem — em vez de comparar a sua manhã com a sua noite.
Entender o que está acontecendo ajuda a atravessar esse momento com mais tranquilidade e também lembra que descansar não é preguiça, é parte do processo de recuperação.
Passe para o lado e descubra por que as noites costumam ser mais difíceis quando estamos doentes e o que pode ajudar a aliviar os sintomas. Seguimos juntas!
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