Fono Dryelle Azevedo
Fonoaudióloga infanti.Descomplicando os distúrbios alimentares infantis com prática, afeto e ciência.
É chocolate… mas pelo menos ele está comendo.” 🍫
Se você já pensou assim, saiba que essa é uma frase muito comum no consultório.
A Sociedade Brasileira de Pediatria e o Ministério da Saúde orientam evitar açúcar e alimentos ultraprocessados nos primeiros anos de vida, priorizando alimentos in natura e minimamente processados.
Para crianças com distúrbio alimentar pediátrico, esse cuidado é ainda mais importante.
Alimentos muito doces e ultraprocessados podem competir com os sabores naturais e tornar a ampliação do repertório alimentar ainda mais desafiadora.
E antes que alguém se sinta culpado: eu sei que, muitas vezes, isso acontece porque os pais só querem ver o filho comer.
Mas, quando a recusa alimentar começa, buscar ajuda especializada faz toda a diferença. Quanto mais cedo a intervenção acontece, maiores são as chances de ampliar o repertório alimentar de forma segura, respeitosa e sem que a criança dependa cada vez mais de poucos alimentos.
Porque, no tratamento do distúrbio alimentar pediátrico, o objetivo não é apenas fazer a criança comer. É ajudá-la a construir uma relação saudável com a comida para toda a vida.
Dryelle Azevedo
Crfa 10.155
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30/07/2026
Encerramos um ciclo muito especial.
Cada alta terapêutica é a confirmação de que o processo cumpriu seu propósito. Nesta etapa, trabalhamos juntos os objetivos relacionados à fala e à linguagem, e vê-los alcançados é motivo de muita alegria.
Nada disso acontece sozinho. Esse resultado é fruto da dedicação do paciente, do compromisso da família e de um trabalho construído em parceria, respeitando as necessidades de cada criança.
Mas a alta não significa o fim da jornada. Ela representa a conclusão de uma fase e o início de uma nova etapa, agora com outros objetivos fonoaudiológicos a serem desenvolvidos.
Seguimos confiantes, celebrando cada conquista e lembrando que evoluir é caminhar, passo a passo, em direção ao desenvolvimento pleno.
28/07/2026
E se o problema não estiver na terapia... mas na forma como você avalia?
Nos próximos dias, vou revelar o que mudou completamente o meu raciocínio clínico no manejo dos Distúrbios Alimentares Pediátricos.
👀 Você pode se surpreender.
25/07/2026
Você já imaginou usar um simples lava jato para trabalhar linguagem, interação e até ampliar o repertório alimentar?
O Lava Jato Mágico é um daqueles recursos que encantam a criança e abrem inúmeras possibilidades terapêuticas.
Enquanto o carrinho muda de cor com a água quente e fria, podemos estimular:
✔️ causa e efeito;
✔️ conceitos de quente, frio, molhado e seco, limpo e sujo;
✔️ ampliação do vocabulário;
✔️ sequência de ações (lavar, enxaguar, secar);
✔️ atenção compartilhada;
✔️ brincadeira simbólica;
✔️ interação e comunicação.
Na minha prática clínica, eu sempre busco recursos que despertem o interesse da criança e transformem o brincar em oportunidades reais de desenvolvimento.
E esse é um dos meus queridinhos!
Quer receber o link desse brinquedo?
👇 Digite “EU QUERO” nos comentários que eu envio o link para você!
Dryelle Azevedo
Crfa 10.155
24/07/2026
Seu filho aceita apenas alimentos de uma cor específica? Isso pode ser um sinal de Seletividade Alimentar. No meu perfil, você encontra dicas e estratégias para te ajudar a lidar com esse desafio. Me siga para saber mais!
23/07/2026
Nem sempre a criança escolhe o alimento. Muitas vezes, ela escolhe a previsibilidade.
Você já percebeu que algumas crianças aceitam com facilidade uma batata tipo Pringles, mas recusam uma batata chips comum?
Isso pode acontecer porque a Pringles é extremamente previsível: todas as batatas têm praticamente o mesmo formato, espessura, cor, textura e sabor.
Já uma batata chips tradicional apresenta pequenas variações naturais. Cada unidade pode mudar de tamanho, formato, cor, quantidade de sal, crocância e até intensidade do sabor.
Para muitas crianças com Distúrbio Alimentar Pediátrico (DAP), essas mudanças podem representar uma experiência completamente diferente a cada mordida.
O cérebro busca aquilo que já conhece e consegue prever. Quanto maior a previsibilidade, maior a sensação de segurança.
Por isso, o objetivo da terapia alimentar não é apenas fazer a criança “comer”. É ampliar gradualmente sua tolerância às variações naturais dos alimentos, promovendo conforto, confiança e flexibilidade alimentar.
Esse é um dos motivos pelos quais insistir, pressionar ou apenas trocar um alimento por outro “parecido” nem sempre funciona.
Quando entendemos o porquê, conseguimos intervir de forma muito mais eficiente.
👉 Salve este post e envie para alguém que ainda acredita que a criança “só não quer comer”.
⚠️ Importante: Esse exemplo ilustra um dos fatores que podem influenciar a aceitação alimentar. A preferência por alimentos previsíveis não é exclusiva de crianças com Distúrbio Alimentar Pediátrico e, isoladamente, não caracteriza um diagnóstico. A avaliação deve sempre considerar a criança de forma global.
Dryelle Azevedo
Crfa 10.155
22/07/2026
Você pode dominar diversas técnicas, mas se a avaliação estiver incompleta, o tratamento também estará.
É antes da primeira sessão que muitos dos maiores erros acontecem.
Nos próximos dias, vou mostrar o que mudou completamente a minha forma de avaliar e tratar crianças com DAP.
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