reumanizando
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25/09/2022
Eu não ia escrever texto de retorno não.
Não ia contar que parecia que embora eu me ache colorida, aquelas cores excessivas do feed pareciam me incomodar.
Era tudo vívido demais.
Não ia contar que dá pra ser uma extrovertida introvertida.
Muito além de risos francos, sou dona de medos, pesares e ansiedades.
Não ia contar que tenho meus altos e baixos. Que essa rede é injusta com quem some. Com quem precisa sumir.
Porque também temos coisas importantes a dizer. Temos nossos tempos.
E é fora desse plano que encontro minha inspiração. É nos meus baixos que eu mais escrevo.
É na insatisfação que me percebo.
É ai que eu cresço.
Se tudo sempre parece bom, brilhante, completo, excessivo, eu temo.
Não há reflexão no que está sempre bom, brilhante, perfeito.
Tem que cair, pra levantar.
Tem que dar um passo atrás, para olhar pra frente.
Há que se conhecer a limitação, para se tratar melhor.
Na minha profissão, cuida-se.
Mas há que se perceber que não damos conta de todos.
E que por vezes, na ânsia de fazê-lo, não damos conta de nós.
Volto em uma nova fase.
Cheia de risos, sim.
Cheia de Maria.
E podemos ter makes sim.
E Stories.
E roupas.
E reumato.
Mas tudo mais brando.
Num fundo de tons mais claros.
Menos contraste.
Mais a suavidade do fim de tarde.
Menos féerico. Ligeiro.
Menos cobranças.
Mais presença.
Afinal, isso aqui é Reumanizar.
É humanizar a especialidade que eu escolhi pra exercer.
Sem desumanizar quem a exerce.
Bom domingo.
P.s.: não estou nem aí que esse espaço não entrega textão. O textão f**a.
17/08/2022
PATRONESSE: civil feminina escolhida como figura tutelar, cujo nome mantém viva as tradições ou serve de referência aos demais; .
Professora escolhida, além do paraninfo, para ser homenageada em formatura.
Há 166 semanas, escrevi o texto abaixo:
Perguntem a um professor o que o move. Aquele que você admira, mesmo. Como professor, como ser humano. Se é a sede de saber. A busca pelo novo. Se é seu ego buscando aprovação. Se é o contato com públicos. Pequenos, médios, avassaladores. Se é o encontro com outras gerações. Somos carentes em busca de atenção? Somos espelhos? Busca de identif**ação? Dignos de tal admiração? Eu não sei. Mas sei de uma coisa. A cada nova turma, aprendo mais. Aprendo mais sobre mim. Sobre eles. Aprendo sobre o que sei. Sobre o que não sei. Aprendo Medicina. Eles, alguma gramática. Aprendo coragem. Determinação. Vejo lá da frente, olheiras. Expressões. De aprovação. De reprovação. Vejo amigos. Inimigos. Amores. Vejo olheiras. Olhos que se fecham. Olhos que se abrem. Mentes que se abrem.
Talvez seja esse nosso frisson. Talvez seja essa nossa responsabilidade. Ser mais. Pra tentar ensinar mais.
Mais Medicina.
Mais amor.
Mais tolerância.
Mais transparência.
Mais vulnerabilidade.
Mais cuidado.
Mais calma.
Mais paciência.
E de quebra, quem sabe dar mais umas dicas de livros e filmes?
À T9, que em muitos momentos desse semestre me fez acreditar que talvez um dia eu me aproxime da professora que um dia eu quis ser. Meu muito obrigada.
À T9, alguns anos depois, emocionada pela honra de ser lembrada por vocês dessa forma. Como protetora, como madrinha, como referência de vocês.
É também por vocês, meus alunos, que luto a cada dia por uma Medicina melhor.
A linha que nos separa do paciente é tênue.
A diferença entre nós?
Invisível.
A responsabilidade?
Imensa.
O amor?
Imensurável.
Tratem-se bem. Tratem bem seus pacientes. Tratem bem a Medicina.
Muito, muito, muito obrigada. ❤️
14/08/2022
No último dia das mães, estava eu aqui, presa nesse mesmo aeroporto, tentando voltar pra casa.
Hoje, dia dos pais, acho que chego para o almoço.
Mais uma viagem, mais um congresso.
Que consigo estar porque tenho uma rede de apoio, mas principalmente porque a Maria tem um paizão.
Quando nos conhecemos, jamais imaginaria que estaríamos onde estamos hoje, .sella. Mas estamos.
Estamos juntos pra pagar boletos, tomar vinhos enquanto vemos séries, para irmos pro trabalho meio sonados, rirmos juntos, viajarmos, amarmos um ao outro. Mas estamos juntos também pra exercermos nosso papel mais importante.
Criarmos nossa filha.
Para uma filha, precisamos de uma mãe. E embora alguns rapazes por aí não lembrem disso, precisamos de um pai. (Tiremos da mesa questões biológico-científ**as, e fiquemos com as poético-ideológicas, tá?!)
E que sorte a nossa que esse pai é você.
A cada dia tentando ser melhor. Consertar. Cicatrizar. Construir.
A sua dedicação à Maria e ao melhor da sua paternidade me encantam. Enchem meu coração de orgulho. São causa da minha grande admiração.
Parabéns, meu bem, por ser o pai que você é. Por escrever uma nova história todinha sua na vida da sua filha. Por construir lembranças valiosas, por proteger sua filha, por defendê-la. Por ser um pai de verdade, em todos os aspectos. Por prover amor, afeto, exemplo. Por ser o príncipe, o caçador, o guerreiro, o amor da sua filha.
Feliz dia dos Pais.
Para você e tantos que merecem esse título.
09/08/2022
Já que a chave é o equilíbrio: amanhã a gente estuda, então hoje a gente bate perna e dá muita risada com essas companhias maravilhosas e .jamille.reumatologia .
PANLAR 2022🦩 🦩
13/07/2022
Por vezes me pego pensando como seria se eu tivesse um filho. Até certo ponto seria como com minha filha.
Os mesmo valores, a mesma liberdade, os mesmo brinquedos até.
Mas em algum momento, do mesmo modo em que a ensino a se defender, quem pode encostar em seu corpinho, quem não, teria que ensinar o mesmo a ele, com um “extra”.
O respeito ao corpo alheio.
"Não, a gente não pega nas meninas sem permissão. Sim, elas são iguais a você em vários aspectos. Biologicamente diferentes sim. Gostos, pode até ser. Mas ninguém, absolutamente ninguém quer ter seu corpo invadido.
Seu espaço tomado. Sua mente, torturada.”
Teria que dizer a ele: “Não ria delas, não deboche de corpos que não te atraem. Pergunte-se porque não te atraem. Mesmo que você nao goste de garotas, não as trate como seres menores. Observe. Silencie quando elas falarem, assim como você se atenta aos seus amigos.
Não endosse comportamentos abusivos. Selecione quem pode ser seu amigo. Não se atenha ao: eu tenho mãe, não sou machista. Não seja. Não silencie. Proteja as mulheres do seu entorno. Não porque elas são frágeis, e você um cavalheiro, mas porque no mundo em que vivemos, há um descompasso. Proteja-se. Proteja-se de normalizar violências. Deboche não é br**cadeira. Amizade não é tortura. Amor não é posse.
Cuidado! A linha entre cuidar e tolher é tênue. A linha entre amar e moldar é fina. A linha entre o elogiar e o assustar pode ser inexistente.
Não desrespeite, não grite, não agrida. Não ache que podem menos, não espere menos. Mas também não espere que cuide de você como um bebê. Sua mãe sou eu.
E quando for um pai, seja. Não para as fotos, para as glórias, para a formatura. Seja o pai do escuro, das noites, do bebê. O pai das doenças, da madrugada, do choro. Chore. Chore se triste, meu bem. Chore se feliz. Participe da vida. Viva!
Seja aquele que faz a diferença. Acorde! Não aceite. Não porque voce tem mãe, não porque voce tem irmãs, não porque você tem amigas. Mas porque você é você. Não porque você ME enxerga nas mulheres que sofrem por aí. Mas porque você SE enxerga nelas. Somos todos carne, ossos, sangue e alma. Sonhos e dores.
Seja homem, meu filho. Para que possamos ser mulheres. Livres.”
06/07/2022
Ultimamente ando sumida daqui.
Sumida das redes.
Apareço com umas roupitchas, que engajam.
Maricota, que engaja também.
Ninguém mandou escolher uma especialidade tão nerd e pouco sexy quanto a reumatologia.
Sim, é um amor imenso.
Mas vamos combinar que não é exatamente a coisa mais divertida do mundo falar sobre doenças que ninguém conhece bem.
Sobre prognóstico.
Sobre dor refratária.
Sobre as mazelas que acometem esse país e afetam diretamente nossos pacientes e a qualidade de vida deles.
Não adianta colocar uma foto bem produzida aqui. Comigo olhando pro horizonte, ainda que dentro do meu cérebro esteja um turbilhão de dores, pensamentos, perspectivas, soluções e esperanças.
Algoritmos costumam desanimar. Não os da Reumato, tão bonitinhos, trazendo nos seus quadradinhos, modelos científicos de condutas razoáveis.
Digo os algoritmos daqui.
Enquanto por um lado acho que estamos mais seletivos sim, no que consumimos, por outro lado, já sabemos bem o que eleva a “entrega”. Polêmica, noticias sensacionalistas, dancinhas, corpinhos sarados, dietas mágicas, panaceias, promessas de performance e tudo aquilo que nos faz correr léguas do que é científico, do que eu considero uma boa prática médica.
Sim, esse é um insta “profissional”. E também é um insta pessoal. Também é um lugar onde estão pacientes e potenciais pacientes. Também é um lugar de amigos. Novos, antigos. Virtuais se tornando reais. Também é um lugar para falar do que eu gosto. E do que eu não gosto. De reumatologia. De refletir.
É uma mistura de tambéns. De apesares. De associações. Um lugar de estar, um lugar de sair. Um lugar de aparecer. Um lugar de sumir.
E como é difícil não se cobrar pra aparecer. Para estar sem estar. Para conectar e desconectar. Para não f**ar me justif**ando a cada vez que não posso ou não quero estar aqui.
Mas se não fosse assim, eu não seria quem eu sou.
E se eu não fosse, você estaria aqui?
11/06/2022
Nesses tempos “sumidinha” aproveitei para colocar muitas coisas em dia, inclusive minhas amadas séries.
E resolvi, pra esse dia dos Namorados, compartilhar com vocês dicas várias. Tem pra todos os gostos, prometo. Simbora? 1- Outer Range: uma série que mistura ficção científ**a e cowboys do meio-oeste americano. Estranho? Bastante! Mas a atuação de Josh Brolin amarra tudo. Primeiro capítulo meio chato, mas depois f**a melhor.
2- Obi-wan Kenobi: não adianta, Ewan McGregor pode se vestir de havaiano e dançar que eu vou amar do mesmo jeito, então imagine em um dos meus papéis favoritos. Em mais um spin-off de StarWars, Ben Kenobi ganha a importância devida na série nova da Disney, e a princesinha Leia Organa rouba a cena, prestem atenção.
3- Bridgerton: para quem ainda não viu, a segunda temporada samba na cara da primeira, e as trocas de olhares entre Anthony e Kate fazem esquentar qualquer inverno gelado.😂
4- This Is Us: não tem como a série mais brilhante dos últimos anos em falar de amor e relacionamentos estar fora dessa lista, né?! Se você ainda não viu, pega a caixa de lenços e dá uma chance.
5- As 7 Vidas de Léa: série rápida e curtinha, charmosa como toda série francesa e foge demais do habitual na maneira de contar a história e falar de amores. Dica da que amei e assino embaixo.
6- O poder e a lei: nome cafona? Temos! Mas temos também uma baita série viciante do gênio do gênero juridico David E Kelley. Para quem gostou de Ally McBeal, Chicago Hope, The Practice e demais, a série é leve na medida, com toques de humor e o direito americano no seu melhor.
7- The Thing About Pam e 8-A Escada: ambos pertencem a um gênero que anda se multiplicando: a série baseada em um crime real.
Na primeira, prepare-se pra odiar profundamente Renée Zellweger e sua atuação como Pam, e na segunda, para não saber se quer esganar ou abraçar o Colin Firth. Ambas atuações ótimas, e acho que serão candidatas aos Emmy ano que vem.
9-Stranger Things: se você não viu ainda, comece! Stranger, na minha modesta opinião, ajudou a alavancar toda a referência dos anos 80, incluindo moda, músicas e muito do que estamos vendo por aí, além de ser….
08/05/2022
Fiz o maior esforço, mas não vou chegar a tempo. Não chego pro café, nem pro almoço. Quiçá pro jantar.
E aí, entristeci. Achei que tinha que chegar no dia, na hora, no momento que eu programei. Mas aí me dei conta. Não seria essa uma das principais lições que a maternidade me deu? Que por muitas vezes precisamos aceitar que não temos controle? Não controlamos nossos filhos, quiçá todo o resto.
Não temos controle se eles vão gostar de manga ou banana. Apaixonados por brócolis. Se gostarão de rock, sertanejo, funk, música clássica. Podemos apresentar, dividir, mas não controlar.
Não controlamos gostos, não controlamos como o mundo vai tratá-los, não controlamos o futuro.
Não controlaremos os amores.
As escolhas.
As certezas.
Conseguimos guiar, dar as mãos, mostrar o caminho.
Controle? Não dá.
Me dou conta que talvez essa seja a parte boa.
Maria me mostra que não controlo nem seus cabelos cacheados nas manhãs de loucura.
Que não controlo o que se passa em seu coração de menina.
Não controlo seus apetites e seus amores. E que não controlo, nem por um momento, o tamanho do amor que eu tenho por ela.
Marina me mostra que amor de vó é mãe com mel. Que é leve.
Que é divertido.
Que é paixão adolescente.
Que amor de mãe é isso aí.
É um descontrole.
Um desembaraço.
Um desequilíbrio.
Um eterno deslumbre.
Amo vocês, minhas meninas. Meu passado e meu futuro. Minha mãe e quem me torna mãe.
Meus amores desgovernados. Descontrolados.
Deslumbrantes.
Feliz dia das mães.
04/05/2022
Amanhã, direto de Praga, um bate-papo pra lá de especial nessa data que traz tanto signif**ado para nós. Vem com a gente? Eu e a te esperamos às 19:30 no .
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O dia das Mães está chegando e teremos uma conversa muito importante sobre o tema e queremos vocês na nossa roda.
Como foi sua escolha para a MATERNIDADE? Sabemos que as doenças autoimunes acontecem mais em mulheres e muitas destas mulheres são acompanhadas por médicas que além de profissionais são mães, companheiras, amigas, tias, filhas e se desdobram para jornadas múltiplas.
Nos aproximando do dia das mães vamos conversar no dia 05 de maio às 19:30h com a Reumatologista Ana Luisa Berti do sobre diversos assuntos relacionados a este mundo da Maternidade, profissão, doenças autoimunes, ser mãe e profissional, orientação às pacientes reumáticas.
Vamos conversar? Estamos esperando vocês.
03/05/2022
Eu vou f**ar com saudades dela. Muitas.
Aliás, fora de casa há 3 horas, eu já estou. Maricota corre pelos meus pensamentos. Aquece minha alma.
Mas isso não me impede de estar feliz, ansiosa que estava por retomar algo que sempre amei. Viajar pra estudar.
Cada congresso, cada novidade, cada novo país e novo colega que conheci foram e são valiosos pra mim.
São momentos de troca, de aprendizado, de abraços saudosos, de cafés e muita, muita reumatologia da maneira que sonhamos fazer.
Novidades que nem sempre podemos usar no dia seguinte, mas são novos olhares para uma doença conhecida.
Promessas futuras de uma maior qualidade de vida para os nossos pacientes.
Estudos sobre novas dr**as. Momentos de epifania de uma determinada doença. Mais Fisiopatologia, mais imunologia, mais Ciência. Em tempos que a pobrezinha anda mais que desvalorizada, cabe a nós trazê-la de volta pra nós. Pra nossa prática clínica. Pro ensino médico. Para os nossos pacientes.
E não adianta. Adoro congressos presenciais.
Adoro o cheiro de poeira , Gleid e conhecimento dos grandes centros de evento pelo mundo. Adoro ver meus ídolos e ídolas científicos de perto.
Adoro saber mais. Estudar mais. Conhecer mais. E nessa leva, conhecer uma nova cidade. Flanar despreocupada por novos museus. Novas ruas. Comida nova. Gente nova. Reumatologia fresquinha estalando feito o pãozinho das 6 da manhã.
Pensando sempre nos amores que eu deixei.
Mas pensando na profissional que sempre almejei ser.
Praga, aí vou eu!
A gente volta, e volta em grande estilo.
O que será que eu, a e o vamos aprontar?
Estava com saudade de vocês!!!
Mas foi um descanso necessário e recomendo muito!
11/04/2022
Olá, Seu Tempo. Como vai você? Passando bem?
Conta pra mim, como pode ser? Que mágica é essa que te faz correr? Que maluquice é essa que me faz sofrer?
Como pode o dia voar, e a madrugada insone se arrastar?
O sol nasce, e se põe. Quem antes chorava, hoje se impõe. F**a em pé, br**ca, faz arte. Que medo é esse que me invade?
Medo de você, amigo, inimigo. Traz conquistas, às vezes, perigo. Faz memórias, despedidas. Faz amor, faz abrigo.
Faz passar o fácil, o difícil.
Faz passar a febre, faz passar a hora.
Passa tudo, sem demora.
Haviam me dito que aproveitasse, mas achei que se pedisse, o Senhor me daria a chance.
Passe sim, velozmente, mas se nos vir, assim juntinhos, disfarçadamente, corte volta da gente.
Passe ali pelo cantinho, deixe passar o ocaso,
se nos vir por acaso, com esse nosso serzinho.
Só mais um pouquinho, só mais um minutinho, esqueça dessa vivente.
Deixa assim, de mansinho, a gente aproveitar o presente...
Escrito pela ocasião do primeiro aniversário do meu Tatuzinho, e lá se vão mais 4 anos de muito amor, muita felicidade e a alegria de ver a nossa pequena crescendo e espalhando alegria nas nossas vidas (e de muito mais gente!). Feliz aniversário, Maricota, minha filha, minha vida, meu amor.
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