Dr. Luis Ozan Instituto de Saúde
Ciência, educação e inovação para formar profissionais da saúde.
03/10/2026
⚠️ FARMACÊUTICO ESTETA: ATENÇÃO ÀS NOVAS REGRAS PARA O RQE
A publicação da Resolução CFF nº 12, de 30 de julho de 2026, traz uma mudança importante para os farmacêuticos que atuam ou pretendem atuar na Farmácia Estética.
A nova norma estabelece as regras nacionais para o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) e deixa clara uma distinção fundamental:
Pós-graduação, habilitação profissional e RQE não são a mesma coisa.
🔹 A pós-graduação comprova a formação acadêmica.
🔹 A habilitação e as atribuições profissionais estão relacionadas às normas específicas que regulamentam a atuação do farmacêutico.
🔹 O RQE é o registro profissional, de validade nacional, que reconhece formalmente a qualificação do farmacêutico como especialista.
E isso tem impacto direto na Farmácia Estética.
A partir da implementação do RQE para a especialidade, não será suficiente analisar apenas se o profissional possui uma pós-graduação de 360 horas.
A nova regulamentação determina que seja avaliado o percurso formativo efetivamente realizado, considerando os critérios técnico-formativos estabelecidos especificamente para a especialidade.
Na prática, ganham ainda mais importância:
• formação teórica consistente;
• atividades teórico-práticas;
• prática supervisionada;
• avaliação e semiologia aplicadas à estética;
• farmacologia aplicada;
• formação nos procedimentos estéticos;
• prevenção e manejo de intercorrências;
• segurança do paciente;
• capacitação em Suporte Básico de Vida (SBV/BLS);
• documentação adequada das cargas horárias, conteúdos e atividades realizadas.
Outro ponto extremamente importante:
O RQE não cria novas atribuições profissionais.
A própria Resolução nº 12/2026 estabelece que o RQE, por si só, não amplia as atribuições do farmacêutico nem substitui habilitações, capacitações ou outros requisitos previstos nas normas específicas.
Portanto, o farmacêutico esteta precisa olhar para sua formação de maneira muito mais ampla:
O que consta no meu certificado?
O que consta no meu histórico?
Quantas horas práticas supervisionadas eu realizei?
Minha formação contempla os conteúdos exigidos para a especialidade?
Tenho documentação capaz de comprovar?
04/09/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
TOXINA BOTULÍNICA NO PLATISMA: É POSSÍVEL MELHORAR O CONTORNO DO PESCOÇO E DA MANDÍBULA?
Quando pensamos em toxina botulínica, testa, glabela e região dos olhos ainda são as primeiras indicações lembradas. Mas um estudo clínico de 2026 traz evidências interessantes para outra região: o platisma.
As contrações repetitivas desse músculo podem acentuar as bandas verticais do pescoço e interferir na definição da linha mandibular.
O estudo de fase 2 randomizou 171 participantes com proeminência moderada ou grave do platisma para receber placebo ou duas diferentes faixas de dose de onabotulinumtoxinA.
📊 O que aconteceu?
Em comparação ao placebo, os pacientes tratados com toxina apresentaram:
• maior satisfação com o tratamento;
• redução do incômodo com as bandas verticais do pescoço;
• melhora percebida na definição da linha mandibular;
• melhora do impacto psicossocial relacionado à aparência do pescoço e terço inferior da face.
Os resultados geralmente atingiram seu melhor momento entre 14 e 30 dias, com tendência de benefício ainda observada até o 120º dia.
💡 O que esse estudo muda na prática?
Ele reforça que tratar o platisma não significa simplesmente “apagar bandas”.
Ao reduzir sua atividade muscular, a toxina pode contribuir para uma percepção de pescoço mais harmonioso e linha mandibular mais definida — desde que exista indicação anatômica adequada.
⚠️ E aqui está um ponto fundamental: toxina não trata flacidez cutânea, gordura submentoniana ou perda estrutural da mandíbula. Portanto, não substitui bioestimuladores, tecnologias, preenchimento ou outras estratégias quando essas alterações são predominantes.
Outro cuidado na interpretação: as análises relatadas neste artigo foram exploratórias, e o estudo teve participação de pesquisadores vinculados à AbbVie/Allergan Aesthetics.
A evidência é interessante, mas indicação correta continua sendo mais importante do que simplesmente aumentar áreas de aplicação da toxina.
📚 Humphrey S et al. Journal of Cosmetic Dermatology. 2026;25(4):e70821.
DOI: 10.1111/jocd.70821
Dr. Luis Ozan Instituto de Saúde
Ciência • Estética • Saúde
02/09/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
PDRN E POLINUCLEOTÍDEOS: REGENERAÇÃO OU APENAS TENDÊNCIA?
PDRN e polinucleotídeos (PN) ganharam espaço rapidamente na estética regenerativa. Mas a pergunta mais importante é: o que os estudos clínicos realmente demonstram?
Uma revisão sistemática publicada em 2026 analisou exclusivamente ensaios clínicos randomizados sobre PN e PDRN em rejuvenescimento cutâneo, prevenção de cicatrizes e reparação de feridas.
🧬 Foram incluídos 7 estudos, totalizando 183 participantes:
• 4 sobre rejuvenescimento da pele
• 1 sobre prevenção de cicatrizes
• 2 sobre reparação de feridas
📊 O que a ciência encontrou?
Os estudos relataram melhora em parâmetros relacionados a rugas, qualidade das cicatrizes, reparação tecidual e satisfação dos pacientes.
Mas o resultado mais consistente apareceu justamente no reparo de tecidos: estudos com PDRN demonstraram aceleração da reepitelização e redução do tempo de cicatrização em comparação aos controles.
Não foram relatados eventos adversos graves relacionados aos tratamentos nos ensaios incluídos.
💡 E no rejuvenescimento facial?
Os resultados são promissores, mas ainda não permitem tratar PN ou PDRN como uma solução regenerativa definitivamente estabelecida.
Os estudos disponíveis têm amostras pequenas, protocolos diferentes e métodos de avaliação heterogêneos, dificultando determinar qual produto, concentração, técnica ou indicação apresenta melhor resultado.
Esse talvez seja o principal aprendizado:
POTENCIAL REGENERATIVO ≠ EVIDÊNCIA CONSOLIDADA
PDRN e polinucleotídeos representam uma área muito interessante da medicina regenerativa, especialmente em reparo tecidual. Mas a ciência ainda precisa acompanhar a velocidade com que esses tratamentos estão chegando à prática estética.
📚 Alhussain AM et al. Cureus. 2026;18(7):e112403.
DOI: 10.7759/cureus.112403
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EstéticaAvançada Rejuvenescimento Ciência DrLuisOzan
26/08/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
PLLA NAS TÊMPORAS: BIOESTIMULAÇÃO TAMBÉM PODE RECUPERAR VOLUME?
A perda de volume temporal é uma das alterações importantes do envelhecimento facial e pode contribuir para uma aparência mais esqueletizada da face.
Um ensaio clínico publicado em 2026 no Aesthetic Surgery Journal avaliou o uso do ácido poli-L-láctico (PLLA) especificamente para correção da depressão temporal.
🧬 O estudo foi multicêntrico, randomizado e com avaliador cego, envolvendo 174 participantes com perda de volume temporal moderada a grave.
Os pacientes tratados receberam 2 a 3 sessões de PLLA, com acompanhamento por até 12 meses. Os resultados foram avaliados por escalas clínicas, satisfação dos pacientes e volumetria tridimensional (3D).
📊 O que o estudo mostrou?
Aos 6 meses, 96,5% dos pacientes tratados apresentaram melhora de pelo menos 1 grau na escala de depressão temporal, contra 0% no grupo controle.
E o efeito não foi apenas visual.
A avaliação por imagem 3D confirmou aumento do volume temporal, com melhora clínica mantida durante os 12 meses de acompanhamento.
Os índices de satisfação também permaneceram elevados, e não foram relatados eventos adversos relacionados ao tratamento.
💡 Por que este estudo é relevante?
Porque reforça um conceito importante na reestruturação facial:
bioestimulação não significa apenas melhorar firmeza ou qualidade da pele.
A produção progressiva de colágeno induzida pelo PLLA também pode participar da recuperação de volume e contorno facial.
⚠️ Isso não significa que PLLA substitua automaticamente ácido hialurônico ou enxertia de gordura na região temporal. São estratégias diferentes, e a escolha depende da anatomia, do grau de perda volumétrica e do objetivo terapêutico.
O estudo recebeu Nível de Evidência 1 (terapêutico).
📚 Chang G. et al. Aesthetic Surgery Journal. 2026;46(6):652–662.
DOI: 10.1093/asj/sjag013
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25/08/2026
OPORTUNIDADE | ASSISTENTE EM ESTÉTICA AVANÇADA – SÃO PAULO/SP
O Dr. Luis Ozan Instituto de Saúde está selecionando profissional para atuação como Assistente em Estética Avançada, em atendimentos realizados em nossa unidade na Avenida Paulista, São Paulo.
Buscamos alguém que já tenha vivência prática na área estética, interesse em aprimoramento profissional e afinidade com uma atuação pautada em técnica, segurança e qualidade assistencial.
Requisitos: • Formação em Farmácia, Biomedicina ou Odontologia;
• Estar cursando pós-graduação em Estética Avançada;
• Experiência prévia com procedimentos estéticos.
Também aceitamos estagiários, desde que já possuam experiência prática e estejam atuando com procedimentos estéticos, respeitando as atribuições e supervisão aplicáveis à sua formação.
Sobre a atuação: 📍 Avenida Paulista – São Paulo/SP
• Agendas pontuais, previamente programadas;
• Atuação em horário comercial;
• Possibilidade de sábados pontuais, sempre combinados previamente;
• Remuneração por hora.
A oportunidade é indicada especialmente para quem deseja ampliar sua experiência prática e acompanhar de perto rotinas e protocolos em Estética Avançada e Saúde Integrativa.
📩 Interessados devem encaminhar currículo para:
[email protected]
No assunto do e-mail: Vaga – Assistente em Estética Avançada | São Paulo
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25/08/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
PLLA OU CaHA: O QUE A CIÊNCIA MOSTRA SOBRE OS BIOESTIMULADORES DE COLÁGENO?
Uma revisão sistemática recente reuniu 14 estudos clínicos para avaliar dois dos bioestimuladores mais utilizados na estética avançada: ácido poli-L-láctico (PLLA) e hidroxiapatita de cálcio (CaHA).
🧬 Ambos estimulam processos relacionados à neocolagênese e remodelamento da matriz extracelular, mas apresentam características diferentes e não devem ser considerados produtos equivalentes.
📊 O que a revisão encontrou?
Os estudos demonstraram benefícios relacionados a:
• melhora da elasticidade e firmeza da pele;
• redução de rugas e sinais de envelhecimento;
• melhora de contorno e volume facial;
• aumento da satisfação dos pacientes.
Um dado interessante foi a persistência dos resultados.
Nos estudos analisados, efeitos associados ao PLLA chegaram a aproximadamente 25 meses, enquanto resultados com CaHA foram observados por cerca de 12 a 18 meses.
⚠️ Isso não significa que PLLA seja “melhor” que CaHA.
Os estudos utilizaram protocolos, regiões anatômicas, diluições, técnicas e métodos de avaliação diferentes, o que impede uma comparação direta de superioridade.
E esse talvez seja o principal aprendizado.
💡 Bioestimulador não deveria ser escolhido apenas pela duração.
PLLA e CaHA apresentam propriedades distintas. A escolha deve considerar qualidade e espessura da pele, grau de flacidez, perda estrutural, região tratada e objetivo do planejamento facial.
Na estética avançada, a pergunta não deveria ser simplesmente:
“Qual é o melhor bioestimulador?”
Mas:
“Qual é o bioestimulador mais adequado para este paciente e para este objetivo?”
É a diferença entre simplesmente aplicar um produto e construir um planejamento individualizado baseado em ciência.
📚 Revisão sistemática indexada no PubMed, 2025. PMID: 41184662.
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25/08/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
TOXINA BOTULÍNICA LÍQUIDA: O FUTURO PODE SER PRONTO PARA USO?
Um estudo publicado em 2026 na Dermatologic Surgery avaliou a nivobotulinumtoxinA, uma toxina botulínica tipo A apresentada em formulação líquida pronta para uso, sem necessidade de reconstituição antes da aplicação.
🧬 Foram analisados dois ensaios clínicos fase 3, multicêntricos, randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo, envolvendo ao todo 659 participantes.
Os estudos avaliaram linhas cantais laterais — os conhecidos “pés de galinha” — isoladamente ou em associação ao tratamento das linhas glabelares.
📊 E os resultados?
Após 30 dias, a resposta clínica foi significativamente superior ao placebo.
No primeiro estudo, 30,3% dos tratados atingiram melhora ≥2 graus simultaneamente na avaliação do pesquisador e do próprio paciente, contra 2,6% no placebo.
No segundo, as taxas foram de 20,6% para tratamento das linhas cantais e 22,8% quando glabela e região periocular foram tratadas conjuntamente, contra 0% no placebo.
A formulação também apresentou boa tolerabilidade, sendo cefaleia o evento adverso mais frequentemente relatado.
💡 Mas qual é a inovação?
As toxinas botulínicas tradicionais precisam ser reconstituídas antes da utilização.
Uma apresentação líquida e pronta para uso pode simplificar o preparo, aumentar a padronização e eliminar possíveis variações relacionadas à etapa de reconstituição.
⚠️ Isso não significa que todas as toxinas sejam equivalentes ou intercambiáveis. Cada formulação possui características próprias, e unidades de diferentes toxinas não devem ser comparadas diretamente.
O estudo mostra, entretanto, que novas formulações podem modificar não apenas o produto, mas também a maneira como utilizamos a toxina botulínica na prática clínica.
📚 Carruthers J. et al. Dermatologic Surgery. 2026;52(3):267–272.
DOI: 10.1097/DSS.0000000000004829
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21/08/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
ÁCIDO HIALURÔNICO: OS PREENCHEDORES SÃO TODOS IGUAIS?
Um ensaio clínico publicado em 2026 no Aesthetic Surgery Journal comparou dois preenchedores de ácido hialurônico reticulado para correção de sulcos nasolabiais moderados a graves.
🧬 O estudo foi multicêntrico, randomizado, com paciente e avaliador cegos, utilizando um desenho split-face: cada um dos 100 participantes recebeu o produto em teste de um lado da face e Restylane Lidocaine do outro.
📊 O que os pesquisadores encontraram?
Na 24ª semana, a avaliação da intensidade dos sulcos foi praticamente idêntica:
• HA em estudo: 1,85
• HA comparador: 1,84
O novo preenchedor atingiu o critério estatístico de não inferioridade em relação ao produto comparador.
Mais interessante: a melhora clínica foi mantida até 48 semanas.
⚠️ Em relação à segurança, reações locais foram mais frequentes com o produto em estudo (92%) do que com o comparador (82%), embora reações graves no local da aplicação tenham sido incomuns e nenhum evento adverso sério tenha sido registrado.
💡 E o que podemos aprender com esse estudo?
Ácido hialurônico não deve ser tratado simplesmente como uma categoria única de produto.
Características como reticulação, concentração, propriedades reológicas, capacidade de integração tecidual e indicação anatômica interferem no comportamento clínico de um preenchedor.
Por isso, na estética avançada, não basta perguntar:
“É ácido hialurônico?”
Precisamos perguntar: qual produto, para qual tecido, em qual plano e com qual objetivo?
Ciência, anatomia e planejamento devem orientar a escolha.
📚 Lee SH, Park E, Won CH. Aesthetic Surgery Journal. 2026;46(5):569–575.
DOI: 10.1093/asj/sjag003
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Ciência • Estética • Saúde Integrativa • Educação
RejuvenescimentoFacial Ciência DrLuisOzan
19/08/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
PLLA REALMENTE DEVOLVE VOLUME À FACE? ESTUDO MEDE O EFEITO EM 3D POR 12 MESES
Um estudo publicado em 2026 no Aesthetic Surgery Journal traz dados interessantes sobre um dos principais bioestimuladores utilizados na estética avançada: o ácido poli-L-láctico (PLLA).
🧬 Diferentemente de um preenchedor convencional, o PLLA não tem como principal mecanismo simplesmente ocupar espaço com um gel. Seu efeito ocorre progressivamente por meio da estimulação da neocolagênese e remodelamento tecidual.
O estudo acompanhou 95 pacientes durante 12 meses, em um desenho prospectivo e controlado do tipo split-face: uma hemiface recebeu PLLA e a outra, solução salina como controle.
Foram realizadas 3 sessões padronizadas, e os resultados foram avaliados por examinadores cegos, escalas clínicas, satisfação dos pacientes e, principalmente, volumetria facial tridimensional (3D).
📊 O que os pesquisadores encontraram?
Após 12 meses:
• 82,1% apresentaram melhora de pelo menos 1 grau na escala de rugas;
• a análise 3D confirmou aumento volumétrico sustentado nas regiões malar, zigomática e mandibular tratadas;
• a satisfação dos pacientes permaneceu elevada;
• não foram registrados granulomas, nódulos tardios ou eventos vasculares no período estudado.
💡 Por que esse estudo é importante?
Porque ajuda a demonstrar objetivamente algo que observamos na prática: bioestimulação não significa apenas melhorar a qualidade da pele.
A neocolagênese pode contribuir também para sustentação e recuperação volumétrica progressiva da face, com resultados mensuráveis ao longo do tempo.
⚠️ Isso não significa que PLLA substitua o ácido hialurônico. São produtos com mecanismos e objetivos diferentes, que podem ocupar posições distintas dentro de um planejamento de reestruturação facial.
📚 Ponzo M. et al. Aesthetic Surgery Journal. 2026;46(6):663–671.
DOI: 10.1093/asj/sjag039
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RejuvenescimentoFacial ReestruturaçãoFacial Ciência DrLuisOzan
18/08/2026
🔬 RADAR DA CIÊNCIA | Estética Avançada • Tricologia • Saúde Integrativa
EXOSSOMOS NA ESTÉTICA: O QUE A CIÊNCIA REALMENTE MOSTRA?
Uma revisão sistemática publicada em 2026 no Aesthetic Surgery Journal analisou 39 estudos clínicos em humanos sobre terapias baseadas em exossomos: 26 relacionados à pele e 13 aos cabelos.
📊 Os resultados são promissores:
• Rugas faciais: melhora média de 20,2%
• Pigmentação, elasticidade, textura e outros parâmetros cutâneos: melhora entre 14,7% e 23,4%
• Densidade capilar: +23,6%
• Espessura dos fios: +18%
🧬 Por que tanto interesse nos exossomos?
Essas vesículas extracelulares participam da comunicação entre células, transportando proteínas, lipídios e ácidos nucleicos capazes de influenciar processos relacionados à regeneração tecidual, matriz extracelular, inflamação e atividade folicular.
Na estética, os estudos avaliaram diferentes formas de utilização, incluindo associação com microagulhamento, lasers, aplicação tópica e injetável.
⚠️ Mas existe um ponto fundamental.
“Exossomo” não representa um produto único e padronizado.
Os estudos apresentam grande variação quanto à origem dos exossomos, preparação, concentração, dose e método de aplicação. Essa heterogeneidade ainda impede conclusões definitivas e a comparação direta entre protocolos.
Portanto, os resultados são animadores, mas ainda precisamos de ensaios clínicos maiores, randomizados e protocolos padronizados.
💡 A estética regenerativa avança rapidamente. Nosso desafio é não confundir potencial biológico com evidência clínica consolidada.
Esse é o propósito do Radar da Ciência: olhar além das tendências e acompanhar o que a literatura realmente demonstra.
📚 Stack ER et al. Aesthetic Surgery Journal. 2026;46(Suppl 1):S13–S25.
DOI: 10.1093/asj/sjaf178
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