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09/05/2021

Feliz dia para todas nós que somos abençoadas, todos os dias, com a melhor missão de nossas vidas: "ser mãe" !

24/11/2020

O QUE SÃO?

É um neurônio que se ativa quando um ser realiza uma determinada ação e quando observa outro ser (normalmente da mesma espécie) a fazer a mesma ação. Desta forma, o neurônio imita o comportamento do outro como se estivesse ele próprio a realizar essa ação.

O entendimento de ações (essencial para a tomada de atitude em situações de perigo), a imitação (extremamente importante para os processos de aprendizagem) e a empatia (a tendência em sentir o mesmo que uma pessoa na mesma situação sente, a qual é fundamental na construção dos relacionamentos) são funções atribuídas aos neurônios-espelho.

São exatamente essas funções que se encontram alteradas em pessoas autistas, algumas teorias afirmam que os autistas teriam suas atividades reduzidas ou até a ausência dos mesmos.

Fato é que sua atividade é importantíssima para o desenvolvimento das crianças e talvez isso explique por que “A palavra convence, o exemplo arrasta”. É muito mais fácil nossos filhos aprenderem pelo que fazemos do que pelo que falamos. Nossos atos, o tempo todo, moldam quem nosso filhos serão, como agirão, como reagirão.

Pense nisso.

Quem você tem sido?

É como gostaria que seu filho fosse?

O que o neurônio espelho do seu filho anda reproduzindo ?

Photos from Lahr Med's post 23/11/2020

VOCÊ FEZ ?

Pode parecer estranho, mas está se tornando cada vez mais comum ( e que bom!) as gestantes procurarem os futuros pediatras de seus filhos ainda na gestação.
Mas eu iria além... não trata-se somente de conhecer o futuro pediatra do seu filho, mas de iniciar o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do seu filho, intraútero.

"Mas Dra.. É possível?"
Sim... Nós médicos já sabemos que é possível adotar medidas e comportamentos específicos durante a gravidez, e que estes irão impactar na sáude e nos potenciais da criança que está sendo gerada. Assim como é necessário evitar outros tantos comportamentos.

Tendência à obesidade, formação do paladar e inteligência são algumas das possíveis variáveis a serem trabalhadas ainda na gestação.

"Dra.. Mas eu já faço acompanhamento com o Obstetra..." Consultas com o pediatra são complementares ao acompanhamento com o Obstetra. Nelas iremos direcionar nossa atenção aos fatores que impactam na saúde futura do feto, e não somente até o momento do nascimento. Avaliação nutricional da mãe com o objetivo de garantir o melhor e mais adequado aporte de nutrientes ao feto, de acordo com sua fase de desenvolvimento.

Além disso, iniciaremos o acolhimento das dúvidas de uma recém mãe, sobre os primeiros dias do seu bebê e de tudo que estará por vir. Os cuidados com o recém nascido, com o coto umbilical, amamentação, cólicas, trocas de fraldas, banho, as consultas de puericultura, exames de triagem neonatal e tudo mais que a gestante desejar saber.

A recomendação é de pelo menos 1 consulta e que o pai também parrticipe, afinal ele também pode ter dúvidas.

Agora que você já sabe, compartilhe com suas amigas e amigos, tentantes e gestantes. A informação e a orientação profissional são a melhor influência para as nossas decisões.

Photos from Lahr Med's post 23/11/2020

Na tradução literal:“tempo de barriguinha”. Nada mais é do que colocar o bebê deitado de barriga para baixo.
Instintivamente as famílias já o fazem, mas talvez não tenham consciência dos seus benefícios.

Como contribui para o desenvolvimento?
Aumenta o tônus cervical, o fortalecimento do pescoço, dos membros superiores e também dos inferiores. Com as mãos no chão, o bebê ainda ganha mais estabilidade e equilíbrio para que comece a ensaiar as etapas seguintes do seu desenvolvimento motor, como rolar e sentar.

Em que momento fazer?
Inicialmente, podemos aproveitar os momentos de troca de fraldas, caso ele não consiga sustentar a cabeça, o colchão do trocador é uma boa opção. Além de ser um momento prático para adotar na rotina.

Por quanto tempo deixar?
Na verdade quem comandará será o bebê. Nos primeiros dias de vida o bebê conseguirá ficar entre 30 segundos e 1 minuto. O tempo poderá ser aumentado conforme o bebê demonstre conforto.

Quando evitar?
Horários logo após as mamadas, por exemplo, podem não agradar o bebê e devem ser evitados. Isso porque além de o bebê ficar geralmente mais indisposto, a postura de barriga para baixo pode gerar regurgitação (o retorno do alimento de forma involuntária) e vômitos.Se ele começou a chorar ou ficar com sono esta não será a melhor hora.

Dicas:

Coloque-se na frente do seu rosto para que ele o veja. O cérebro dos bebês nasce programado para que ele busque por rostos humanos, além de passar segurança, será um estímulo para mantê-lo na posição;

Mostre brinquedos e imagens contrastantes (preto e branco, bem coloridas) para que ele se entretenha e também fique por mais tempo.

Após a aquisição do controle da cervical (com o pescoço “durinho”) e firmando melhor com os braços e pernas, entre seis e oito semanas, o bebê se sentirá melhor em superfícies firmes. Você pode forrar o chão com edredom, com EVA, com tapetes emborrachados ou de algum outro jeito que fique confortável para o filho. Imagine-se em pé na cama e no chão. Onde se sente mais equilibrado? Para o bebê funciona da mesma maneira.

O deitar de bruços não é uma imposição, mas sim algo que deve ser prazeroso, para que ele realmente curta ficar nesta posição.

14/11/2020

Mãe ❌ Profissional

Recebi uma❓aqui de como fazer para continuar a vida profissional depois do autismo.

Queria eu ter uma 🧪 pronta e mágica pra compartilhar. A verdade é que como qualquer diagnóstico, a gente passa por alguns momentos de aceitação, luto, resistência. Mas no autismo a gente precisa aceitar e se comprometer a ser, além de mãe, a melhor mediadora possível.

Observar e estimular a criança, além de aprender como fazer isso corretamente tomam algum tempo maior do que imaginavamos. Acabamos deixando de lado outras coisas que prefeririamos fazer, de outras areas da nossa vida.

Vou dividir um pensamento que me norteia e talvez ajude pra você também. E ele vale pra todas as mães. Típicas ou atípicas.

Qual lembrança de mãe eu quero que meu filho tenha de mim ? Eu quero que ele me veja como alguém que foi atrás do que queria, que era realizada de várias maneiras.. ou como alguém cheia de arrependimentos e amarguras?

Entendo que o nosso instinto como mãe é de largar tudo e investir todo nosso tempo no desenvolvimento dos nossos filhos (eu já tive meus momentos), mas isso não tem como ser saudável. Seremos mães estafadas e infelizes.

Além daquele modelo de mãe mediadora, os nosso filhos, como as crianças típicas, nos tem como exemplo de indivíduo.

Ter uma vida profissional é algo que queremos pra eles e não podemos privá-los desse maior aprendizado através do exemplo.
Mãe, creia, seu filho autista ganha muito mais com uma mãe amorosa e paciente pois está feliz do que uma mãe que produz mil estímulos mas está cansada e infeliz.

Se perdoe, sim! Somos humanas. Nao vai dar pra ser aquela mãe que "tirou o filho do espectro". Assista mais os autistas adultos que foram acolhidos e amados, mais que estimulados.

Queremos bem mais que uma maternidade perfeita. Procure um caminho de equilíbrio, mesmo que esse caminho perpasse diminuir o tempo de atividades terapêuticas "oficiais" pro seu filho. Divida essa responsabilidade com todos que precisar. O autismo nao é só uma mãe e um filho atípicos.

Coloque na ⚖: quanto da vida profissional você precisa para se sentir boa mãe. Não será 0%. Não será 100%. Aceite isso. Seu filho mostrará o caminho. 😉

Photos from Lahr Med's post 07/11/2020

Autismo - O limão mais lindo do meu limoeiro.

Uma outra parte da minha vida que ainda não dividi com vocês, e que foi muito importante na minha trajetória, inclusive na vida profissional, além da maternidade, foi o autismo do meu filho.

Como já contei, seu nascimento me motivou a reviver o sonho e me especializar em Pediatria. Mas foi quando vivemos o diagnóstico que passei pela ressignificação da maternidade e da minha missão como médica. Ali entendi que eu poderia ser instrumento para trazer o equilíbrio às famílias autistas e iluminar um caminho sabidamente árduo dos pais no desenvolvimento dos seus filhos, principalmente dos com TEA.

Quando vivemos o autismo no dia-a-dia, e não só o autismo, mas qualquer transtorno infantil com atraso no desenvolvimento, passamos a ter um olhar mais empático e carinhoso com as mães de atípicos e mais apurado com o desenvolvimento infantil e seus marcos. Além de ter lido livros direcionados ao publico leigo, acabo me aprofundando no tema de forma profissional.

O que pouco se percebe é: como pediatra, damos muito espaço para o “tempo da criança” e acabamos perdendo a janela de oportunidade para o melhor tratamento desses casos e, ainda, o paciente autista geralmente possui comorbidades que podem (e devem) ser acompanhadas pelo pediatra e acabam sendo negligenciadas. Estarei dividindo com vocês muito do que faço em casa e do que aprendo de importante.

O autismo veio para me dar uma missão na vida: orientar famílias, ajuda-las a encontrar um caminho saudável tanto do ponto de vista médico como do ponto de vista psicológico, dar o meu testemunho e trazer conforto.

Aprendi que muitas coisas nós não podemos mudar, mas podemos nos transformar e buscar as muitas outras que podemos, e nem sabíamos.

Aprendi que fazer uma limonada é muito melhor que ch**ar os “limões” da vida.

E ai ? Vocês estão fazendo limonadas ou só chupando os limões ?

Photos from Lahr Med's post 06/11/2020

Sempre 😊

Levando em consideração que o médico de família é capaz de tratar 90% das doenças que acometem uma pessoa, você deve procurar um médico de família pela maioria dos motivos que o levam a um médico.

Vale ressaltar ainda que, em alguns casos, é fortemente recomendado que este médico seja um médico de família.

São eles:

- Portadores de doenças crônicas, que necessitam de acompanhamento constante, seja monitorando suas complicações, seja obtendo o controle clínico daquela doença. Por exemplo: Um paciente hipertenso necessita manter-se normotenso (ou seja, com a pressão em níveis ideais) com o uso da medicação, ser reavaliado sobre o efeito e possíveis efeitos colaterais das medicações que faz uso. Além disso, necessita ter seus níveis de colesterol, seu peso e outros dados sob controle, evitando assim as complicações mais comuns que os hipertensos já possuem maior risco de serem acometidos.

- Crianças até os 4 anos, necessitam realizar puericultura, que nada mais é do que as consultas de rotina que fazemos com o pediatra. Para monitorar seu crescimento e desenvolvimento.
(Neste caso ressalto ainda que também me especializei em Pediatria, tornando-me ainda mais apta aos cuidados com os pequenos).
Além, é claro, do atendimento de 4 a 14 anos para as mais diversas queixas.

- Pessoas de qualquer idade que tenham queixas como: fadiga, dor abdominal, emagrecimento, ganho de peso, náusea sem motivo aparente, diarreia, constipação, sangramentos, infecções, tosse;

Ou ainda, que não tenham queixas, mas que buscam melhorar sua qualidade de vida e realizarem acompanhamento preventivo.

O médico de família é para todos que necessitam e que buscam cuidados e orientações.

05/11/2020

E já que hoje vale ...

Um dos dias mais importantes da minha vida: colação de grau.

Quando fazemos o juramento que nos acompanha pro resto de nossas vidas. Ainda lembro da emoção de mudar a cor das vestes para mesma de nossos mestres, sentimento de responsabilidade e honra.

Que nós médicos, renovemos nossa fé e propósitos na memória desse dia.

Photos from Lahr Med's post 04/11/2020

Escolhi ser "medica da família".

Já havia me apaixonado pela Pediatria e pretendia ser Pediatra 😊 Mas o destino é quem manda.

Mudei-me para Rio das Ostras onde, na época, meu noivo já residia e acabei não conseguindo me inscrever na Residência de Pediatria. Trabalhava dando plantões como todo bom recém-formado 😅 e sonhava com um trabalho que me desse melhores horários para curtir a vida de (também!) recém-casada 😂.

Me inscrevi no PROVAB (Programa de Valorização da Atenção Básica) /Mais Médicos onde ficaria por 1 ano, sendo médica de família e sairia com a especialização. Acabei ficando por 4 anos pelo Programa, passei por 2 unidades de saúde nesse tempo e fiz os melhores amigos tanto nos funcionários com que trabalhei, quanto nos pacientes que tive.
Vivenciei as questões familiares e contextos sociais interagindo com a saúde e isso me motivou a aprender mais e mais.

Após o nascimento do meu filho também me especializei em Pediatria, e isso só veio a acrescentar conhecimento.

Continuo em busca de cada curso e especialização que venha a somar e me fazer ser uma "serumanologista".






Foto 1 - Minha família 🥰
Foto 2 - Equipe de Saúde da Família na qual estagiei na faculdade
Foto 3 - Medico imtercambistas com os quais trabalhei no Mais Médicos
Foto 4, 5 e 6 - Parte das Equipes com os quais já trabalhei. Muito prazer em ter conhecido todos. Muitos tornaram-se amigos pra vida.

04/11/2020

A Medicina de Família me escolheu.

Entrei na faculdade já pensando em clinicar. Nesse início os estudantes dividiam-se em: clínicos e cirurgiões. Ao longo do primeiro ano almejei a cardiologia, cuidar da bomba que move o corpo humano.

No primeiro ano da faculdade, sedenta por aprender, me inscrevi no curso da Liga de Medicina de Família e Comunidade. ( Não me lembro exatamente o porquê). Ao longo dos primeiros 4 anos cumprimos carga horaria da matéria "Programa Curricular de Saúde e Sociedade", parte do tempo em aulas teóricas sobre o surgimento do SUS, e as bases das práticas de saúde pública; a outra parte, tardes e mais tarde nos "postinhos" conhecendo a população adscrita, assistindo aos atendimentos e promovendo ações de melhoria para aquelas comunidades. Conheci a beleza do Programa de Saúde da Família e também suas dores.

Tive a oportunidade de também fazer o curso da Liga de Cardiologia, e senti a cada minuto, que aquilo não me preenchia. Se me perguntassem qual especialidade eu teria, eu tinha uma resposta pronta: Só tenho certeza que não quero Cirurgia e Pediatria.

Mais tarde, no terço final da faculdade, entramos no Internato. Momento em que passamos a praticar quase que 90% do tempo. Neste momento, tive a oportunidade de "estagiar" numa unidade de saúde onde se realizava o Programa de Saúde da Família, aproximadamente 8 horas do dia, todos os dias da semana, por 3 meses. Aproveitei intensamente cada minuto ali, com muito aprendizado e a sensação de pertencimento à família de funcionários que lá trabalhavam.

( continua...)

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