Bárbara Costa Nutricionista

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14/09/2026

Você sabia que o NAC pode ser um aliado no tratamento da SIBO? 👀

A N-acetilcisteína (NAC) é bastante conhecida pela sua ação mucolítica, mas essa característica também tem despertado interesse quando falamos em biofilme bacteriano.

🦠 Algumas bactérias conseguem se organizar em estruturas chamadas biofilmes, que funcionam como uma espécie de “camada protetora” e podem dificultar a ação das estratégias utilizadas no tratamento.

Por sua ação mucolítica e possíveis propriedades sobre esses biofilmes, o NAC pode ser utilizado como estratégia complementar em alguns protocolos, favorecendo um ambiente em que o tratamento antimicrobiano possa atuar de maneira mais efetiva.

Mas atenção: NAC não é um tratamento isolado para SIBO e não significa simplesmente “tomar NAC para matar as bactérias”.

O tratamento precisa considerar o tipo de supercrescimento, os sintomas, a causa por trás do quadro e a estratégia adequada para cada paciente.

É justamente por isso que, quando falamos de SIBO, individualizar o tratamento faz toda diferença. 🤎

Você já tinha ouvido falar do uso do NAC nesses casos?

Photos from Bárbara Costa Nutricionista's post 14/09/2026

🚨 Você pode estar olhando apenas para as calorias e esquecendo de olhar para o intestino.

Quando falamos em emagrecimento, é comum pensar imediatamente em déficit calórico, treino e alimentação.

E sim, esses fatores são fundamentais.

Mas o organismo é muito mais complexo do que uma simples conta de calorias.

→ O intestino participa da digestão e absorção de nutrientes.

→ A microbiota intestinal produz diferentes metabólitos que podem participar da comunicação entre intestino, metabolismo e sistema imune.

→ Sinais relacionados à saciedade e ao comportamento alimentar também sofrem influência de mecanismos que envolvem o trato gastrointestinal.

Isso não significa que “intestino ruim impede o emagrecimento” ou que existe uma bactéria específica responsável pelo ganho de peso.

⚠️ A relação é muito mais complexa do que isso.

Constipação, distensão abdominal, gases, desconforto após as refeições e alterações frequentes do hábito intestinal não devem ser simplesmente normalizados.

Além disso, quando a pessoa vive com desconforto, pode acabar reduzindo a variedade alimentar, evitando determinados alimentos ou tendo mais dificuldade para manter uma rotina alimentar adequada.

→ Cuidar do intestino não substitui o déficit energético quando ele é necessário para emagrecer.

Mas pode fazer parte de uma estratégia mais completa e sustentável.

➡️ Seu intestino funciona bem ou você já se acostumou com sintomas que parecem “normais”?

Photos from Bárbara Costa Nutricionista's post 11/09/2026

Nem tudo que você aprendeu a considerar “normal” no intestino deveria ser ignorado. ⚠️

➡️ Vontade constante de comer doce, gases, alterações no hábito intestinal, língua esbranquiçada, dificuldade de concentração e até algumas deficiências nutricionais podem aparecer em diferentes situações e, isoladamente, não significam necessariamente .

Mas quando esses sinais são frequentes e aparecem em conjunto, vale investigar o que está acontecendo.

→ A microbiota intestinal participa da digestão, do metabolismo, da produção de alguns compostos e da comunicação com o sistema imune.

→ Alterações nesse equilíbrio podem estar associadas a mudanças na função intestinal e na forma como o organismo responde à alimentação.

O ponto principal é: não tente tratar apenas o sintoma.

Uma língua esbranquiçada não significa automaticamente disbiose. Assim como vontade de doce não significa, por si só, “microbiota desregulada”.

A avaliação precisa considerar alimentação, rotina, sintomas, histórico, medicamentos, funcionamento intestinal e, quando necessário, exames.

⚠️ Seu corpo pode estar dando sinais há algum tempo. A questão é entender o que eles realmente significam.

Salve este post para lembrar: sintomas recorrentes merecem investigação, não normalização. 😉

10/09/2026

Como é feito o exame para investigar a SIBO? 🤔

O exame mais utilizado é o teste respiratório. Ele é simples, não invasivo e realizado em algumas etapas.

1. Preparo

Para que o resultado seja confiável, é fundamental seguir corretamente as orientações do serviço responsável pelo exame. O preparo pode incluir:

* Dieta antifermenrativa (no dia anterior ao exame);
* Jejum antes do procedimento;
* Suspensão temporária de alguns medicamentos, quando orientada pelo profissional (análogo de GLP-1..)
* Evitar determinadas atividades ou hábitos que possam interferir no resultado.

2. Realização do teste

Durante o exame:

1. O paciente sopra em um aparelho para coletar uma amostra do ar expirado em jejum.
2. Em seguida, ingere uma solução com um substrato específico, geralmente lactulose ou glicose.
3. Depois disso, são realizadas novas coletas do ar expirado em intervalos regulares.
4. O procedimento dura, em média, de duas a três horas.

As amostras são analisadas para medir a quantidade de gases produzidos pelas bactérias intestinais, principalmente hidrogênio e metano.

3. Interpretação dos resultados

A variação dos gases ao longo do exame ajuda o profissional a avaliar se existe um padrão compatível com:

* SIBO associada à produção de hidrogênio;
* Excesso de produção de metano;
* Outros padrões que precisam ser analisados em conjunto com o quadro clínico.

O resultado deve ser interpretado junto com os sintomas e a história clínica do paciente. Afinal, o teste respiratório é uma ferramenta importante, mas o diagnóstico não depende apenas dele.

10/09/2026

A pancreatina é um conjunto de enzimas produzidas pelo pâncreas — principalmente lipase, amilase e protease — que auxiliam na digestão de gorduras, carboidratos e proteínas.

Já os chamados pools de enzimas digestivas podem reunir diferentes enzimas em uma mesma fórmula, como lipase, protease, amilase, bromelina, betaína.. dependendo da composição e do objetivo da suplementação.

E aqui está o ponto mais importante: ter sintomas digestivos não significa que todo mundo precisa da mesma enzima.

No tratamento da SIBO e da IMO, precisamos entender onde está a dificuldade digestiva, quais são os sintomas e o que aquele paciente realmente precisa. A enzima pode ser uma estratégia auxiliar, mas não substitui a investigação e o tratamento da causa.

Por isso, mais importante do que perguntar “qual é a melhor enzima?” é perguntar: “qual faz sentido para o meu caso?”

Intestino não é receita pronta. Quanto mais individualizado o tratamento, mais assertiva tende a ser a estratégia ⚠️

Você já usou alguma enzima digestiva? Percebeu diferença na digestão?

Photos from Bárbara Costa Nutricionista's post 09/09/2026

Receber um diagnóstico de não significa que sua alimentação precisa se tornar cada vez mais restritiva. ⚠️

A SIBO, ou supercrescimento bacteriano do intestino delgado, envolve uma alteração na quantidade e/ou composição dos microrganismos presentes nessa região.

O problema é que, depois do diagnóstico, muitas pessoas começam a retirar alimentos por conta própria.

Cortam frutas, legumes, cereais, leite, feijão, carboidratos e uma série de outros alimentos → e acabam ficando com uma alimentação cada vez mais limitada.

Mas restrição não é sinônimo de tratamento.

O manejo da SIBO precisa considerar o contexto individual e pode envolver:

→ identificação e tratamento da causa associada;

→ estratégias para controlar os sintomas;

→ avaliação da motilidade intestinal e de outros fatores envolvidos;

→ uso adequado de medicamentos quando indicado;

→ ajustes alimentares individualizados;

→ recuperação e manutenção de uma alimentação nutricionalmente adequada.

E um ponto importante: melhorar os sintomas não significa necessariamente que a causa foi resolvida.

Por isso, o acompanhamento não deve terminar simplesmente quando a barriga para de estufar.

⚠️ O objetivo não é passar a vida com uma lista cada vez maior de alimentos proibidos.

É entender o que está acontecendo, tratar adequadamente e, sempre que possível, recuperar uma alimentação mais variada e sustentável.

➡️ Se você recebeu diagnóstico de SIBO e ficou sem saber o que fazer depois, esse post é para você. 😉

08/09/2026

⚠️ Dieta Low FODMAP não foi feita para ser seguida para sempre.

No tratamento da SIBO, ela pode ser uma estratégia importante para ajudar no controle dos sintomas e, principalmente, para entendermos quais alimentos estão associados ao desconforto intestinal.

Em geral, a fase mais restritiva é feita por um período limitado — muitas vezes em torno de 4 a 8 semanas, de acordo com cada caso.

E existe um motivo para isso: manter muitas restrições por tempo prolongado pode diminuir a variedade alimentar e reduzir a ingestão de fibras e de compostos importantes para a microbiota intestinal.

Por isso, o objetivo não é simplesmente “cortar FODMAPs”.

É identificar o que realmente precisa ser retirado, testar a tolerância individual e, aos poucos, ampliar novamente a alimentação, deixando restrito apenas aquilo que de fato desencadeia sintomas.

👉 No final, a melhor dieta não é a mais restritiva. É a mais individualizada possível.

Você já fez Low FODMAP? Ficou quanto tempo nessa fase?

Photos from Bárbara Costa Nutricionista's post 07/09/2026

➡️ Alho e cebola estão presentes em grande parte da culinária brasileira, mas durante a fase de restrição da dieta Low FODMAP podem ser necessários alguns ajustes.

Isso acontece principalmente pela presença de frutanos, um tipo de carboidrato fermentável pertencente ao grupo dos FODMAPs. Em pessoas sensíveis, seu consumo pode contribuir para sintomas como gases, distensão e dor abdominal.

Mas retirar alho e cebola não significa retirar o sabor da alimentação. 👇

Você pode utilizar diferentes estratégias, como:

🌱 ervas frescas e secas
🌶️ páprica e pimentas
🫚 gengibre
🌿 cebolinha
🟡 cúrcuma
🌰 cominho
🫒 azeite aromatizado com alho

💡 E por que o azeite com alho pode ser utilizado?

Os frutanos são solúveis em água, mas não em gordura. Assim, quando o alho é utilizado para aromatizar o azeite e depois retirado, os frutanos não passam significativamente para a fase oleosa.

⚠️ Já não é a mesma coisa que utilizar alho picado diretamente na preparação.

Outro ponto importante são os temperos industrializados. Caldos, molhos e misturas prontas podem conter alho, cebola, inulina ou outros ingredientes que precisam ser avaliados durante a fase de restrição.

📌 A ideia da Low FODMAP não é deixar a alimentação restritiva para sempre, mas identificar tolerâncias e ampliar a alimentação de forma individualizada.

Photos from Bárbara Costa Nutricionista's post 04/09/2026

🚨 : será que os seus sintomas podem estar relacionados ao excesso de bactérias no intestino delgado?

A SIBO (Small Intestinal Bacterial Overgrowth) ocorre quando há um aumento anormal de microrganismos no intestino delgado, região que normalmente apresenta uma quantidade menor de bactérias.

🚨 Alguns sinais podem levantar essa suspeita:
• Distensão abdominal, principalmente após as refeições
• Gases em excesso
• Diarreia, constipação ou alternância entre as duas
• Sensação de estufamento e desconforto abdominal
• Alterações na digestão e na absorção de nutrientes
• Em alguns casos, perda de peso e deficiências nutricionais

⚠️ Mas atenção: esses sintomas não são exclusivos da SIBO. Síndrome do intestino irritável, intolerâncias alimentares, alterações na motilidade intestinal e outras condições podem apresentar manifestações semelhantes.

🔎 Por isso, não é indicado retirar diversos alimentos da alimentação ou iniciar uma dieta restritiva por conta própria apenas pela suspeita de SIBO. A investigação deve ser individualizada e, quando necessário, pode incluir te**es específicos, como o teste respiratório.

🥝 Quando o diagnóstico é confirmado, a alimentação pode fazer parte da estratégia de manejo. Em alguns casos, a dieta pode ser utilizada temporariamente para controle dos sintomas, sempre com acompanhamento profissional e com posterior reintrodução dos alimentos.

🚨 O objetivo não deve ser simplesmente “cortar alimentos”, mas entender por que os sintomas estão acontecendo e tratar a causa quando possível.

➡️ Se você se identificou com vários desses sinais, vale conversar com um profissional para investigar o que está por trás dos sintomas.

03/09/2026

28 dias de Low FODMAP e 3 hábitos que eu quero levar comigo ❤️

Durante o meu tratamento, percebi que algumas mudanças que começaram como parte de uma estratégia alimentar acabaram se tornando bons hábitos para a minha rotina.

☕ 1. Reduzi muito o café.
Eu tinha o hábito de tomar várias xícaras ao longo do dia. Reduzir a cafeína me fez perceber o quanto eu consumia quase no automático.

🍵 2. Passei a tomar mais chás.
E uma coisa levou à outra: ao diminuir o café, comecei a substituir alguns desses momentos por chás. Foi uma mudança simples, mas que funcionou muito bem para mim e acompanhou uma melhora na minha digestão e no funcionamento intestinal.

🍓 3. Reduzi bastante os doces e aumentei as frutas.
Passei a buscar menos o sabor doce vindo de sobremesas e incluí mais frutas no meu dia a dia .

No fim, esses 28 dias me mostraram uma coisa importante: nem tudo que começa durante uma dieta precisa terminar quando ela acaba.

Algumas mudanças podem virar hábitos e são justamente esses pequenos hábitos, repetidos todos os dias, que podem fazer uma grande diferença na nossa saúde.
E você: qual desses 3 seria o mais difícil de mudar hoje? 👇

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