AtivaPsico
Prestação de serviços de promoção de saúde mental e bem-estar. Serviços de psicologia.
31/08/2026
Tem presentes que chegam e ocupam mais do que um espaço.
Essa mandala chegou pelas mãos de alguém que dedicou tempo, cuidado e delicadeza para construí-la — e isso, para mim, torna o presente ainda mais especial.
As mandalas carregam uma beleza muito própria. Seus desenhos, formas e cores parecem nos convidar a desacelerar, contemplar e encontrar um pouco de equilíbrio no meio de tantos movimentos.
Agora ela faz parte desse espaço, ajudando a construir um ambiente cada vez mais acolhedor, bonito e cheio de significado.
pont.oluz , muito obrigado pelo carinho e, principalmente, pelo cuidado de pensar neste espaço e dedicar seu tempo para criar algo tão bonito para ele.
Que essa mandala siga trazendo beleza, presença e boas energias para todos que passarem por aqui.
27/08/2026
Hoje é Dia da Psicóloga e do Psicólogo.
E talvez essa seja uma boa oportunidade para falar um pouco sobre o que fazemos.
Ser psicólogo não é ter respostas para a vida das pessoas.
Não é dizer o que alguém deve fazer.
Não é interpretar tudo.
Não é estar sempre certo.
E muito menos “consertar” alguém.
É aprender a escutar.
Escutar aquilo que é dito — e também aquilo que, às vezes, ainda não encontrou palavras.
É acompanhar alguém enquanto ela tenta compreender o que está vivendo.
É construir, junto, novas perguntas quando as antigas já não dão conta.
É reconhecer que cada pessoa chega carregando uma história, uma família, vínculos, perdas, desejos, contradições e possibilidades.
E, principalmente, é lembrar que ninguém existe sozinho.
Por isso, para mim, fazer Psicologia também é olhar para as relações que construímos e para os contextos que nos atravessam.
Às vezes, o sofrimento não está apenas “dentro” de alguém.
Ele também pode estar na forma como essa pessoa aprendeu a se relacionar, nos lugares que ocupa, nas expectativas que recebeu, nos vínculos que construiu e nas histórias que ainda tenta compreender.
Ser psicólogo é ter o privilégio — e a responsabilidade — de entrar em alguns desses territórios.
Com técnica.
Com ética.
Com cuidado.
E, sobretudo, com escuta.
Feliz Dia da Psicóloga e do Psicólogo.
Que a gente nunca se esqueça de que, antes de qualquer diagnóstico, teoria ou abordagem, existe uma pessoa tentando ser compreendida.
22/08/2026
Hoje acordamos cedo.
Para muitos, acordar cedo em um sábado já faz parte da rotina. Mas, para nós, havia algo de inédito naquele encontro.
A proposta era falar sobre paternidade. Mas logo percebemos que cada palavra é uma chave capaz de abrir universos:
Paternidade:
Cuidado.
Afeto.
Presença.
Vínculo.
Homens acordaram cedo, em um sábado, para falar sobre sentimentos.
E foi bonito.
Rimos. Refletimos. Nos permitimos. Caíram alguns ciscos nos olhos. Ressignificamos histórias. Escutamos uns aos outros. E, talvez o mais importante, criamos rede.
Porque falar sobre paternidade também é falar sobre os homens que somos, os homens que aprendemos a ser e os homens que ainda podemos escolher nos tornar.
Meu agradecimento especial ao Sol Nascente | Espaço de Psicologia Familiar , que organizou e acolheu esse encontro com tanto carinho e cuidado. Há algo muito potente quando um espaço consegue fazer as pessoas se sentirem seguras para olhar para dentro.
E hoje eu também tive um co-terapeuta muito especial. Meu irmãozinho Renan Victor esteve ao meu lado, ajudando a mediar essa roda como profissional. E olha… precisa estar bem do coração para aguentar, né?
E que grupo, gente!
Hoje nasceu uma rede de homens muito especiais. Homens dispostos a olhar para si, conversar sobre afeto, reconhecer suas histórias e pensar sobre os pais que estão construindo.
Saio desse encontro profundamente agradecido.
Obrigado pela confiança, pela presença, pelas histórias compartilhadas, pelas risadas, pelos silêncios e por tudo aquilo que não coube em palavras.
Que a gente siga construindo paternidades possíveis.
E, sobretudo, relações mais possíveis.
09/08/2026
Hoje é Dia dos Pais. E talvez seja um bom momento para aliviar um pouco o peso de tentar ser perfeito.
Existe uma ansiedade enorme em torno da ideia do “pai ideal”: aquele que sempre sabe o que fazer, nunca erra, está sempre disponível, paciente, forte e seguro.
Mas ninguém consegue ocupar esse lugar o tempo todo.
Talvez nossos filhos não precisem de um pai perfeito.
Talvez precisem de um pai possível.
Um pai que, dentro das suas condições, consiga estar presente.
Que erre, mas consiga reconhecer.
Que nem sempre saiba o que fazer, mas esteja disposto a aprender.
Que tenha limites, cansaços e falhas, sem transformar isso em ausência de responsabilidade.
Um pai que construa vínculo não pela perfeição, mas pela presença e pela capacidade de reparar.
Ser um pai possível não é se acomodar ou usar as próprias dificuldades como desculpa.
É entender que a busca pelo pai ideal pode alimentar culpa, ansiedade e frustração — enquanto uma paternidade possível abre espaço para algo mais humano, real e sustentável.
Porque talvez a pergunta não precise ser:
“Estou sendo o pai perfeito?”
Mas:
“Como posso estar mais presente e disponível na relação que construo com meu filho hoje?”
A paternidade não precisa ser perfeita para ser significativa.
Feliz Dia dos Pais para aqueles que exercem a paternidade com presença, responsabilidade, afeto e a coragem de continuar aprendendo.
08/08/2026
“Eu preciso de terapia. Mas procuro quem?”
Psicólogo? Psiquiatra? Neuropsicólogo? Psicoterapeuta? Terapia? Psicoterapia?
Se você já ficou confuso com tantos nomes, esse post é para você.
A ideia por aqui não é transformar você em especialista em Psicologia. É descomplicar a Psicologia para que você consiga entender melhor o cuidado que está procurando.
Cada profissional tem sua formação e seu papel — e, muitas vezes, eles trabalham juntos para cuidar de uma pessoa.
Psicólogo: atua sobre questões psicológicas, emocionais, comportamentais e relacionais, inclusive através da psicoterapia.
Psiquiatra: é médico e atua na avaliação e no tratamento dos transtornos mentais, podendo prescrever medicamentos.
Neuropsicólogo: realiza avaliações das funções cognitivas, como memória, atenção e linguagem, contribuindo para avaliação e diagnóstico.
E isso é só o começo.
Existem diferentes formas de fazer psicoterapia, diferentes abordagens e diferentes maneiras de compreender o ser humano.
Mas esse é assunto para outro post.
Por aqui, a gente vai continuar tentando fazer uma coisa simples:
descomplicar a Psicologia para aproximá-la de quem precisa dela.
07/08/2026
Falar cura.
Não porque as palavras apagam a dor, mas porque elas devolvem um lugar para aquilo que, por tanto tempo, precisou existir em silêncio.
Há dores que adoecem justamente porque nunca encontraram um espaço onde pudessem ser acolhidas. Quando a fala encontra uma escuta verdadeira, o sofrimento deixa de ser um peso carregado sozinho e começa, pouco a pouco, a transformar-se em sentido.
Aqui cada palavra é um gesto de coragem. Cada pausa também fala. Cada silêncio, quando respeitado, anuncia algo que ainda está aprendendo a nascer.
Curar não é esquecer a própria história. É poder habitá-la sem que ela nos aprisione.
Talvez seja por isso que a cura comece antes da resposta. Ela começa quando alguém encontra um lugar onde pode, finalmente, dizer: “é isso que eu sinto.”
Porque, às vezes, a palavra que atravessa os lábios é a mesma que abre caminho para a vida.
Falar é um ato de coragem. Escutar é um ato de cuidado. E, entre um e outro, a cura encontra o seu território.
04/08/2026
Quando alguém diz que vai machucar outra pessoa, isso não pode ser tratado como “desabafo”.
As novas informações sobre o caso de Jundiaí indicam que o suspeito já havia manifestado a intenção de matar colegas de trabalho. As investigações ainda esclarecerão o contexto e as responsabilidades envolvidas, mas um aspecto merece nossa atenção desde já: a importância de levar ameaças explícitas a sério.
Em muitos ambientes de trabalho, comportamentos preocupantes acabam sendo minimizados. Às vezes porque se acredita que “ele fala, mas não faz”. Outras vezes porque falta um protocolo claro, preparo das lideranças ou uma cultura em que as pessoas se sintam seguras para comunicar situações de risco.
Promover saúde mental nas organizações também significa construir ambientes capazes de reconhecer sinais de sofrimento, acolher conflitos e agir diante de comportamentos que coloquem outras pessoas em risco. Cuidado e segurança caminham juntos.
Isso não significa transformar colegas em investigadores nem presumir que toda pessoa em sofrimento será violenta. A grande maioria das pessoas que enfrenta transtornos mentais jamais cometerá atos de violência. Significa compreender que ameaças explícitas, intimidação e comportamentos de risco precisam ser acolhidos com seriedade e encaminhados pelos canais adequados.
Toda organização deveria se perguntar:
As pessoas sabem onde buscar ajuda?
As lideranças sabem como agir diante de uma ameaça?
Existe uma cultura em que é possível falar antes que conflitos se agravem?
Prevenção não acontece apenas quando oferecemos apoio a quem sofre. Ela também depende da capacidade das instituições de reconhecer riscos, proteger pessoas e agir com responsabilidade.
02/08/2026
Os acontecimentos desta semana nos atravessam e nos fazem refletir sobre o tipo de ambientes que estamos construindo.
Enquanto as investigações seguem seu curso, uma pergunta permanece: que espaços estamos oferecendo para que as pessoas possam existir, pertencer e pedir ajuda antes que o sofrimento se transforme em violência?
Como psicólogo, tenho dedicado minha atuação a construir ações de promoção de saúde mental, pertencimento, inclusão e diversidade em organizações. E é justamente porque acredito nesses espaços que me preocupa quando eles deixam de ser lugares de desenvolvimento e passam a produzir isolamento, silenciamento e vulnerabilidade entre os pares.
Meu desejo é que tanto escolas quanto ambientes de trabalho sejam reconhecidos como espaços de cuidado. Lugares onde as relações sejam fortalecidas, onde as diferenças possam coexistir com respeito, onde conflitos sejam acolhidos e elaborados, e onde lideranças e equipes compreendam que saúde mental não é um benefício complementar, mas um compromisso cotidiano.
Promover saúde mental não significa impedir que todo sofrimento exista. Significa criar condições para que ele encontre escuta, apoio e caminhos de elaboração antes que se torne insuportável.
Toda tragédia nos lembra que investir em cultura, pertencimento, segurança psicológica e cuidado com as relações não é um luxo organizacional. É uma responsabilidade coletiva.
É esse o trabalho em que escolho acreditar e para o qual sigo dedicando minha prática: transformar escolas e organizações em espaços que promovam vida, e não vulnerabilidade.
Diversidade Pertencimento CulturaOrganizacional Educação BemEstarNoTrabalho
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/08/01/funcionario-mata-tres-colegas-a-facadas-dentro-de-fabrica-da-bombril-em-sao-bernardo-do-campo.ghtml
11/06/2026
Recebidinhos, que fala, né?! 😜
Hoje recebi esta linda tela de um paciente. Ele disse que as cores vibrantes combinam comigo. Achei curioso como essa disputa entre o vibrante e o sóbrio, com um centro acolhedor, parece mesmo conversar com quem sou.
Descrever o que é ser terapeuta é não temer os clichês: em muitos momentos, somos doadores de esperança; abrimos janelas para apresentar vistas a partir de outros pontos; às vezes, passamos o café para atualizar as fofocas. Mas, sobretudo, ajudamos a religar as pessoas ao fio da vida e a construir a vontade de tecer uma linda peça com ele.
Sim, gosto do que faço. E fico feliz por ser enxergado como alguém vibrante nesse lugar.
Gratidão por compor nosso espaço.
09/06/2026
Hoje, depois do trabalho, parei em uma mercearia para fazer uma compra rápida.
Antes mesmo de perguntar meu pedido, o atendente me surpreendeu:
— Você gosta de ler?
Demorei para responder. Eu estava preparado apenas para seguir o roteiro habitual da interação.
Pedi para ele repetir.
Ele riu.
E me contou que tinha acabado de ler três livros. Nunca tinha sido leitor, mas aqueles três livros despertaram algo nele. Agora queria o próximo.
— Me indica um livro?
Perguntei do que ele gostava.
— Comunicação. Psicologia. Liderança.
Achei engraçado o nível de especificidade.
Então ele me mostrou o celular. Estava comprando o livro naquele exato momento e disse que eu escolheria o título.
Confesso que me senti pressionado.
Principalmente quando vi algumas opções de autoajuda e percebi que, como psicólogo à paisana, eu precisaria dar uma resposta.
Acabei indicando Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.
Sim, eu conheço as críticas ao livro. Muitas delas são pertinentes.
Mas, naquele momento, não foi o psicólogo crítico que respondeu.
Foi o jovem adulto que eu já fui conversando com o jovem adulto que estava na minha frente.
Lembrei de quando esse livro chegou até mim, no início da faculdade. Das conversas que ele gerou. Das reflexões sobre valores, responsabilidade, escuta, cooperação e sobre a difícil tarefa de alinhar aquilo que acreditamos com aquilo que fazemos.
Antes mesmo de eu terminar meu pedido, ele já tinha finalizado a compra.
Foi uma conversa de poucos minutos.
Mas saí dali pensando em como a leitura muda trajetórias.
E em como, às vezes, sem perceber, participamos de pequenos capítulos da história de alguém.
Espero que ele aproveite muito o quarto livro da vida dele.
E que nunca perca essa curiosidade.
E você? Qual livro indicaria para alguém que está descobrindo agora o prazer da leitura?