Projeto Eva
O Projeto Eva pretende diminuir a reincidência criminal nas penitenciárias femininas de regime sem Ao contrário, viram que eram fracos, nus e temerosos.
Eva - Hebraico: Hawwa “Vida”, “doadora de vida” ou “mãe de todos os viventes”. Como primeira mulher, Eva é protagonista dos primeiros capítulos do Gênesis. A conhecida história da criação relata que certo dia, a mulher encontrou uma serpente, a qual lhe convenceu a comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, com o argumento de que comendo do fruto proibido ela e seu esposo seriam iguais a
23/01/2021
O Projeto Eva trabalha com as mulheres de penitenciárias de Campinas e de Mogi Guaçu, e então resolvemos trazer para vocês algumas curiosidades de como são nossos encontros por lá!! ☺️
: Os posts trazem uma série de títulos sobre “Curiosidades sobre as penitênciarias de Mogi Guaçu e Campinas”:
- trabalhamos no regime semiaberto de ambas penitenciárias;
- o regime semiaberto de Mogi Guaçu é consideravelmente maior que o de Campinas;
- geralmente em Campinas trabalhamos com cerca de 8 mulheres por encontro;
- já em Mogi Guaçu temos uma maior rotatividade, cerca de 15 a 20 mulheres por encontro;
- os encontros em Campinas são sempre semanais e de sábado de manhã;
- os de Mogi Guaçu são quinzenais e de sábado a tarde;
- em Campinas as mulheres preferem dinâmicas que usem papel e caneta;
- por outro lado, em Mogi Guaçu as mulheres preferem dinâmicas que são mais ativas;
- na penitenciária de Campinas tem o Magrelo, cachorrinho que está sempre por lá.
20/11/2020
Dia 20 de Novembro é conhecido como o dia da Consciência Negra, dia este que visa relembrar todo ano a relevância de ponderar sobre a posição social dos negros na sociedade brasileira, assim como obter mais informações sobre as desigualdades e preconceitos que são vividos diariamente pela população negra no país e no mundo.
Nesse post traremos alguns dados sobre o sistema carcerário do Brasil e a relação do maior número de presos com o fato de serem negros.
Segundo o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, no ano de 2017, cerca de 61,7% dos encarcerados no Brasil são negros.
Levando em consideração a população carcerária feminina, de acordo com uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), desde os anos 2000 até 2018, o número de mulheres no sistema prisional aumentou aproximadamente 700%.
No ano de 2016, conforme o relatório chamado Infopen Mulheres, do total de mulheres encarceradas, 62% delas são negras. Sendo esse um número maior do que o número de negros, tanto homens como mulheres, no sistema prisional.
De acordo com Dina Alves, uma das maiores pesquisadoras brasileiras sobre o encarceramento em massa, existe uma relação intrínseca para que o maior número de encarcerados no país sejam negros. Ela expõe que os negros, devido a hierarquia social baseada também na raça, aos preconceitos vividos diariamente pela população negra, além do racismo estrutural presente na sociedade brasileira são uns dos motivos com que os negros diversas vezes são julgados de maneira parcial pelo sistema judiciário ap***s pela sua cor de pele.
Tendo em vista essa data tão importante, chamamos vocês para lerem e entenderem mais sobre o assunto. Também marquem seus amigos aqui para eles entenderem mais sobre isso também!!
: imagem do post exibe o título “Consciência Negra e o encarceramento relacionado a raça” e com o logo do time Enactus FACAMP e do Projeto EVA, ambos na parte inferior da imagem.
14/11/2020
Projeto EVA em até 30 seg:
Nós do Projeto EVA criamos essa coleção de vídeos com o objetivo de trazer conhecimentos, especialmente sobre o projeto, de maneira rápida e dinâmica.
Nesse vídeo falamos sobre o que o Projeto busca proporcionar para a comunidade carcerária feminina!! Dá o play para saber mais, e marca um amigo para ele conhecer também!!
: O vídeo fala sobre o que o Projeto EVA busca proporcionar para a comunidade carcerária feminina. No qual durante o vídeo são apontadas frases sobre pontos que proporcionamos, sendo essas: valorizá-las como pessoas, ensinar a produzir sabonetes, educação financeira, desenvolver as relações interpessoais, aprendizados sobre marketing pessoal, compreender mais sobre técnicas de negociação, mostrar que elas podem ter um futuro melhor.
06/11/2020
O sistema prisional brasileiro atualmente sofre inúmeros problemas decorrentes de um abandono estatal com essa comunidade. A cultura punitivista brasileira submete os presos a situações muitas vezes desumanas, e o preconceito existente em toda sociedade colabora para essa precarização das redes prisionais do país.
O que é importante destacar é que aqueles que estão submetidos ao sistema prisional ainda são seres humanos, seus erros não os tornam menos dignos. Estas pessoas devem ser punidas com justiça, e não com ódio ou desprezo.
Se o sistema prisional já é abusivo para homens, já imaginou no quanto as mulheres sofrem? Falamos muito sobre isso em nossos posts, vale a pena dar uma conferida. Mulheres encarceradas sofrem com a falta de acesso aos direitos reprodutivos e se***is, higiene adequada, e também com a incidência de assédio e demais opressões de gênero.
O sistema prisional não deve ap***s ser punitivo, mas reeducativo, preparando essa comunidade para voltar para a sociedade. A taxa de reincidência criminal no Brasil é de 47%, quase metade dos presos, quando saem voltam a cometer crimes, enquanto em países que fazem uso da reeducação nas prisões como a Dinamarca, a taxa é de 27%.
Ap***s jogar uma pessoa em uma cela amontoada retira sua autoestima, seu senso de responsabilidade e sua vontade de mudar, além de que, a pena de privação de liberdade não deve ser a solução para todos os casos. O fato é que um sistema que reeduca, coloca o preso para viver em uma sociedade, com responsabilidades, reconhecendo sua humanidade e dignidade é muito mais eficiente do que submete-lo a situações desumanas.
Com isso, f**a claro o papel de projetos como o Eva, nos quais, na falta de uma ação do Estado, os próprios civis escolhem olhar para uma comunidade abandonada e ajuda-los a se reinserirem na sociedade, trazendo esperança e um pouquinho mais de dignidade a eles.
Agora que você já sabe um pouquinho mais sobre os problemas do sistema prisional, que tal compartilhar com um amigo para conscientizar o máximo de pessoas possível?
a imagem do post existe o título “Punitivismo versus Reeducação”, com os logos do time Enactus Facamp e do Projeto Eva
09/10/2020
Outubro é conhecido pelas campanhas do Outubro Rosa, o mês da conscientização e da prevenção do câncer de mama. Entretanto, os dados sobre a saúde das mulheres dentro do sistema carcerário são escassos e, com o objetivo de trazer maiores informações sobre, daremos ênfase sobre como ocorre – e se ocorre – essa campanha dentro das penitenciárias femininas brasileiras.
O direito à saúde é um direito fundamental para todos os indivíduos, sem exceção, devendo esse ser cumprido tanto com o objetivo de cura como para a própria prevenção. Porém, as políticas prisionais diversas vezes ignoram as necessidades especiais de saúde das mulheres encarceradas, privando-as de seus direitos básicos; além disso, sabe-se que o ambiente das penitenciárias é mais propicio à maiores ameaças à saúde dessas mulheres.
Entretanto, diversas penitenciárias não possuem os aparelhos e instrumentos necessários para o diagnóstico e prevenção dessa doença – o câncer de mama –, o que se torna ainda mais preocupante uma vez que profissionais da saúde apontam o diagnóstico precoce como um dos elementos mais importantes no combate ao câncer.
É reconhecido que através de algumas práticas, como alimentação e nutrição adequada, atividade física em dia, redução do tabagismo e da ingestão de bebidas alcoólicas, é possível reduzir os riscos de as mulheres desenvolverem câncer de mama. Contudo, sabe-se que cerca de 70% das mulheres encarceradas não praticam exercícios físicos, assim como a maioria delas se encontra acima do peso.
Porém, atualmente, diversas atividades e campanhas em algumas penitenciárias femininas têm sido feitas. Como, por exemplo nas unidades penitenciárias, do Mato Grosso do Sul que, em 2019, realizou palestras, parcerias e orientações de autoexame com o objetivo de fazer ações de conscientização em relação ao Outubro Rosa dentro das penitenciárias para as reeducandas.
Sendo assim, chamamos todos vocês para aproveitar o tema da campanha desse mês de Outubro para entender mais um pouquinho sobre esse assunto e sobre o que podemos fazer para mudar essa situação observada. Inicie sua ação compartilhando esse post e marcando seus amigos (as) aqui para saberem mais sobre isso também!
: imagem do post exibe o título "Outubro Rosa e o Direito à Saúde no Cárcere", com os logos do time Enactus Facamp e do Projeto EVA na borda inferior; entre os logos, também há o símbolo da campanha contra o câncer de mama: um laço cor-de-rosa.
24/09/2020
Continuando nossos posts sobre o Setembro Amarelo, hoje vamos tratar sobre o abandono e a solidão que os indivíduos no sistema carcerário brasileiro sentem. Daremos ênfase no sistema carcerário feminino, que obtém pouco realce na sociedade brasileira.
Tratando sobre o abandono, este ocorre especialmente pelas famílias, parentes e amigos das detentas, mais comumente pelos seus companheiros. Como consequência disso, o sistema psicológico delas é afetado intensamente, e algumas até cometem suicídio – a taxa de suicídio dentro de penitenciarias femininas é 20 vezes maior que fora desse sistema. Juntamente disso há um alto índice do uso de antidepressivos e outros remédios como fator indicador dessa situação vivenciada dentro das penitenciárias brasileiras.
Um dos efeitos desse abandono presenciado pelas mulheres nesse regime é a solidão. Com poucas visitas – as quais, muitas vezes, são inexistentes –, sem o apoio e sem o auxílio de familiares, amigos, de alguém do lado de fora, a solidão é um sentimento perpetuado diversas vezes entre as mulheres do sistema carcerário. Além disso, esse cenário foi ainda mais agravado devido à quarentena, em que, atualmente, as mulheres não podem receber visitas, aumentando ainda mais a solidão sentida por elas.
Há, também, o abandono nas questões de direitos básicos, por exemplo: o direito a absorventes para as mulheres em seu período menstrual muitas vezes não é seguido, deixando-as com quantidades abaixo do real necessário para uma mínima dignidade dessas mulheres. Ademais, o direito a tratamentos psicológicos, atendimentos preventivos de doenças e para a melhora da saúde dessas mulheres também é constantemente negligenciado, de modo geral.
Por causa disso, convidamos vocês a aproveitarem o tema desse mês e buscarem entender mais um pouquinho sobre o sistema carcerário brasileiro, e também sobre o que todos nós podemos fazer para mudar essa realidade para melhor. E por que não começar já marcando seus amigos?
: imagem do post existe o título "Abandono e Solidão no Cárcere", com os logos do time Enactus Facamp e do Projeto EVA na borda inferior.
10/09/2020
Muita gente sabe que setembro é o mês em que a campanha de prevenção ao suicídio e de luta em prol da saúde mental recebem mais atenção. Por outro lado, é muito difícil encontrar plataformas e veículos midiáticos que dêem a devida importância à saúde mental das pessoas em situação de cárcere, que é o tema do nosso post de hoje.
O Projeto EVA já trouxe alguns dados sobre o sistema carcerário nos últimos posts, como a relação entre a superlotação dos presídios e a violação dos direitos humanos. É importante reconhecer que, em uma situação em que apenados mal têm acesso à alimentação, saúde, e tratamento digno, o psicológico dessas pessoas será afetado em algum grau.
Mais que isso, o quadro f**a ainda pior quando o assunto são detentas mulheres. Isso porque, considerando os efeitos do patriarcado sobre a mulher, as integrantes do sistema carcerário feminino estão mais expostas ao abandono familiar e ao preconceito de gênero uma vez que passam pelo sistema.
E mais: a intersecção entre classe, gênero e raça também torna a situação das detentas muito mais precária, em um ambiente em que a saúde mental é constantemente negligenciada e com ausência de profissionais dedicados à sua proteção.
É fato que, desde 1995, com a publicação do Guia da Saúde nas Prisões pela ONU, a saúde mental carcerária tem sido mais debatida, mas é preciso fazer mais. E o primeiro passo é: enxergar apenados como pessoas, como indivíduos cujos direitos humanos também devem ser protegidos.
Nesse Setembro Amarelo, dedique um pouquinho do seu tempo para pesquisar sobre a comunidade carcerária brasileira, e sobre o que você pode fazer para dar mais visibilidade à situação precária dos apenados. Comece marcando um(a) amigo(a) que precisa saber sobre esse assunto!
28/08/2020
Seguindo para mais um post da série , hoje iremos abordar a história das penitenciárias femininas no Brasil!
🔹 As primeiras penitenciárias exclusivas para mulheres no país foram inauguradas no início da década de 1940, estabelecidas pelo Código Penal, pelo Código de Processo Penal (1940) e pela Lei das Contravenções Penais (1941).
🔹 Instaladas no Rio de Janeiro, em 24 de dezembro de 1941, e em São Paulo, em 21 de abril de 1942, as penitenciárias femininas possuíam como gestoras uma organização religiosa: a Congregação do Bom Pastor D’Angers.
🔹 Por mais que a administração legal destes presídios femininos pertencessem à Penitenciária do Estado, os mesmos eram administrados por freiras e não tinham influência de agentes penitenciários e agentes policiais.
🔹 As penitenciárias, que eram sediadas em uma residência, possuíam como decreto de criação que as mulheres encarceradas cumprissem suas p***s com trabalhos de cunho doméstico, reforçando que, em uma sociedade patriarcal, as mulheres são consideradas “seres domésticos”; a punição por seus delitos deveria ser, portanto, um treinamento intensivo para que voltassem à realizar tais afazeres.
🔹 Um fato curioso é que, em 1942, ap***s sete mulheres constituíam a penitenciária feminina de São Paulo e, durante os primeiros dez anos de seu funcionamento, esta recebeu somente 212 mulheres ao todo.
E aí, gostaram do post? Contem para a gente nos comentários o que vocês acharam mais interesse sobre as primeiras penitenciárias femininas do Brasil! E não esqueçam de marcar pelo menos em (a) amigo (a) que vai gostar de ter essas informações, hein?!
: imagem do post exibe o título “Penitenciárias Femininas no Brasil”, com os logos do time Enactus Facamp e do Projeto EVA na borda inferior.
14/08/2020
Como vocês devem ter acompanhado no quiz de ontem, o assunto do dessa semana é o regime prisional brasileiro – e, mais especif**amente, o regime semiaberto. Se você se interessou pelo assunto e quer saber mais, é só continuar lendo!
🔹 A primeira coisa que você precisa saber é que, no Brasil, existem 3 tipos de regimes prisionais: o fechado, o aberto e o semiaberto. Todos podem ser diferenciados a partir de alguns elementos, como: reincidência de crime, tempo de pena, e nível de rigor.
🔹 Nós, do Projeto EVA, trabalhamos diretamente com o regime semiaberto. Isso signif**a dizer que atuamos com mulheres que cumprem p***s relativamente curtas (de 4 a 8 anos) e não são reincidentes.
🔹 Uma curiosidade sobre o regime prisional semiaberto é que ele também é conhecido como Sistema de Manuel Montesinos, um sistema progressivo desenvolvido na Espanha durante o séc. 18 e que visava a ressocialização dos presos via estudo e trabalho.
🔹 Muita gente f**a surpresa ao saber que, apesar de o regime semiaberto pressupor que os presos deixem a penitenciária durante o dia para trabalhar ou estudar, nem sempre isso acontece. No Brasil, cada penitenciária tem autonomia para decidir seus procedimentos e, por causa disso, é comum que os presos trabalhem ou estudem dentro da própria penitenciária.
🔹 Um último dado interessante é: segundo o relatório de junho de 2014 do Infopen, cerca de 90 mil pessoas cumprem pena no regime semiaberto brasileiro, o que signif**a que existe uma superlotação de pelo menos 30 mil vagas!
E aí, descobriu algo que ainda não sabia sobre os regimes prisionais do Brasil nesse post? Então não deixe de marcar um(a) amigo(a) que também vai se surpreender com essas informações!
: imagem do post exibe o título “Entendendo o Regime Semiaberto”, com os logos do time Enactus Facamp e do Projeto EVA na borda inferior.
31/07/2020
Desde sua criação, o Projeto EVA tem atuado com comunidades femininas dos regimes semiaberto do sistema carcerário brasileiro, buscando promover sua capacitação e ressocialização. Por isso, decidimos divulgar algumas informações importantes a respeito desse sistema:
🔹 Dados da Infopen mostram que, atualmente, ap***s 7% das penitenciárias brasileiras são exclusivamente femininas, a despeito do crescimento da população carcerária feminina entre 2000 e 2014 – 3x maior que a masculina. Como resultado da superlotação dos presídios femininos, há maiores índices de violação dos direitos humanos das mulheres encarceradas.
🔹 Esses dados também revelam que o avanço da criminalidade entre as mulheres é resultado da “feminização da pobreza”, fenômeno em que mulheres – e, especialmente, mulheres negras e/ou chefes de família – sofrem mais com disparidades salariais, duplas jornadas de trabalho e situações de subemprego. Ao assumir maiores responsabilidades financeiras, essas mulheres podem vir a cometer delitos para completar a renda familiar.
🔹 Além disso, é importante pontuar que, com a emergência do novo coronavírus, as penitenciárias brasileiras – sobretudo femininas – têm enfrentado grandes dificuldades, como o racionamento de água, insuficiência de produtos de higiene e limpeza, precarização alimentícia e dificuldade de contato com equipes de saúde.
Sabendo de tudo isso, nós, do Projeto EVA, acreditamos que é muito importante divulgar informações acessíveis sobre o sistema carcerário brasileiro para o maior número de pessoas possíveis. Então, convidamos você a marcar um(a) amigo(a) nos comentários que vai gostar de ler esse post! Para mais informações, continuem acompanhando o Projeto no Instagram () e Facebook.
: imagem do post exibe o título “Sistema Carcerário no Brasil”, com oslogos do time Enactus Facamp e do Projeto EVA na borda inferior.
Como vocês já sabem, a quarentena não tem sido um período fácil para ninguém em nenhum lugar do mundo. Por causa da emergência do Covid-19, todos nós tivemos que nos deparar com mudanças e adaptações gigantes em nossas rotinas.
Mesmo assim, o Projeto EVA não parou! Todos os nossos membros continuaram trabalhando remotamente para garantir que o Projeto pudesse continuar a impactar cada vez mais vidas. Para descobrir o que estamos fazendo, basta dar o play no vídeo!
: em formato de vídeo, membros do time EVA compartilham uma atualização sobre a adaptação do Projeto durante a quarentena. O vídeo mostra que, além de continuar mantendo contato com as penitenciárias de Campinas e Mogi Guaçu, o time – que agora conta com membros novos – também está trabalhando no aprimoramento de dinâmicas e no desenvolvimento do marketing do Projeto! Por fim, a principal mensagem do vídeo é: mesmo na quarentena, o time continua engajado e buscando novas maneiras de impactar vidas. O Projeto EVA não é só sobre sabonetes!
19/07/2020
Como vocês já sabem, o Projeto EVA atua diretamente com as comunidades do regime semi-aberto das penitenciárias de Campinas e Mogi Guaçu – comunidades cem por cento femininas e majoritariamente negras. Pensando nisso, tiramos um tempo para estudar mais sobre o sistema carcerário brasileiro e sua relação com raça e gênero!
Depois das nossas pesquisas – muito centradas nas análises da colunista Juliana Borges, escritora de ‘Encarceramento em Massa’ – descobrimos que, em São Paulo, apesar de a maior parte dos crimes de furto e roubo serem cometidos por pessoas brancas*, a população negra apresenta maior taxa de criminalização e punições mais severas.
Cada vez mais, temos ouvido afirmações de que pessoas negras cometem mais crimes e são mais violentas do que pessoas brancas – afirmações de cunho discriminatório e essencialmente ra***tas. Nós, do Projeto EVA, repudiamos qualquer pensamento ou ato ra***ta e, por meio desse post, nos comprometemos a estudar mais sobre o assunto e apoiar esse movimento – da maneira que pudermos e por tempo indeterminado.
Aqui estão os perfis do Instagram da Juliana Borges () e também da Thayná Laís (), com quem temos aprendido muito sobre o assunto! Também deixaremos um link** abaixo de redirecionamento à uma plataforma com inúmeras maneiras de apoiar o !!!
*Segundo dados coletados por Ivan Borin, em São Paulo, 59,5% dos réus por furto são brancos, em comparação à 40,1% de réus negros pela mesma infração. No que tange aos dados de roubo, 51,4% dos réus são brancos e 48,3% são negros. Apesar disso, ap***s 59,4% dos brancos são condenados, em contraste com a condenação de 68,8% dos réus negros.
** Para contribuir com o Movimento, recomendamos que acessem o seguinte link: https://blmbr.carrd.co/
: na imagem do Post, há a mensagem escrita de que "o Projeto Eva apoia o Movimento " que, por sua vez, é representado pelo símbolo característico de um punho cerrado.
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Endereço
Campinas, SP
13031-120