Heyde Francine Pinto Bana
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Setembro Laranja começou. 🧡
E, provavelmente, você vai ouvir muita coisa sobre o que a criança precisa mudar.
O que ela come.
Quanto ela se movimenta.
Quanto tempo passa nas telas.
O que ela precisa fazer para “perder peso”.
Mas eu queria começar essa conversa olhando para o outro lado.
Dados sobre o aumento dos casos de sobrepeso e obesidade em crianças e adolescentes estão cada vez mais frequentes.
E isso não é falta de força de vontade da criança.
É um problema complexo, influenciado por genética, alimentação, sono, comportamento, condições sociais e, principalmente, pelo ambiente em que essa criança vive.
E ambiente, nós adultos construímos.
Por isso, talvez a pergunta não seja apenas:
“O que meu filho precisa mudar?”
Mas também:
“O que nós, como família, podemos mudar juntos?”
Porque criança não deveria fazer dieta sozinha.
Não deveria carregar a culpa pelo próprio peso.
E muito menos sentir que precisa mudar o corpo para ser aceita.
Cuidar da obesidade infantil é cuidar do ambiente, da rotina e da família como um todo.
E eu quero saber de você:
🧡 Qual foi uma mudança de hábito que a sua família já conseguiu fazer junta?
Compartilhe aqui. Pode ser uma pequena mudança — porque é assim que mudanças sustentáveis começam.
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
30/08/2026
Terça começa o Setembro Laranja, um mês dedicado à conscientização e ao combate à obesidade infantil.
Mas, antes de falar de números, alimentação, atividade física ou tratamentos, eu queria dizer:
Obesidade na infância não é falta de força de vontade.
Nem da criança. Nem da mãe. Nem do pai.
E quando a gente senta, conversa e olha para aquela criança de verdade, quase sempre existe alguma coisa que precisa ser compreendida.
Um sono ruim que interfere no apetite.
Uma rotina que não favorece hábitos saudáveis.
Uma medicação que pode contribuir para o ganho de peso.
Uma condição hormonal ou metabólica que precisa ser investigada.
Um ambiente alimentar que nenhuma criança de oito anos consegue administrar sozinha.
Por isso, culpa não trata obesidade.
Culpa não muda hábitos.
Culpa não melhora a relação com a comida.
Culpa não ajuda uma criança a cuidar da própria saúde.
Cuidado, informação e acompanhamento, sim.
Se você sente que está tentando sozinho há algum tempo e não sabe mais por onde começar, talvez o próximo passo não seja tentar mais uma dieta.
Talvez seja entender o que está acontecendo.
Que o Setembro Laranja seja menos sobre apontar culpados e mais sobre olhar para as crianças com informação, respeito e cuidado.
Ao longo deste mês, vou falar bastante sobre isso por aqui. 🧡
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
E se esse assunto faz parte da realidade da sua família, fique por aqui.
Você não precisa passar por isso sozinho.
27/08/2026
Uma das perguntas que mais ouço no consultório é: “Doutora, meu filho está baixo?”
Mas, quando falamos de crescimento, a resposta quase nunca está apenas na altura que a criança tem hoje.
O mais importante é entender como ela vem crescendo ao longo do tempo.
Na idade escolar, antes da puberdade, é esperado que a criança cresça, em média, cerca de 5 a 7 cm por ano. Quando esse ritmo diminui de forma persistente, é importante investigar.
E aqui está um ponto fundamental: para perceber uma mudança no crescimento, precisamos ter medidas anteriores para comparar.
Por isso, acompanhar o crescimento não significa ficar medindo a criança o tempo todo ou se preocupar com cada centímetro. Significa observar sua evolução e perceber quando algo mudou.
Na consulta de Endocrinopediatria, os pais podem — e devem — trazer suas dúvidas:
“Ele parece ter parado de crescer.”
“Os colegas estão ficando mais altos e ele não.”
“Ele cresceu muito de repente.”
“Começaram a aparecer sinais de puberdade.”
“Estou percebendo uma mudança no corpo e não sei se é normal.”
Essas observações são importantes porque crescimento e puberdade acontecem em ritmos diferentes para cada criança, e algumas mudanças precisam apenas de acompanhamento, enquanto outras merecem investigação.
💗 Não é preciso esperar a preocupação virar um problema para conversar sobre crescimento.
Acompanhar é também uma forma de cuidar.
Salve este post para lembrar de observar a evolução do seu filho e, na próxima consulta, leve suas dúvidas e, se possível, as medidas anteriores. Elas podem contar uma história muito importante sobre o crescimento.
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
Muitas mães de crianças com asma já tiveram esse medo: “Será que a bombinha pode atrapalhar o crescimento do meu filho?”
E essa preocupação faz sentido. O problema é quando a informação chega pela metade.
Os estudos mostram que o uso contínuo de corticoide inalatório pode estar associado a uma pequena desaceleração da velocidade de crescimento, principalmente no primeiro ano de tratamento.
Mas isso não significa que a criança ficará mais baixa na vida adulta. Os estudos de acompanhamento não mostram um prejuízo significativo comprovado na altura final adulta.
E existe um outro lado dessa história que também precisa ser lembrado: a asma mal controlada.
Crises frequentes, inflamação persistente, falta de ar e noites mal dormidas também podem impactar a saúde e o crescimento da criança.
Por isso, suspender a bombinha por conta própria, por medo do crescimento, pode acabar trocando um risco pequeno e monitorável por um problema maior: uma asma mal controlada.
O tratamento deve ser individualizado, com a menor dose necessária para manter a doença sob controle e acompanhamento do crescimento.
Se essa dúvida é sua, não deixe que o medo decida sozinho. Leve a dúvida para a consulta. Informação também é uma forma de cuidado. 🤍😉
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
24/08/2026
Amanhã é Dia da Infância!
E eu queria falar sobre uma coisa que tenho visto chegar cada vez mais cedo ao consultório: a pressa de crescer.
Meninas de 9 anos perguntando sobre mudanças estéticas no seu corpo…
Meninos de 11 querendo saber se existe alguma coisa para ficarem mais fortes…
Crianças olhando para o próprio corpo com uma cobrança que não deveria fazer parte da infância.
E o mais importante: isso não nasce nelas.
Chega pelas telas.
Pelos comentários dos adultos.
Pelas comparações.
Pela ideia de que um corpo precisa ser corrigido, melhorado ou controlado.
É preciso ajudar aquela criança a entender que ela não precisa ter pressa.
Infância não deve ser uma preparação para ser adulto.
Infância deve ser vivida.
Por isso, se seu filho ou sua filha começou a falar sobre peso, aparência, corpo, dieta ou vontade de mudar quem é, não ignore achando que é apenas uma fase.
Talvez seja um sinal de que o mundo está chegando cedo demais.
E nós, adultos, temos um papel importante em devolver às crianças aquilo que a infância deveria ser: tempo para brincar, crescer, descobrir e simplesmente ser criança. 💗
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
21/08/2026
Na terça-feira, falei sobre um erro na aplicação que pode comprometer o tratamento com GH. Hoje, vamos dar um passo atrás: quem realmente precisa desse tratamento?
Hormônio de crescimento não é um “remédio para ficar mais alto”.
O GH é um tratamento indicado para condições específicas, após uma avaliação cuidadosa do crescimento e do desenvolvimento da criança.
E aqui existe uma dúvida muito comum: nem toda criança baixa precisa de GH.
Baixa estatura familiar e atraso constitucional do crescimento, por exemplo, podem ser variantes do desenvolvimento normal. Nesses casos, muitas vezes, o mais importante é acompanhar a criança, entender sua curva de crescimento e respeitar o seu tempo — e não simplesmente medicar.
Mas então:
🔹 Quem realmente pode ter indicação de GH?
🔹 Como essa indicação é investigada?
🔹 O que podemos esperar do tratamento?
🔹 E, principalmente, o que o GH não faz?
Preparei este guia para explicar tudo isso de forma simples e sem promessas.
Antes de pensar em tratar a altura, precisamos entender por que aquela criança está crescendo daquela maneira.
Salve este post para consultar depois e compartilhe com uma mãe ou um pai que tenha essa dúvida. 💗
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
Se o seu filho faz tratamento com hormônio de crescimento, existe um detalhe da aplicação que muitas vezes passa despercebido: o rodízio dos locais de aplicação.
Aplicar o GH repetidamente no mesmo ponto pode provocar alterações no tecido subcutâneo, como a lipoatrofia — uma perda de gordura localizada que pode interferir na absorção do hormônio.
Ou seja: a criança continua recebendo a medicação todos os dias, mas a forma de aplicação pode não estar sendo a ideal.
💉 Rodízio dos locais de aplicação não é um detalhe. Faz parte do tratamento.
E você sabia que existem outros fatores que também influenciam a resposta ao GH?
Na quinta-feira, vou falar sobre quem realmente tem indicação de usar GH, como avaliar a resposta ao tratamento e o que podemos esperar ao longo do acompanhamento.
📌 Salve este vídeo para consultar depois e envie para aquela família que aplica GH em casa.
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
16/08/2026
Domingo é um bom dia para lembrar que cuidar também é observar. 🤍
Às vezes, uma mãe percebe uma mudança no corpo do filho e não sabe se é apenas uma característica ou se está tentando dizer alguma coisa.
Uma mancha que não sai no banho.
Uma pele que mudou.
Um cansaço diferente.
Um corpo que parece estar mudando mais rápido do que antes.
Mas você não precisa saber o nome do que está vendo.
Na medicina, o nosso papel é justamente transformar uma observação em investigação, e uma dúvida em um caminho.
Essa semana, falei sobre uma dessas mudanças que muitas famílias: a acantose nigricans — e sobre o que ela pode estar sinalizando sobre a saúde metabólica da criança e do adolescente. (Se você não viu, procura ali no feed 😉)
Porque informação não serve para assustar.
Serve para que a gente reconheça os sinais mais cedo e cuide melhor. 🌷
E se existe alguma coisa no seu filho que você observa há algum tempo e não sabe se é normal, essa dúvida já merece atenção.
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
13/08/2026
Aquela mancha escura e aveludada no pescoço que não sai no banho pode não ter nada a ver com higiene.
Na verdade ela tem nome: acantose nigricans.
Ela costuma aparecer no pescoço, axilas e outras dobras da pele e, em crianças e adolescentes, pode estar associada à resistência à insulina — às vezes antes mesmo de qualquer alteração aparecer nos exames.
Mas atenção: a presença da acantose não significa, sozinha, que a criança tenha diabetes. É preciso olhar o contexto, avaliar outros sinais e, quando indicado, investigar.
Neste guia, eu explico:
✨ onde a acantose costuma aparecer
✨ o que ela pode significar
✨ quando é importante investigar
✨ quais exames podem fazer parte dessa avaliação
Salve este post e envie para uma mãe que já tentou tirar essa “mancha”.
Dra Heyde Francine Pinto Bana
Endocrinologista Pediatra
CRM 28489
RQE 1455 | 17161
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