Espaço da Deprê
Dicas sobre qualidade de vida e saúde
26/09/2019
Depressão infantil: Meu filho está triste ou deprimido?
Engana-se quem acha que não existe depressão infantil. As pessoas acreditam que nessa fase da vida não há problemas que possam fazer uma criança ficar deprimida.
Mas, apesar dos problemas causarem tristeza e ansiedade, não necessariamente são a causa da depressão.
É comum ver o termo depressão usado para descrever a tristeza, mas esse é um sentimento presente e necessário a todos nós, pois sem ele não reconheceríamos o valor da alegria.
Já a depressão é um transtorno afetivo, um desarranjo cerebral funcional com base bioquímica, portanto, não é “frescura”, como muitas pessoas falam.
E as crianças também podem ser afetadas por este transtorno, ainda que isso não seja reconhecido.
A depressão infantil encontra-se cada vez mais frequente em crianças e adolescentes.
A ocorrência dos sintomas em crianças têm se mostrado maior na faixa etária entre seis e onze anos de idade.
Por isso, faz-se necessário entendermos o que é a depressão infantil, quais são as causas, sintomas, a influência da família e da escola, as formas de tratamento e de prevenção.
A depressão infantil
Como a criança ainda está formando seu repertório de reconhecimento e de comunicação para falar de seus sentimentos, ela não consegue compreender de forma clara o que está sentindo e nem consegue exteriorizar adequadamente seus sentimentos.
Geralmente, elas demonstram seus sentimentos através de sintomas físicos e comportamentos que diferem dos das crianças com a mesma idade.
Dessa forma, a criança com depressão apresenta vários sintomas, desde os mais leves, como reações normais de tristeza frente a situações estressantes, até sintomas mais graves, que podem levar a uma condição clínica, onde há a vivência de um enorme sofrimento.
É necessário compreender que a depressão infantil é um distúrbio de humor que vai além da tristeza normal e temporária, ela é uma perturbação orgânica, que envolve variáveis sociais, psicológicas e biológicas.
Diante do aspecto biológico, a depressão é vista como uma provável disfunção dos neurotransmissores devido à herança genética e também ao fato de áreas cerebrais específicas terem anomalias e/ou falhas.
Na perspectiva psicológica, a depressão está associada ao comprometimento da personalidade, baixa autoestima e autoconfiança.
No que se refere ao âmbito social, pode-se considerar como uma falta de adaptação ou um grito de socorro, como também pode ser uma consequência da violação de mecanismos culturais, familiares e escolares.
26/09/2019
TRABALHADOR COM DEPRESSÃO PODE SE AFASTAR DO TRABALHO
Você sabia que até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante do mundo? Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram isso. Atualmente, os transtornos mentais estão entre as doenças que mais afetam a população mundial e são um dos principais problemas de saúde pública do mundo.
Segundo os especialistas, sintomas como as mudanças de humor, tristeza constante e as alterações no sono e na alimentação são responsáveis por doenças que afetam a qualidade de vida do trabalhador como, por exemplo, a síndrome do pânico, síndrome de Burnout e a ansiedade.
Por conta dos quadros depressivos e das síndromes causadas pelo estresse e exaustão, inúmeros trabalhadores necessitam do afastamento do serviço para tratamento. Entretanto, o afastamento só acontece quando o trabalhador consegue comprovar que a doença está, de fato, relacionada ao ambiente de trabalho.
É necessário passar por uma perícia no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), na qual o médico irá dizer se há incapacidade para trabalhar. Se essa for temporária, o trabalhador terá direito ao recebimento do auxílio-doença.
Aposentadoria por invalidez
Caso o INSS entenda que essa incapacidade é definitiva, o trabalhador terá direito à aposentadoria por invalidez. Mas ela só é concedida quando, de acordo com a perícia, o segurado não tem condições mínimas para exercer sua função e, também, não tem nenhuma possibilidade de recuperação.
“A depressão é considerada uma doença tratável, que tende a melhorar com o acompanhamento médico correto, exceto em casos em que está acompanhada por outros transtornos ou quando tem fundo genético. Por isso, na maior parte dos casos, é mais fácil conseguir o afastamento do que a aposentadoria por invalidez. O trabalhador que receba o diagnóstico deve procurar o Sintracia para receber orientações sobre o que é mais adequado na sua situação. Estamos à disposição para ajudar”, explica o presidente do sindicato, Cirso da Silva.
Caso o associado precise de orientação em como proceder nesses casos, ele deve procurar a assessoria jurídica do Sintracia que está pronta para auxiliar os trabalhadores.
26/09/2019
Depressão. Ela não é uma simples melancolia
Um dia de “fossa” emocional e afetiva pode acontecer na vida de todas as pessoas. Mas às vezes a escuridão depressiva se instala e não vai mais embora. Como saber se se trata simplesmente de um estado passageiro de tristeza ou de uma depressão verdadeira? O psiquiatra francês Olivier Doumy, do centro de especialização em depressões resistentes da Fundação FondaMental, explica algumas das características da depressão.
O que é uma depressão?
A depressão é uma patologia psiquiátrica que responde a critérios bem precisos presentes no DSM-5 (manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais da Associação Americana de Psiquiatria). Novo critérios permitem diagnosticar a doença. Os principais são: uma tristeza permanente e uma anedonia (*) (uma redução da sensação de prazer). Em seguida, surgem outros sintomas: variação do peso, as insônias ou as hipersônias (sono excessivo), a diminuição do tônus psicomotor, a fadiga, o sentimento de desvalorização, a diminuição da capacidade de concentração e as ideias suicidas. Em outras palavras, a depressão não é um simples estado de tristeza, de melancolia ou de diminuição do bom humor, mas trata-se de uma tristeza patológica, permanente, que não é mais influenciada por alguma situação externa.
26/09/2019
A cada 45 minutos uma pessoa se suicida no Brasil. Ao final do dia, 32 suicídios foram cometidos, de acordo com o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados mundiais são ainda mais alarmantes: um suicídio é cometido a cada 40 segundos, resultando em mais de 800 mil óbitos autoprovocados por ano.
Leia também: Saiba o que os estudo recentes falam sobre a relação entre suicídio e tecnologia
Para o presidente eleito da Associação Psiquiátrica da América Latina (Apal) e superintendente técnico da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Antônio Geraldo da Silva os números do suicídio são “altíssimos” e “assustadores”.
“Os estudos mostram que 100% de quem se suicida têm uma doença mental. Os trabalhos mostram isso. Nem 100% de quem pensa em suicídio têm doença mental, mas 100% de quem suicida têm transtorno mental”, declarou Silva.
Partindo desse princípio, a diminuição do índice pode acontecer com o investimento em medidas preventivas de ajuda ao indivíduo com algum tipo de transtorno psicológico . “É uma maneira de a gente salvar vidas porque 90% dos suicídios poderiam ser evitados se as pessoas tivessem acesso a tratamento e pudessem tratar a doença que leva ao suicídio”, afirmou o presidente da Apal.
Provocar o fim da própria vida está em terceiro lugar nas causas das mortes entre jovens, de 15 a 29 anos, e a sétima entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A cada três segundos uma pessoa tenta tirar a vida.
No esforço para mudar esses números, a OMS definiu que a data de 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Há quatro anos a ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), promove a campanha nacional Setembro Amarelo.
Ao longo deste mês, a ABP pretende lançar campanhas nas redes sociais para alertar sobre suicídio e oferecer apoio e ajuda. Antônio Geraldo da Silva disse que os especialistas devem abordar o assunto e buscar mais informações com psiquiatras.
A ABP quer levar isso para a população. “A ABP quer popularizar. Nós estamos levando isso para as escolas, empresas e instituições”, afirmou o médico. “O que entristece os membros da ABP é ver que as pessoas querem abordar o assunto, mas negando a doença mental, que a depressão ou a esquizofrenia existam.”
O médico acrescentou: “Se a gente negar que a doença mental existe, como vai falar de suicídio, sabendo que 100% de quem suicida têm doença mental?”. “É uma doença como outra qualquer. Não escolhe raça, cor, nada”.
26/09/2019
O estigma enfrentado nas periferias pelas pessoas com depressão: 'Pobre não pode se dar ao luxo de não sair da cama'
A depressão afeta 11,5 milhões de brasileiros (ou quase 6% da população), segundo dados de 2015 da Organização Mundial da Saúde (OMS). Andressa encontrou ajuda para lidar com a doença em sessões de terapia gratuitas, oferecidas por uma psicóloga. "Depois que descobri que não tinha passado no vestibular, por bem pouco, as coisas pioraram e eu vi que precisava de ajuda. No princípio, foi por causa de vestibular, mas depois fazendo terapia eu descobri que era uma questão emocional minha, que eu precisava cuidar", diz.
Existem poucos estudos nacionais relacionando depressão e classe social. De acordo com uma pesquisa do Ibope, realizada sob encomenda da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata), de dez anos atrás, as classes C e D são as mais vulneráveis à depressão – a pesquisa identificou sintomas depressivos em 25% das pessoas desse estrato social, contra 15% das classes A e B.
Essa conclusão é amparada por dados americanos que apontam que pessoas vivendo na pobreza têm o dobro de chances de estarem deprimidas. Esses dados ainda fazem sentido hoje? Teng Chei Tung, psiquiatra membro do Conselho Científico da Abrata, acredita que "as pessoas pobres sofrem mais com a depressão, pelo menos por causa da falta de acesso a tratamentos adequados".
Para Teng, dados mais recentes a respeito seriam "importantíssimos para buscar políticas públicas mais efetivas (no combate à depressão)".
'Você está aplaudindo, eu estou me matando'
Em 2017, o rapper baiano Diogo Moncorvo, o Baco Exu do Blues, tinha tudo para estar vivendo o melhor momento de sua vida. O músico acumulava milhões de visualizações em seus clipes no YouTube. Seu álbum, Esú, foi elogiado pela crítica e lançou os holofotes para o rap criado fora do eixo Rio-São Paulo.
Mas uma das faixas do álbum já mostrava que Baco estava sofrendo. "O álcool está me matando/Minha raiva está me matando/Sua expectativa em mim está me matando/Homem não chora/Foda-se, eu tô chorando!/ (...) /Isso é um pedido de socorro/Você está aplaudindo/Eu tô me matando".
26/09/2019
A depressão é um transtorno mental frequente. Globalmente, estima-se que 350 milhões de pessoas de todas as idades sofrem com esse transtorno.
Depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo e contribui de forma muito importante para a carga global de doenças. Mais mulheres são afetadas pela depressão que homens. Existem vários tratamentos eficazes para a doença.
A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana. Especialmente quando de longa duração e com intensidade moderada ou grave, a depressão pode se tornar uma séria condição de saúde.
Ela pode causar à pessoa afetada um grande sofrimento e disfunção no trabalho, na escola ou no meio familiar. Na pior das hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano — sendo a segunda principal causa de morte entre pessoas com idade entre 15 e 29 anos.
Embora existam tratamentos eficazes conhecidos para depressão, menos da metade dos afetados no mundo (em muitos países, menos de 10%) recebe tais tratamentos. Os obstáculos ao tratamento eficaz incluem a falta de recursos, a falta de profissionais treinados e o estigma social associado aos transtornos mentais.
Outra barreira ao atendimento eficaz é a avaliação imprecisa. Em países de todos os níveis de renda, pessoas com depressão frequentemente não são diagnosticadas corretamente e outras que não têm o transtorno são muitas vezes diagnosticadas de forma inadequada.
A carga da depressão e de outras condições de saúde mental está em ascensão no mundo. Uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde aprovada em maio de 2013 exigiu uma resposta abrangente e coordenada aos transtornos mentais em nível nacional.
Tipos e sintomas
Um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas. Um indivíduo com um episódio depressivo leve terá alguma dificuldade em continuar um trabalho simples e atividades sociais, mas provavelmente sem grande prejuízo no funcionamento global. Durante um episódio depressivo grave, é improvável que a pessoa afetada possa continuar com atividades sociais, de trabalho ou domésticas.
Uma distinção fundamental também é feita entre depressão em pessoas que têm ou não um histórico de episódios de mania. Ambos os tipos de depressão podem ser crônicos (isto é, acontecem durante um período prolongado de tempo), com recaídas, especialmente se não forem tratados.
O transtorno depressivo recorrente envolve repetidos episódios depressivos. Durante esses períodos, a pessoa experimenta um humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida, levando a uma diminuição das atividades em geral por pelo menos duas semanas.
Muitas pessoas com depressão também sofrem com sintomas como ansiedade, distúrbios do sono e de apetite e podem ter sentimentos de culpa ou baixa autoestima e falta de concentração.
Já o transtorno afetivo bipolar consiste na alternância entre episódios de mania e depressivos, separados por períodos de humor normal. Episódios de mania envolvem humor exaltado ou irritado, excesso de atividades, pressão de fala, autoestima inflada e uma menor necessidade de sono, além da aceleração do pensamento.
A depressão resulta de uma complexa interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Pessoas que passaram por eventos adversos durante a vida (desemprego, luto, trauma psicológico) são mais propensas a desenvolver depressão. A depressão pode, por sua vez, levar a mais estresse e disfunção e piorar a situação de vida da pessoa afetada e o transtorno em si.
26/09/2019
"Anvisa aprova tratamento contra depressão inédito no Brasil"
"O programa não busca substituir as consultas com médicos psiquiatras e psicólogos — até porque, para que a pessoa tenha acesso à ferramenta, é preciso incluir o número do registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) do médico, e pagar uma taxa de R$ 990 pelos três meses de uso. Trata-se de um tratamento aplicado em conjunto com outras terapias, mas que comprovadamente traz a redução dos sintomas da depressão.
Um dos estudos mais recentes com a ferramenta, a pesquisa publicada em 2017 no periódico científico Journal of Affective Disorders mostrou que o uso combinado de psicoterapia com o programa interativo provou ser mais eficaz que o tratamento psicoterápico sozinho no tratamento da depressão.
“Não observamos nenhum efeito colateral negativo no formato misturado [psicoterapia e ferramenta on-line] (…) Este estudo oferece a primeira evidência que o uso de um programa baseado na internet como uma ferramenta adjunta na psicoterapia regular poderia ser uma opção promissora a ser considerada nos futuros tratamentos contra a depressão”, destaca a pesquisa.
Como funciona?
Através de diálogos individuais com cada paciente, o Deprexis tira dúvidas e ensina técnicas que façam com que a pessoa perceba os próprios sintomas. O tratamento oferece 10 abordagens psicológicas (como os aspectos cognitivos, ex: lidar com os pensamentos negativos; aspectos comportamentais; habilidades sociais e técnicas de resolução de problemas, entre outros).
Durante o período, o paciente consegue ainda imprimir seus resultados e compartilhar com o médico responsável. No site, os formuladores ressaltam que o deprexis não deve ser usado no tratamento de transtorno bipolar, transtorno psicótico, como no caso da esquizofrenia. E há contra-indicação também para o caso da existência de pensamentos suicidas.
“O mercado de livros e aplicativos de auto-ajuda já existe há bastante tempo, com qualidade muito variável. Muitas vezes, no tratamento da depressão, essas ferramentas podem ser úteis, desde que bem indicadas e em situações específicas. Quanto ao deprexis, já existem vários estudos comprovando que a plataforma funciona, mas o Brasil é apenas o segundo país a ter disponibilizado seu acesso, por isso ainda carece da experiência clínica do dia a dia”, explica Marcelo Daudt von der Heyde, vice-presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria (Appsiq), professor de psiquiatria PUCPR e supervisor do serviço de residência em psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC/UFPR)."
26/09/2019
Depressão e ansiedade entre os adolescentes e jovens
Uma das coisas que mais entristece o meu coração é ver pessoas lutando com depressão e ansiedade. Mais dolorosa ainda é a realidade que muitos adolescentes e jovens estão sofrendo desses males; isso é uma novidade histórica. A luta é real e não podemos ter um tratamento simplista em nenhum desses casos.
Para usar um exemplo, recentemente fui convidado para pregar em um acampamento de jovens e para a minha surpresa o tema que pediram para eu falar foi exatamente esse, depressão e ansiedade. Fiquei surpreso. O meu primeiro pensamento ao receber o convite foi: “eu estou indo falar para um público tão jovem, não é possível que eles têm lutado desde cedo com isso...”. Eu e um amigo pastor pregamos sete vezes e fizemos uma mesa redonda sobre o tema. As perguntas que eram feitas, penetravam meu coração. Querendo admitir ou não, isso é uma realidade, inclusive dentro das igrejas cristãs.
Um dos livros que me ajudou muito a pensar melhor sobre esse assunto, principalmente em como ajudar pessoas nessa área, é o livro “depressão espiritual” de Martyn Lloyd Jones. Escrito na década de sessenta, Lloyd Jones usa uma abordagem puritana para o tema. Sua preocupação inicial são as causas de uma depressão. Por mais que ele use palavras diferentes, basicamente ele repete a tríplice puritana (causas): causas circunstâncias, constituição física (temperamentos) e causas espirituais (ataques do diabo e principalmente incredulidade).[1] Um outro livro que aborda essas três causas, usando a vida do famoso pregador inglês do século XIX Charles Haddon Spurgeon, é “A depressão de Spurgeon: a esperança realista em meio a angustia”, de Zack Esmine, Editora FIEL. Poderíamos nos estender falando sobre essas causas, mas uma pergunta sincera deve ser feita: quais seriam as causas circunstâncias, ou a principal circunstância, que tem causado esse quadro depressivo em nossos adolescentes e jovens? Podemos pensar em diferentes respostas, mas há uma que podemos sugerir fortemente: o uso excessivo de smartphones e mídias digitais, como mídias sociais, mensagens de texto e jogos.
Nossos jovens têm experimentado um novo fenômeno, se relacionam mais com a tecnologia do que com pessoas, esse fato já está comprovado em pesquisas e livros. É por isso que Jean M. Twenge (psicóloga, escritora, PhD e professora de psicologia na Universidade Estadual de San Diego) nomeou essa geração que nasceu entre 1995 e 2012 de “iGen”.[2] Em linhas gerais, “iGen” é a primeira geração a passar toda a adolescência na era do smartphone (por isso o nome de “iGen” – “i” de “Iphone” e “internet”). As mídias sociais e mensagens de texto substituíram as demais atividades. Embora valorizem a amizade, são os que menos passam tempo pessoalmente com amigos. Consequentemente os níveis de ansiedade, depressão, pensamentos suicidas e solidão são supreendentemente altos!
Vejam os dados alarmantes da pesquisa realizada pelo órgão de Pesquisa Nacional Americano sobre uso de dr**as e saúde (NSDUH):
De 2009 a 2017, a depressão grave entre jovens de 20 a 21 anos, dobrou, subindo de 7% para 15%. Entre os adolescentes de 16 a 17 anos de idade, a depressão subiu 69%. O sofrimento psicológico grave, que inclui sentimentos de ansiedade e desesperança, aumentou em 71% entre os jovens de 18 a 25 anos de 2008 a 2017. Duas vezes mais, jovens entre 22 e 23 anos, tentaram o suicídio em 2017 em comparação com 2008 e 55% a mais tinham pensamentos suicidas. Os aumentos foram mais notáveis entre meninas e mulheres jovens. Em 2017, uma em cada cinco meninas de 12 a 17 anos, havia sofrido depressão grave no ano anterior.[3]
26/09/2019
Depressão é um termo utilizado na psiquiatria para designar uma perturbação do humor, podendo traduzir-se num estado de tristeza e infelicidade, o qual pode ser transitório ou permanente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define depressão como uma perturbação mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Estes sintomas podem causar uma diminuição no rendimento profissional ou uma limitação na respetiva vida social.
A OMS revela que a depressão é uma das doenças mais incapacitantes, que quando não tratada pode levar ao suicídio, motivo pelo qual deve ser encarada como um problema de saúde pública. Para isso é necessário que as pessoas tenham conhecimento sobre os sinais e sintomas da doença, para a poder identificar em si e nos outros, para que seja tratada precocemente.
Quais os sintomas de depressão?
São diversos os sintomas de depressão muitas vezes confundida com tristeza. A tristeza é uma reação normal perante uma adversidade mas pode ocorrer de uma forma inesperada e sem uma causa óbvia. O sintoma de humor deprimido está presente quando a tristeza dura mais tempo que o esperado, é desproporcionado e fora do controlo da pessoa. O humor deprimido pode ocorrer perante certas doenças físicas.
O sono não reparador indicia problemas depressivos, especialmente se acordar com frequência durante a madrugada. A perda de apetite em que verifique pelo menos 5% de perda de peso corporal por mês, no entanto pode também haver um aumento de peso significativo, devido a um aumento da ingestão de alimentos.
O cansaço e a lentificação psicomotora são outros sintomas a ter em conta. Algumas pessoas com depressão apresentam discurso lento, abrandamento do raciocínio e dificuldade de concentração, podendo mesmo existir uma pobreza de expressões faciais. A depressão provoca também uma dificuldade em tomar decisões.
26/09/2019
O sentimento de posse acarreta, além do ciúme, raiva e baixa autoestima.
A frase “tudo são flores” é ideal para caracterizar o início de qualquer relacionamento. O prazer de conhecer o parceiro, o tempo em que permanecem juntos, as particularidades e pensamentos em comum, contudo, podem se tornar um pesadelo quando surge um vilão capaz de destruir uma relação: o ciúme. Há aqueles que consideram saudável uma pitada deste sentimento, enquanto outros não toleram. A preocupação exagerada e o sentimento de posse demonstram o ciúme excessivo, considerado uma doença pela psicóloga e psicoterapeuta, doutora Salete Monteiro Amador.
O descontrole do ciúme pode ter duas origens, sendo a primeira relacionada ao parceiro que demonstra alguns comportamentos que não transmitem confiança, como a mentira ou a infidelidade. A segunda parte do próprio ciumento, por meio do sentimento de posse, insegurança ou ao identificar qualquer ameaça à relação. É a partir daí que o indivíduo permanece em estado de alerta máximo e transforma-se em uma espécie de detetive, invadindo a privacidade do outro, checando e-mails, ligações no celular, faz vigilância constante e tenta até mesmo controlar suas relações pessoais.
O sofrimento e ciúmes descontrolados trazem não apenas dores psicológicas, mas também físicas, já que nesses casos é comum a prática da violência corporal. “Um fato comum entre os ciumentos excessivos é ter presenciado, sobretudo na infância, a relação conflitante dos pais ou casais próximos. Estes são exemplos marcantes e favorecem a visão distorcida de como se relacionar com o companheiro”, comenta a psicóloga.
Além do próprio ciúme, os principais indícios da doença são a tristeza, a raiva, o sentimento de impotência e a baixa autoestima. Uma das consequências do ciúme doentio é o isolamento social, já que para evitar possíveis escândalos o casal decide não sair de casa e tampouco consegue resolver suas diferenças. À medida que a relação caminha para o fracasso, os envolvidos necessitam buscar atendimento profissional para objetivar a decisão de permanecer juntos ou não.
Ciúme e depressão
Além da busca profissional para o tratamento, deve-se levar em conta que em muitos casos esse quadro evolui para depressão crônica, tornando ainda mais complexa a cura do ciúme e necessitando de outros tipos de cuidados médicos relacionados à depressão. “É comum que o ciumento desenvolva a depressão em razão do sofrimento que o ciúme provoca”, revela Salete Amador.
A psicoterapia é a principal alternativa para driblar e até mesmo vencer a doença. O primeiro estágio consiste em uma avaliação clínica para medir a gravidade do ciúme e analisar cada situação particularmente. O próximo passo é a psicoterapia, que pode ser realizada individualmente ou em casal. No método singular, o profissional resgata e localiza a origem do ciúme, quais os modelos de relacionamento influenciadores em sua relação e a maneira de se observar o companheiro, além de recuperar a autoestima. “Para o casal que resolve fazer uma tentativa para salvar a relação, a psicoterapia reforça os laços que os uniram, refaz a história dos envolvidos, busca novas maneiras de diálogo e reforça a confiança de um no outro”, esclarece a psicóloga.
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