Fofoca do dia
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28/12/2021
Muitos estudos mostram que a atividade física é uma forma importante de prevenir doenças cardíacas. Mais recentemente, a investigação descobriu que, além da atividade física suficiente, a quantidade de tempo na posição sentada também está ligada ao risco cardiovascular futuro.
Quanto mais tempo na posição sentada, maiores são as probabilidades de desenvolver doenças cardiovasculares. Passar menos tempo na posição sentada é bom para o coração e ajuda a evitar excesso de peso ou diabetes tipo 2.
Há várias maneiras fáceis de reduzir o tempo na posição sentada. Organize reuniões em pé (em vez de sentado) no trabalho. Trabalhe em pé em frente ao computador e faça pausas ativas com caminhadas curtas ou exercícios de alongamentos. Dê um passeio na hora do almoço e caminhe ou vá de bicicleta pelo menos parte do caminho para o trabalho.
Em casa, pode ficar de pé a ver televisão e até combinar com tarefas como passar a ferro ou lavar a louça. Levante-se ou caminhe pela casa enquanto lê o jornal e lê as mensagens no smartphone.
Uma maneira eficaz de se sentar menos e mexer-se mais é usar um contador de passos, usado ao nível do quadril ou como aplicação de smartphone.
De acordo com as primeiras Diretrizes da ESC sobre Cardiologia Desportiva publicadas em 2020, todos os indivíduos saudáveis devem realizar pelo menos 150 minutos por semana de intensidade moderada ou 75 minutos por semana de exercício aeróbico intenso, ou uma combinação equivalente. O mesmo é recomendado também para adultos com 65 anos ou mais que estão aptos e não têm condições de saúde que limitem a sua mobilidade.
Se já teve problemas cardíacos, as recomendações podem mudar: neste caso, contacte o seu médico ou um médico do desporto para obter a receita desportiva adequada.
Para manter a motivação, defina uma meta diária. Aumente a contagem de passos estacionando a uma determinada distância do trabalho e caminhando o resto do caminho, e usando as escadas em vez do elevador.
28/12/2021
Como surgiu a primeira vacina?
Em 14 de maio de 1796, o médico rural Edward Jenner realizou o experimento que introduziria o termo “vacina” ao dicionário da humanidade: o britânico inoculou em um garoto de 8 anos um líquido retirado da lesão de uma mulher que havia sido infectada pela “varíola bovina”. A empreitada, hoje considerada antiética, tinha justificativa. Jenner havia observado que as ordenhadoras não contraíam a varíola humana se antes já tivessem adquirido a versão que afeta o gado, que era mais branda e não causava bolhas de pus na pele. Estariam elas protegidas?
A resposta viria seis semanas depois, quando o médico inoculou varíola humana no outro braço de James Philipps, seu garoto-cobaia. Surpreendentemente, ele não adoeceu – resultado que se repetiu em outros te**es. Nascia ali, um século antes da descoberta dos vírus, a primeira vacina (do latim, “das vacas”).
E Jenner deu sorte! Isso porque a varíola bovina é causada por uma família viral diferente da doença que atinge humanos. É muito raro que um vírus distinto do causador da enfermidade consiga contê-la. Apesar de genial, na época, o feito não foi bem recebido de imediato.
Afinal, o imunizante soava repulsivo para muita gente. Numa época sem geladeiras para conservá-lo e higiene precária, ele tinha de ser levado de braço a braço ou de animal a animal. Ainda assim, seus benefícios foram reconhecidos pela Academia de Ciências do Reino Unido em 1798.
Com o tempo, a fabricação de vacinas foi aprimorada e adotada globalmente, de forma que, em 1980, a Organização Mundial da Saúde anunciou a erradicação da varíola. Assim, a iniciativa que começou no interior da Inglaterra abriu portas para a imunização, salvando milhões de vidas.
28/12/2021
Tipos de câncer que afetam maior número de pessoas em todo o mundo:
1º Câncer de pulmão:
Na grande maioria dos casos, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco (cigarro, charuto, ca****bo etc.). Os sintomas da doença dependem da localização do tumor no órgão, mas o paciente pode ter tosse seca, falta de ar, presença de sangue ao tossir e pneumonia.
2º Câncer de mama:
Os principais fatores de risco da doença são idade, sobrepeso, sedentarismo, tabagismo, má alimentação e maior exposição ao estrogênio ao longo da vida. Inchaço da mama, irritação, dor, vermelhidão ou aparecimento de um caroço no seio são os principais sintomas do câncer de mama.
3º Câncer de cólon (intestino) e reto:
Quando detectada precocemente, a doença é curável em boa parte das vezes. O problema geralmente é causado pelo sedentarismo e o consumo exagerado de bebida alcoólica, de carnes processadas (salsicha, hambúrguer, presunto) e alimentos industrializados. Sangue nas fezes, cólicas e até fadiga são sintomas do câncer de cólon (intestino) e reto.
4º Câncer de próstata
O risco da doença aumenta após os 50 anos. Entre as principais causas do problema estão fatores como obesidade, sedentarismo, uso de anabolizantes e má alimentação. Dificuldade ou dor ao urinar, necessidade de fazer xixi mais vezes ao dia, diminuição do jato de urina e presença de sangue na urina ou no sêmen são alguns dos sintomas de câncer de próstata.
5º Câncer de pele não melanoma
Sua principal causa é a radiação ultravioleta emitida pelo sol. Por ter a pele mais fina, idosos e crianças são mais vulneráveis à doença. Procure um dermatologista ao notar manchas no corpo que coçam, escamam ou sangram; sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor; e feridas que não cicatrizam em quatro semanas, pois esses são os principais sintomas de câncer de pele.
Tipos de câncer que causam maior número de mortes em todo o mundo:
1º Pulmão
2º Cólon e reto
3º Estômago
4º Fígado
5º Mama
Fonte: OMS (2018)
Tipos de câncer que afetam maior número de pessoas no Brasil:
1º Pele não melanoma
2º Próstata
3º Mama feminina
4º Cólon e reto
5º Pulmão
6º Estômago
7º Colo de útero
8º Cavidade oral
9º Sistema Nervoso Central
10º Leucemias
11º Esôfago
Fonte: Inca (2018)
Tipos de câncer que causam maior número de mortes no Brasil:
1º Pulmão
2º Cólon e reto
3º Mama
4º Estômago
5º Próstata
6º Fígado
7º Pâncreas
8º Sistema Nervoso Central
9º Esôfago
Fonte: Inca (2016)
24/12/2021
Afinal, o que é sedentarismo?
O sedentarismo se caracteriza pela falta de atividades físicas em pessoas de qualquer faixa etária. Entretanto, engana-se quem acredita que isso vale apenas para aquelas que não fazem nenhum tipo de exercício.
Na verdade, também se caracteriza como sedentarismo a redução da prática de exercícios. Assim, uma pessoa pode ser sedentária, mesmo praticando alguma atividade. Isso ocorre quando ela não é feita de forma regular ou é insuficiente para atender às necessidades do organismo.
Existem tipos de sedentarismo?
O sedentarismo não tem as mesmas características para todos. Ele varia de acordo com o grau de inatividade. Estando relacionado com a quantidade de exercícios praticados. Assim, é dividido em níveis.
Nível 1 sedentarismo
Pessoas com sedentarismo nível 1 eventualmente fazem algumas caminhadas, mas as atividades físicas ficam restritas a isso. Não é realizado nenhum outro exercício com intensidade maior.
Nível 2 sedentarismo
Estão enquadradas no nível 2 pessoas que fazem um pouco mais de esforço no dia a dia. Por exemplo, carregar sacolas de supermercado. Porém, não existe um momento específico para praticar atividades físicas.
Nível 3 sedentarismo
É classificado como sedentarismo de nível 3 pessoas que evitam qualquer esforço físico. Procuram alternativas para não carregar peso e evitam, inclusive, pequenas caminhadas, preferindo recorrer ao carro para tudo.
Nível 4 sedentarismo
No nível 4 do sedentarismo, nem os esforços do cotidiano são realizados. A pessoa prefere passar o dia sentado ou deitado e não se lembra de quando foi a última vez que se exercitou, se é que já fez isso.
Antes de mais nada, é importante ressaltar que as atividades laborais, mesmo que exijam algum esforço, não são consideradas atividades físicas. Porque, a principio, o corpo se acostumou a elas. Nesse caso, as pessoas continuam sendo sedentárias, precisando de um desafio maior para o seu organismo.
Como identificar a condição de sedentário?
Como vimos, existem diferentes níveis de sedentarismo, crescentes na intensidade com que se afastam de uma situação saudável. Além da caracterização do tipo de sedentarismo, alguns sinais e sintomas denunciam a condição. Veja alguns mais comuns:
cansaço intenso sem aparente razão;
redução da força muscular:
dores nas articulações;
aumento no acúmulo de gordura no corpo;
evolução para a condição de sobrepeso;
tendência a apresentar ronco e apneia do sono.
Considera-se, ainda, que o sedentarismo seja responsável pela maior incidência de doenças como:
infarto do miocárdio;
acidente vascular cerebral (AVC);
hipertensão arterial;
diabetes tipo 2.
Quais as consequências do sedentarismo?
A primeira vista, ficar parado pode ser mais atrativo do que praticar exercícios físicos. Porém, o corpo precisa de movimento na quantidade certa e, quando ele não recebe esse estímulo, as consequências são amplas.
Elas afetam a qualidade de vida. Abalam a saúde, causam limitações físicas e prejuízos para a saúde mental. A seguir, você vê com mais detalhes as principais consequências que o sedentarismo provoca.
Doenças cardiovasculares
Quando ficamos parados, nosso corpo não precisa trabalhar em um ritmo acelerado. O coração não precisa realizar esforço para bombear o sangue, ficando preguiçoso. Quando é exigido um pouco mais dele, não consegue suprir as necessidades do organismo.
O coração sedentário se esforça demais para nutrir o corpo durante uma caminhada intensa ou uma pequena corrida, por exemplo. Há prejuízos para o sistema vascular, porque as veias sofrem uma contração, já que o fluxo de sangue é leve.
O sedentarismo também favorece o aumento do colesterol. Camadas de gordura se formam nas artérias, prejudicando o fluxo sanguíneo. O coração precisa fazer um esforço maior para bombear o sangue, e tudo isso resulta em complicações de saúde.
Diabetes
O açúcar que consumimos é utilizado pelo organismo para produzir energia. Quando não nos exercitamos, ela não precisa ser gerada. Então, a tendência é que o nutriente se acumule na corrente sanguínea, causando diabetes.
Essa é uma doença silenciosa e preocupante. Porque afeta o organismo de um modo geral, aumentando a disposição para inflamações. Desencadeia problemas oculares, renais, vasculares, entre muitos outros.
Obesidade
O corpo tem uma tendência natural para acumular reservas de energia, a fim de recorrer a elas se for necessário. É por isso que uma pessoa sedentária, geralmente, tem um acúmulo de gordura, podendo ficar obesa. Portanto, uma condição de risco para diversas doenças. Por exemplo, as doenças cardíacas, vasculares, respiratórias, articulares, o diabetes e, até mesmo, o câncer.
Atrofia muscular
Quando o corpo realiza algum esforço, como correr ou carregar um peso, o que possibilita essas ações são os músculos. Quanto mais eles são trabalhados, maior será a sua tonicidade, pois se adéquam à carga.
Uma das consequências do sedentarismo é a atrofia muscular. Afinal, se a musculatura não está sendo utilizada, o corpo entende que não há necessidade de manter o volume dela. Os tecidos ficam flácidos e menores.
Qual a relação do sedentarismo com a Covid-19?
A pandemia do novo coronavírus trouxe diversas discussões, uma delas, sobre a relação entre a Covid-19 e o sedentarismo. Bem como se a prática ou não de atividades físicas poderia estar relacionada com o desenvolvimento de sintomas e a gravidade dos quadros.
Durante uma sessão de exercícios, existe uma grande ativação do sistema imunológico. Efeito que não é alcançado por meio da ingestão de medicamentos ou alimentos. Foi isso que levou à condução de um estudo feito por pesquisadores de universidades federais.
Primeiramente o objetivo é entender se pessoas sedentárias teriam uma tendência maior para desenvolver as formas graves da doença. E se praticantes de exercícios físicos, poderiam apresentar sintomas leves e ter uma melhor recuperação.
Considerando os efeitos das atividades físicas no sistema imunológico e os impactos no organismo, poderia estar relacionado. Afinal, diversas doenças podem ser prevenidas dessa forma. Sobretudo, isso ainda não foi afirmado, sendo necessário aguardar o resultado desse estudo.
É possível tratar o sedentarismo?
O sedentarismo não é uma doença. Ele não tem um tratamento, mas é importante que seja combatido. Isso é feito por meio da prática regular de exercícios e atividades físicas.
Primeiramente é interessante fazer uma adequação nos hábitos. Adotar um estilo de vida mais saudável. De antemão, é fundamental passar por uma consulta médica. Fazer um check-up e verificar se não houve prejuízos para o organismo.
Os exames ajudarão a identificar possíveis quadros clínicos que exijam atenção na hora de montar os treinos. Assim, cada pessoa receberá a recomendação do melhor tipo de atividade. Considerar o seu condicionamento e características é fundamental.
Quais as recomendações para combater o sedentarismo da OMS?
Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou suas recomendações para a realização de atividades físicas, com a publicação do WHO Guidelines on Physical Activity and Sedentary Behaviour (Diretrizes da OMS sobre Atividade Física e Comportamento Sedentário). Para esse fim, considera três grupos etários.
Crianças e jovens (5 a 17 anos de idade)
A recomendação para essa faixa etária é de que as atividades físicas sejam de intensidade moderada a vigorosa, com práticas diárias de 60 minutos. Atividades aeróbicas são as mais recomendadas para esse grupo.
Adultos (18 a 64 anos de idade)
Para os adultos, recomenda-se a atividade moderada, que totalize, pelo menos, 150 minutos ao longo de cada semana. O ideal, no entanto, é que o total semanal de prática de atividade física seja de 300 minutos.
Idosos (a partir dos 65 anos de idade)
Para os idosos, por sua vez, a atividade física também deve ser aeróbica, totalizando, ao menos, 75 minutos por semana, com intensidade moderada. Do mesmo modo que no caso dos adultos, o ideal é esse tempo ter o dobro de duração em sua totalidade (150 minutos por semana). A prática diária deve ser de, no mínimo, 10 minutos.
Quanto tempo leva para sair do sedentarismo?
Não há um tempo exato como resposta a esse questionamento em razão da pessoalidade de cada caso. No entanto, adotando-se as recomendações da OMS, em cerca de 3 meses, ou menos, a condição já não será mais a que caracterizava o sedentarismo.
É importante levar em conta que a melhor atividade será sempre aquela para a qual você se sentir mais motivado, considerando a duração e frequência mínima necessária. Encontrar prazer na atividade é o caminho ideal, pois você consegue, com isso, uma aliada muito forte para a tarefa: sua própria mente.
Para esse fim, considere que, para deixar a faixa do sedentarismo, é preciso distribuir os tempos propostos pela OMS em, pelo menos, 3 dias da semana. Isso significa que os chamados “atletas de fim de semana”, que ficam de segunda a sexta-feira sem exercícios e pontualmente jogam futebol no domingo continuam sedentários.
Como evitar o sedentarismo?
Para evitar o sedentarismo, antes de mais nada, é preciso adotar um estilo de vida mais saudável. Algumas adequações nos hábitos fazem toda a diferença para manter o corpo em movimento e garantir o equilíbrio da saúde. Veja, a seguir, nossas dicas.
Alimentação saudável
Adote uma alimentação saudável. Prefira alimentos naturais, como frutas, legumes, verduras, cereais e sementes. Escolha produtos integrais, proteínas magras e beba bastante água. Sobretudo, evite alimentos gordurosos, frituras, industrializados e doces em excesso.
Descanso adequado
O corpo não precisa apenas de movimento, mas requer descanso. Ele é fundamental para recuperar a energia, equilibrar as funções orgânicas, a saúde mental e promover a liberação de hormônios. Por isso, não se exercite em excesso e mantenha um sono regular.
Atividades físicas
Para desfrutar dos benefícios da atividade física e não ser mais uma pessoa sedentária, é importante que a prática aconteça de forma regular. São necessários, no mínimo, 150 minutos por semana para sair do sedentarismo.
Para finalizar, faça um acompanhamento médico periódico. Mesmo que você não tenha doenças pré-existentes ou esteja em grupo de risco. O check-up é, acima de tudo, indispensável para identificar problemas no começo.
As empresas também têm um papel fundamental no combate ao sedentarismo. Por meio de programas e ações, é possível trabalhar a conscientização e incentivar os colaboradores a adotar hábitos saudáveis. Isso se reflete em sua produtividade e demais aspectos da vida pessoal.
24/12/2021
Pouco mais de uma semana após cientistas em Botsuana e na África do Sul alertarem sobre nova variante do SARS-CoV-2 em circulação, ainda temos mais perguntas do que respostas sobre ela. No dia seguinte ao alerta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a B.1.1.529 como uma variante de preocupação (VOC), que passou a ser denominada Ômicron.
Quais os sintomas? Como ela é diagnosticada? As vacinas atuais são eficazes contra ela? Pesquisadores do mundo todo estão correndo para detalhar as respostas sobre essas e tantas outras questões e, assim, esclarecer a real ameaça que a Ômicron representa.
Alguns esclarecimentos ainda levarão alguns dias ou semanas para virem à tona. Enquanto isso, o GLOBO reúne tudo o que a ciência já conseguiu esclarecer sobre a nova variante, que já soma seis casos confirmados no Brasil.
Onde foi detectada a variante Ômicron?
O primeiro país a notificar a Ômicron foi a África do Sul, que emitiu um alerta à Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 24 de novembro.
Segundo a OMS, as análises encontraram a variante pela primeira vez na amostra de um teste coletado em 9 de novembro. Com o anúncio da nova cepa, outros países passaram a sequenciar os genomas dos vírus encontrados em pessoas que testaram positivo para a Covid-19.
Na Holanda, por exemplo, um viajante testado em 19 de novembro já apresentava a Ômicron, o que mostra que a nova variante já estava circulando pela Europa antes de a África do Sul investigar o aumento de casos repentinos e descobrir a nova cepa.
Quais são os sintomas?
O primeiro sinal de que as novas infecções por Covid-19 estavam diferentes foi observado pela médica sul-africana Angelique Coetzee ao atender pacientes com sintomas diferentes dos apresentados por aqueles que eram acometidos pela Delta. Os novos pacientes queixavam-se de cansaço, dores musculares, coceira na garganta ou garganta arranhando. Em poucos casos, apresentavam também febre baixa e tosse seca.
Entre os sintomas mais comuns da Delta estão pulsação elevada, baixos níveis de oxigênio e perda de olfato e de paladar.
Os sintomas da Ômicron são mais parecidos com a da Beta, que também foi identificada pela primeira vez na África do Sul.
Como diagnosticar a nova variante?
A identificação da nova variante só foi possível graças ao sequenciamento genético do vírus, que apontou as mutações que a fizeram ser diferente das demais cepas do coronavírus. Portanto, esse seria o melhor método para diferenciar a Ômicron de outras variantes.
No entanto, a Ômicron é relativamente fácil de ser distinguida da Delta em te**es de PCR. Ao contrário da Delta, a Ômicron tem uma mutação que causa o que é chamado na genética de “drop-out do gene S”. Isso significa que uma das partes do vírus, que é identificada pelo teste PCR, não está presente nessa variante.
Dessa forma, te**es que vierem com um resultado onde apenas duas partes foram identificadas, em vez de três, indicariam a infecção pela nova variante. Portanto, os te**es podem ser usados como marcadores para esta variante, podendo ser confirmada posteriormente pelo sequenciamento do material genético do vírus.
A Ômicron é mais transmissível?
De acordo com a OMS, tudo indica que a Ômicron seja mais transmissível do que as outras variantes, incluindo a Delta, mas isso ainda não está definido.
A África do Sul relatou um aumento de te**es positivos para Covid-19 em áreas onde a variante está circulando. Estudos epidemiológicos estão em andamento para entender se o aumento de casos foi provocado pela nova cepa ou por outros fatores.
Evidências preliminares sugerem que pode haver um risco aumentado de reinfecção com a Ômicron (ou seja, pessoas que já tiveram Covid-19 podem ser reinfectadas mais facilmente com a nova cepa), em comparação com outras variantes preocupantes. Porém, por enquanto, as informações são limitadas. Mais dados sobre isso estarão disponíveis nos próximos dias e semanas, afirma a OMS.
Quais são os tratamentos?
De acordo com a OMS, corticosteroides (como a dexametasona) e medicamentos bloqueadores da interleucina-6 (como tocilizumabe e sarilumabe) ainda são indicados para o tratamento de Covid-19 grave causada por qualquer tipo de variante.
Outros tratamentos serão avaliados para ver se eles ainda são tão eficazes, dadas as alterações em partes do vírus na variante Ômicron.
A empresa Regeneron, que desenvolveu um coquetel de anticorpos monoclonais, disse que seu medicamento pode ser menos eficaz contra a variante Ômicron do coronavírus, uma indicação de que esse tipo de tratamento pode precisar ser atualizado no caso de a nova variante se espalhar agressivamente.
Mas já há um bom sinal. A farmacêutica britânica GSK disse que o coquetel de anticorpos sotrovimab, desenvolvido em parceria com a norte-americana Vir, é eficaz contra a Ômicron.
O dado é baseado em te**es laboratoriais e em um estudo com hamsters. Segundo as empresas, os te**es continuam para confirmar os resultados contra todas as mutações da Ômicron. Os resultados são esperados até o final do ano.
Os anticorpos monoclonais são indicados no início dos sintomas, para pacientes com alto risco de evoluir para casos graves. O medicamento é administrado por via intravenosa, em ambiente hospitalar. Produtos semelhantes são oferecidos ou estão sendo desenvolvidos pela Eli Lilly e a AstraZeneca.
As atuais vacinas funcionam?
A grande dúvida a ser respondida é exatamente essa. Ainda não se sabe se as vacinas são menos eficazes contra a Ômicron, mas existe esse risco devido às mutações encontradas na variante. A maioria delas, está na proteína spike, que é o principal alvo das vacinas disponíveis atualmente.
Além disso, a nova cepa possui a mutação E484K, também encontrada na Beta. Essa mutação comprovadamente escapa aos anticorpos monoclonais e tinha a capacidade de escapar das atuais vacinas.
As principais desenvolvedoras dos imunizantes disponíveis — Pfizer-BioNTech, Oxford-AstraZeneca, Moderna e Johnson & Johnson — já iniciaram te**es para avaliar a eficácia de seus imunizantes contra a variante. Resultados são esperados em cerca de duas semanas.
Elas também já se adiantaram e começaram a desenvolver novas versões, destinadas à nova cepa. A Pfizer disse que pode ter um novo imunizante pronto em cerca de 95 dias.
A Jonhson & Johnson afirmou que irá desenvolver uma vacina contra a variante se for necessário e a Moderna pode levar uma versão atualizada de seu imunizante aos te**es clínicos em humanos em até 90 dias.
Quantos casos há no Brasil?
Até o dia 04/12/2021, seis casos da nova variante haviam sido confirmados no Brasil. São três em São Paulo, dois no Distrito Federal e um no Rio Grande do Sul. Os infectados são pessoas que retornaram de viagens a países do continente africano.
Além do Brasil, a nova variante já foi identificada em 39 países. Destes, dez apresentam transmissão local da variante, incluindo África do Sul, Botsuana, Austrália e Estados Unidos.
24/12/2021
Câncer: o que é, sintomas, diagnóstico, tratamentos e prevenção
Câncer (ou neoplasia maligna) é o nome que se dá a um conjunto de mais de 200 doenças diferentes que têm como característica em comum o crescimento anormal de células. Quase sempre, essas células anormais formam tumores sólidos, que invadem regiões vizinhas e podem se desprender e ir para outras partes do corpo —processo chamado de metástase. A exceção é para os cânceres que afetam o sangue, como a leucemia, que raramente geram tumores, nem metástase, mas podem infiltrar os tecidos e órgãos diretamente.
Graças aos avanços na medicina, receber o diagnóstico de câncer não é mais sinônimo de sentença de morte. A doença nem sempre pode ser evitada, mas políticas eficazes de incentivo a hábitos saudáveis, acesso aos serviços de saúde e rastreamento podem fazer uma enorme diferença na redução da mortalidade, nos índices de cura e na qualidade de vida dos pacientes para os quais a enfermidade é incurável.
Incidência
O câncer é a segunda doença que mais mata em todo o mundo, sendo responsável por cerca de 9,6 milhões de mortes por ano. No Brasil, o número mortes (mais de 200 mil por ano) só é menor que o provocado por doenças cardiovasculares, como infarto e derrame (AVC). Com o envelhecimento da população, a incidência de câncer vem aumentando: o Inca (Inca Instituto Nacional de Câncer) estima um total de 600 mil novos casos por ano.
Como surge o câncer
Nosso corpo é formado por trilhões de células diferentes, que crescem, se dividem e depois morrem, sendo substituídas por novas células. O manual de instruções para todo esse processo ordenado vem inscrito nos genes, espécies de arquivos presentes em cada uma de nossas células.
O câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, uma alteração no DNA (ácido desoxirribonucleico), o composto orgânico presente no núcleo das células onde ficam guardadas todas informações genéticas do indivíduo.
Existem alguns genes responsáveis por promover a divisão celular, os chamados "proto-oncogenes", e também há "genes supressores do tumor", que retardam a divisão celular ou levam as células a morrer na hora certa. Um câncer pode surgir a partir da ativação de oncogenes ou pela desativação dos genes supressores do tumor.
O câncer é um problema genético ou hereditário?
É possível herdar um DNA anômalo do pai ou da mãe, mas a maioria das mutações genéticas ocorrem ao longo da vida, por um erro durante a multiplicação das células, ou pela exposição a um agente carcinogênico (ou carcinógeno), como a radiação ou o cigarro. Estima-se que apenas 10% de todos os cânceres ocorram devido a fatores hereditários.
Assim, dizemos que o câncer é uma doença de origem genética, mas nem sempre geneticamente herdada. Os diferentes fatores de risco interagem de forma específica para cada pessoa, por isso nem todos os integrantes de uma mesma família expostos aos mesmos fatores de risco ficam doentes.
Carcinogênese
O processo de formação do câncer, ou carcinogênese, é lento, podendo levar anos até o surgimento de um tumor visível. Os diferentes estágios envolvidos dão uma ideia de quão complexa é a doença e suas causas:
1) Estágio de iniciação As células são geneticamente alteradas por certos agentes cangerígenos, mas a doença ainda não está instalada.
2) Estágio de promoção A célula "iniciada" sofre a ação de outros tipos de agentes e se transforma, lentamente, em uma célula maligna. Se a exposição for suspensa, ainda há chance de interromper o processo.
3) Estágio de progressão A célula modificada começa a se multiplicar de forma descontrolada e irreversível, e o câncer se manifesta (por exemplo na forma de um tumor ou de alterações em células do sangue).
4) Metástase Eventualmente, as células cancerosas de um tumor localizado podem atingir os gânglios linfáticos próximos ao tecido afetado e, então, há risco de se espalharem, produzindo uma metástase (um tumor em outra parte do corpo).
Qual a diferença entre tumor maligno e benigno?
Nem todo tumor é um câncer, mas todo tumor pode ser chamado também de neoplasia ("neo" e "plasia" significam "novo" e "crescimento"). Um tumor benigno (ou neoplasia benigna), ao contrário do maligno (câncer), cresce de forma lenta e organizada. Num exame de imagem, em geral, ele apresenta limites nítidos. Diferentes do câncer (ou tumor maligno), os benignos não têm capacidade de gerar metástase e, por isso, só costumam ser operados quando geram sintomas ou ameaçam estruturas vizinhas. Miomas uterinos são exemplos de tumores benignos muito frequentes e que nem sempre exigem cirurgia. Um tumor maligno pode surgir a partir de um benigno? Até pode, mas é muito raro.
Vale acrescentar que existem outros tipos de doenças caracterizadas pela proliferação exagerada de células que não são câncer, como as displasias e as hiperplasias.
Sintomas
Cada tipo de câncer pode gerar sinais e sintomas específicos, e muitos podem permanecer assintomáticos até que a doença se torne avançada. Entre as manifestações mais comuns, pode-se destacar:
Presença de nódulo ou inchaço
Anemia ou infecções frequentes
Presença de sangue nas fezes ou secreções
Pintas com bordas irregulares ou feridas que não cicatrizam
Perda de peso
Dor
Fadiga
Convulsões
Causas
Não existe uma causa única para o câncer, e sim fatores que interagem entre si, levando ao surgimento e proliferação das células anormais. Há causas internas, como hormônios, condições imunológicas, envelhecimento e mutações genéticas. E existem as causas externas, como a radiação ultravioleta, o cigarro, alguns vírus e outros elementos classificados como carcinogênicos (agentes cancerígenos).
Algumas dessas causas são impossíveis de se evitar, como o envelhecimento. Mas isso não quer dizer que seja impossível prevenir-se de um câncer. De acordo com o Inca, entre 80% e 90% dos casos de câncer se devem a mudanças provocadas no ambiente pelo homem ou seus hábitos. O estilo de vida sozinho, o que inclui dieta, obesidade, sedentarismo, uso de álcool e tabaco, responde por um terço de todos os casos da doença, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Fatores de risco
Veja abaixo quais os principais agentes ou condições que podem aumentar a probabilidade de ter um câncer
Idade: o envelhecimento é considerado o principal fator de risco para o câncer, pois, com o passar da idade, as células sofrem mudanças que as deixam mais vulneráveis aos processos que levam à doença. Além disso, uma pessoa idosa é exposta por mais tempo aos diversos carcinógenos. Nos EUA, a idade média de diagnóstico do câncer é 66 anos. Apesar dessa propensão mais alta entre os mais maduros, é bom lembrar que um câncer pode ocorrer em qualquer idade e alguns tipos específicos são mais frequentes em crianças ou adolescentes.
S**o: além dos tumores exclusivos de cada s**o (como os de próstata, útero ou ovário), certos tipos são mais frequentes em homens ou mulheres devido a diversos fatores, como o hormonal. É o caso, por exemplo, do câncer de mama, que é mais raro nos homens apesar de eles terem essa glândula.
Tabagismo: os diversos compostos químicos presentes do cigarro têm capacidade de causar dano ao DNA e até o contato com a fumaça (fumo passivo) pode aumentar o risco de câncer. Segundo a OMS, esse hábito causa 22% de todas as mortes pela doença no mundo.
Álcool: estudos mostram que mesmo o consumo moderado de álcool pode aumentar o risco de certos tipos de tumores, como de boca, faringe, laringe, esôfago, estômago, fígado, intestino e mama.
Radiação: tipo de energia com determinado comprimento de onda, a chamada radiação ionizante pode danificar o DNA das células. Certos exames de imagem e a radioterapia, um dos tratamentos mais importantes para o câncer, podem ser fatores de risco.
Raios ultravioleta: a exposição aos raios emitidos pelo sol ou por câmaras de bronzeamento são o principal fator de risco para o câncer de pele.
Obesidade: vários tipos de tumor têm sido associados ao excesso de peso, que favorece processos inflamatórios e interfere na concentração de certos hormônios que facilitam a proliferação das células cancerosas.
Dieta: além da bebida alcoólica, alguns elementos presentes na alimentação podem aumentar o risco de certos tipos de câncer se consumidos em excesso, como a gordura saturada, compostos existentes em carnes processadas (como presunto, salsicha, linguiça, salame, peito de peru etc.), produtos com conservantes (como nitritos e nitratos) ou muito sal. O baixo consumo de frutas e vegetais também aumenta a suscetibilidade ao câncer. Bebidas quentes demais e excesso de churrasco também são associados a certos tipos de tumores.
Hormônios: o estrogênio, que existe em maior quantidade nas mulheres, pode colaborar com alguns tipos de câncer, como o de mama. O uso em longo prazo da testosterona também pode levar ao câncer de fígado.
Infecções: alguns agentes infecciosos, como os vírus HPV ou da hepatite B e C, bem como a bactéria H. pylori (causadora de úlceras) e certos parasitas podem resultar na doença.
Hereditariedade: o fator genético exerce um papel importante na oncogênese, embora sejam raros os casos que se devem exclusivamente a fatores hereditários ou étnicos.
Imunossupressão: certos medicamentos para evitar a rejeição a transplantes ou doenças que afetam a imunidade, como a Aids, podem predispor a certos tipos de tumor. Outros medicamentos ou tratamentos usados no combate ao câncer também podem aumentar o risco de ter um segundo tipo de câncer no futuro.
Doenças crônicas: certas condições podem predispor o indivíduo ao câncer por provocar um estado crônico de inflamação, como a doença de Crohn e a própria obesidade.
Exposição ambiental ou ocupacional: pessoas que são expostas cronicamente a agentes carcinógenos, seja pelo local onde vivem, seja pela profissão que exercem, têm risco aumentado de certos tipos de câncer. Segundo o Inca, 10,8% dos casos de câncer em homens e 2,2% em mulheres surgem devido a fatores relacionados ao local de trabalho, por isso é importante o uso correto e constante de materiais de proteção.
Agentes cancerígenos
A Iarc (Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer), ligada à OMS, mantém uma lista com todas as substâncias com potencial de provocar a doença comprovado em estudos com seres humanos, ou cujo risco é provável, mas ainda exige confirmação. A relação é atualizada regularmente, conforme novas evidências científicas surgem.
A lista de elementos cuja exposição pode aumentar o risco da doença é grande e inclui: agentes presentes naturalmente no ambiente (como gás radônio, metais pesados, a radiação ultravioleta e a radiação ionizante que vem do espaço), hormônios (como estrogênio natural ou sintético), componentes usados no diagnóstico e tratamento de doenças (como certos quimioterápicos, a radiação usada na radioterapia ou em exames de imagem), agentes infecciosos (como vírus e bactérias) e a extensa lista de poluentes (fumaça emitida pelos veículos ou pelos ci****os) ou componentes químicos usados na indústria ou em certas ocupações (como agrotóxicos, solventes, amianto, poeira de couro, madeira ou sílica etc.).
Cada um dos agentes cancerígenos pode atuar em diferentes estágios da formação de um tumor (iniciação, promoção ou progressão), por isso é difícil que um componente sozinho provoque a doença, com certas exceções como o tabaco, que contém componentes capazes de atuar nesses três diferentes estágios e, por isso, é chamado de agente carcinógeno completo.
Tipos de câncer
Os oncologistas (médicos especializados em câncer) costumam dizer que cada câncer tem nome e um sobrenome longo. Podemos classificar a doença de acordo com o tipo de célula em que o processo se iniciou, a estrutura e o órgão ou sistema afetados. À medida que o conhecimento sobre os diferentes tipos de neoplasia avança e os tratamentos se tornam cada vez mais especializados, as denominações ficam cada vez mais longas.
Em geral, os tipos de câncer são conhecidos pela parte do corpo em que surgem (por ex: mama, próstata, pulmão etc.). Ainda que a doença se espalhe para outros órgãos e tecidos, o câncer continuará a ser chamado pelo nome do local onde se originou. Assim, um câncer de mama que se espalhou para o pulmão, por exemplo, é chamado de câncer de mama metastático, e não câncer de pulmão.
Em relação às células onde o processo se inicia, as principais categorias são:
Carcinomas Têm início na pele ou nos tecidos que revestem os órgãos. Existem alguns subtipos, como adenocarcinoma ou carcinoma de células basais.
Sarcomas Têm início em células do osso, cartilagem, gordura, músculo, vasos sanguíneos ou outros tecidos conjuntivos.
Leucemias Têm início em células imaturas da medula óssea que dão origem aos glóbulos brancos (leucócitos) do sangue. Dependendo do tipo de célula afetada, a leucemia é classificada como mieloide ou linfoide.
Linfomas Têm início nos linfócitos, um tipo de glóbulo branco do sangue, e afeta o sistema linfático. Esse câncer é dividido em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin, e cada um deles possui diferentes subtipos.
Mielomas: têm início nas células plasmáticas, um tipo de glóbulo branco do sangue.
Cânceres do Sistema Nervoso Central: têm início nos tecidos do cérebro ou da medula espinhal.
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