Dani SIlva
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16/01/2023
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5 ALIMENTOS PARA QUEM TEM REFLUXO
08/01/2023
Mais de 25 milhões de brasileiros sofrem com refluxo.
Segundo dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), o refluxo gastroesofágico acomete cerca de 25,2 milhões de brasileiros, o equivalente a 12% da população. O problema tem tratamento que varia desde as mudanças de hábitos alimentares até cirurgia para correção do quadro.
O gastroenterologista e endoscopista Mauro Jácome explica que se trata de uma condição patológica, em que o conteúdo do estômago reflui, ou seja, retorna para o esôfago em excesso, provocando diversos sintomas e desencadeando complicações. “Sintomas como queimação no peito ou na região epigástrica (parte superior e média do abdome, localizada dentro do ângulo esternal), náuseas, regurgitação, tosse, sensação de bolo na garganta são frequentes. O refluxo pode causar também problemas respiratórios, otorrinolaringológicos e dentários”.
Jácome esclarece que, geralmente, o quadro é proveniente de alterações anatômicas na junção entre o esôfago e o estômago. “A obesidade também é um agente causador do refluxo, além da ingestão de alguns alimentos e medicamentos que reduzem a pressão da válvula inferior do esôfago”.
O diagnóstico requer consulta com um especialista da área. “O profissional vai analisar os sinais e realizar exames como a endoscopia, pHmetria e manometria esofágica, cintilografia ou radiologia”.
Ele acrescenta que existem tratamentos variados. “Pode ser feito com medicações contra o refluxo, procedimentos por endoscopia como a radiofrequência não ablativa Stretta, em alguns casos, a opção é a cirurgia”.
Alimentação
A nutricionista Andrea Marim esclarece que a dieta deve ser equilibrada e variada, sendo importante incluir frutas, vegetais e carnes brancas. “Ainda é recomendado evitar o consumo de alimentos de difícil digestão ou que causem irritação no estômago, como frituras, pimenta, carnes vermelhas, salsicha, linguiça e bacon”.
A especialista lista alguns hábitos que devem ser adotados como comer pequenas porções a cada 2 ou 3 horas; evitar beber líquidos durante as refeições; não comer de 3 a 4 horas antes de deitar ou fazer exercícios logo após ter se alimentado; e aumentar o consumo de frutas e legumes. “Além disso, a pessoa deve comer lentamente, em um ambiente tranquilo e dormir em um ângulo de 45 graus, colocando uma almofada ou elevando a cabeceira da cama a fim de diminuir o refluxo noturno. É importante também diminuir o uso de roupas apertadas, pois podem aumentar a pressão no estômago”.
Andrea ainda faz um alerta: “aqueles que estão acima do peso devem realizar uma dieta equilibrada e hipocalórica, que favoreça no emagrecimento. É fundamental ir a um nutricionista para que seja estabelecido um plano nutricional adequado com as necessidades de cada um”.
Mesmo não estando acima do peso, a consultora de imagem Débora Campos decidiu buscar o auxílio de um nutricionista para aliar ao tratamento do refluxo. “Percebi que, mesmo com a medicação, ainda me sentia mal com alguns pratos, então decidi ter um plano alimentar feito exatamente pra mim”.
Em tratamento há um mês e meio, ela já nota uma melhora no quadro. “Não sinto mais as dores, que era o que mais me preocupava, e o refluxo melhorou muito. Pretendo seguir com o plano alimentar, pois, além de amenizar sintomas da doença, percebi outras diferenças significativas no meu corpo, como intestino, pele, cabelo e disposição física”, conclui.
23/12/2022
Um estalo aqui, uma rigidez ali ou uma dor persistente que, conforme o tempo passa, vai ficando mais intensa. As articulações são conexões naturais entre os ossos, exercendo um trabalho fundamental em diversos movimentos do dia a dia. Para dobrar os joelhos, segurar uma caneta ou abraçar outra pessoa, só é possível graças às articulações – ou juntas. Portanto, dores nas articulações devem ser levadas a sério, pois, independente da causa, podem representar – a longo prazo – indesejáveis e dolorosas limitações dos movimentos.
Seja por motivo de lesões ou doenças (crônicas ou não), uma dieta pobre aliada a predisposição genética pode ser uma receita desastrosa para as articulações. A boa notícia é que uma dieta bem balanceada é uma boa aliada no combate às dores. Para ajudar a melhorar sua qualidade de vida, listamos 10 alimentos (entre frutas, legumes e verduras) que ajudam a reduzir dores nas articulações.
Laranja
Rica em bioflavonoides de citrino, responsáveis pela coloração desde as cascas às raízes e sementes das plantas, têm ação antioxidante no organismo. Isso é traduzido na dilatação dos vasos sanguíneos e na boa circulação, assim como na atuação anti-inflamatória.
Brócolis e couve
Verduras de coloração verde-escuro, incluindo espinafre, couve, brócolis e acelga, são fonte de antioxidantes. Ricas em cálcio, agem na proteção dos ossos. Na couve e no brócolis, especificamente, foi detectado a presença de sulforafano, substância que atua contra danos nas articulações.
Abacaxi
Conhecido pelo seu teor de vitamina C, o abacaxi também é rico em bromelina. Esta enzima atua tanto na digestão de proteínas como no bloqueio de agentes causadores de inflamações em diversas partes do corpo.
Cebola
Os fitoquímicos presentes na cebola ajudam a reduzir as inflamações no corpo. A quercetina, especificamente, é um antioxidante natural que age diretamente no alívio das inflamações.
Frutas vermelhas
Morango, framboesa e amoras são fontes de fitoquímicos conhecidos como antocianinas, responsáveis pela coloração e que também possuem ação anti-inflamatória. Além disso, essas frutas apresentam um efeito de proteção sobre as cartilagens.
Cúrcuma
Especiaria típica da Índia e de outras partes da Ásia, a cúrcuma tem propriedades anti-inflamatórias, embora suaves.
Gengibre
Com atuação direta no inchaço e na dor, o gengibre pode ser um forte aliado para quem sofre com dores nas articulações por consequência da artrite reumatoide. Porém, as propriedades benéficas estão próximas à casca do alimento. Portanto, recomenda-se não descascar o gengibre.
Mamão papaia
A papaína encontrada no mamão é responsável por reduzir as inflamações em todo o corpo, incluindo articulações e próstata.
Abacate
Alimento rico em luteína, substância responsável por combater os radicais livres que, quando em excesso, podem provocar doenças como a artrite reumatoide. Além disso, o abacate contém o beta-sitosterol, um fitoesterol que atua como poderoso anti-inflamatório. A fruta é indicada tanto no combate de doenças articulares como no emagrecimento.
Maçã
Fonte de antioxidantes, a maçã atua no combate às inflamações. A fruta também possui quercetina, composto que ajuda a melhorar a saúde dos vasos sanguíneos responsáveis por levar nutrientes às articulações.
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