Fernanda Philadelpho
Médica Radiologista especialista em Mama
Biópsia por mamografia com contraste:
A mamografia com contraste é um método relativamente novo, com desempenho comparável à RM em diversos cenários, e que exige uma solução específica para abordagem intervencionista. Hoje, contamos com essa tecnologia no Núcleo de Mamas do Alta Diagnósticos, além de sistema de biópsia acoplado ao mamógrafo, permitindo a investigação de lesões visíveis apenas ao contraste.
Neste caso, realizamos a localização da lesão com base na topografia definida pela mamografia com contraste. Identificamos um realce de fundo moderado e, bem tênue ali no meio, o nódulo suspeito.
Com base na posição precisa da lesão, foi realizada a biópsia usando a estereotaxia. Ao final do procedimento, posicionamos o clipe metálico no leito da biópsia e realizamos a correlação por imagem, confirmando que a área correspondente ao realce foi adequadamente amostrada.
O resultado: adenose esclerosante e fibroadenoma.
No vídeo, mostro o passo a passo completo da biópsia.
Salve para revisar essa abordagem na prática →
13/05/2026
Manobras técnicas não são um detalhe, são decisivas na prática diagnóstica.
Na mamografia, a diferenciação entre sobreposição tecidual e lesão real, assim como a correta localização espacial dos achados, depende diretamente da execução adequada de manobras adicionais.
Rolada, angulada e compressão focal:
✔ aumentam a especificidade
✔ reduzem reconvocações desnecessárias
✔ refinam a caracterização morfológica
Mais do que técnica, são ferramentas essenciais para tomada de decisão segura e baseada em imagem.
→ Salve esse post para revisar sempre que bater dúvida na rotina.
No vídeo de hoje, falo sobre um detalhe pequeno, mas essencial na radiologia mamária: os clipes metálicos.
Eles são dispositivos milimétricos colocados na mama, geralmente após uma biópsia, para marcar com precisão o local de uma lesão. Mesmo que essa lesão não seja mais visível depois, o clipe permanece como referência, e isso faz toda a diferença no acompanhamento.
São facilmente identificados na mamografia e ajudam a guiar decisões importantes, como novos exames, cirurgias ou o controle ao longo do tempo. Cada tipo de clipe tem uma indicação específica, e a escolha é sempre pensada de forma individualizada.
Mais precisão, mais segurança e mais clareza na condução de cada caso.
Compartilhe com quem precisa entender melhor sobre isso.
29/04/2026
Feriado do jeito que a gente precisa: família e amigos.
Dias de sol, muitas aventuras, conheçendo praias lindas, nos divertindo e criando memórias que ficam. ❤️
Descansei, desacelerei e volto renovada para os atendimentos ✨
27/04/2026
A mamografia com contraste (CEM) vem se consolidando como uma ferramenta relevante na prática da imagem mamária, principalmente por permitir a avaliação do realce tumoral associada à mamografia convencional.
Seu papel é mais consistente no cenário diagnóstico e no estadiamento do câncer de mama, com desempenho comparável à ressonância magnética em diversos contextos.
Ao mesmo tempo, é fundamental reconhecer suas limitações, especialmente na avaliação de microcalcificações e em lesões com baixo padrão de realce.
Mais do que substituir métodos, a CEM deve ser entendida como uma ferramenta complementar, cuja indicação adequada pode impactar diretamente a tomada de decisão clínica.
👉 Deslize para revisar as principais aplicações na prática.
24/04/2026
🔬 As neoplasias lobulares, especialmente a hiperplasia lobular atípica (HLA) e o carcinoma lobular in situ (CLIS) fazem parte de um espectro de alterações proliferativas com características histológicas e implicações clínicas próprias.
Do ponto de vista morfológico, ambas compartilham a perda de coesão celular, classicamente associada à inativação da E-caderina, sendo a distinção entre elas baseada principalmente na extensão do acometimento lobular.
Mais do que lesões precursoras clássicas, HLA e CLIS são atualmente reconhecidas como marcadores de risco para o desenvolvimento de carcinoma invasivo, com aumento de risco bilateral.
Na prática, frequentemente se apresentam como achados incidentais em biópsias, o que torna fundamental a correlação rádio-patológica e a avaliação individualizada de cada caso.
A conduta deve considerar não apenas o subtipo histológico, mas também a concordância com os achados de imagem, a extensão da lesão e o contexto clínico da paciente, reforçando a importância de uma abordagem multidisciplinar.
São diagnósticos que exigem interpretação cuidadosa e decisão clínica bem fundamentada.
20/04/2026
Seu corpo muda e suas mamas também 💗
Ao longo da vida, cada fase traz transformações naturais que fazem parte do funcionamento do organismo. Entender esses ciclos é o primeiro passo para se conhecer melhor e saber diferenciar o que é esperado do que precisa de atenção.
Informação também é cuidado. Observe, conheça e, sempre que algo parecer diferente, procure avaliação especializada.
15/04/2026
Dúvidas reais da prática, direto dos alunos da Mentoria Mama Expert: RM de Mamas
Do preparo da paciente à interpretação no pós-operatório, são esses detalhes que fazem diferença na RM de mama no dia a dia.
E a verdade é: muitas das dúvidas que surgem na mentoria são exatamente as mesmas da prática clínica.
Por isso, transformar essas perguntas em discussão é parte essencial do processo.
Alguma dessas também já foi sua?
Me conta aqui nos comentários.
13/04/2026
A presença de prótese de silicone ainda levanta muitas dúvidas quando o assunto é diagnóstico do câncer de mama, principalmente pela ideia de que o implante poderia dificultar a visualização das lesões.
De fato, a mamografia pode ter redução de sensibilidade. No entanto, isso não se traduz em pior desfecho clínico.
Isso porque o rastreamento em pacientes com prótese não é feito de forma convencional: existe técnica específica, como o deslocamento do implante, que permite uma melhor avaliação do tecido mamário e de possível lesão. Além disso, exames complementares como a ultrassonografia e, quando indicada, a ressonância magnética ajudam a aumentar a acurácia diagnóstica.
Os estudos mostram que mulheres com silicone não apresentam aumento comprovado de mortalidade por câncer de mama, e o diagnóstico continua sendo feito de forma eficaz.
Ou seja: o silicone não impede o diagnóstico precoce mas reforça a importância de um rastreamento bem indicado e conduzido.
No carrossel, explico de forma clara o que realmente muda na prática. 💗
06/04/2026
Movimento também é prevenção.
A prática regular de atividade física está associada à redução do risco de câncer de mama, com evidências consistentes mostrando um impacto especialmente relevante em mulheres na pós-menopausa.
Estudos indicam que manter uma rotina ativa pode reduzir esse risco em até 20–30%, além de contribuir para o controle do peso corporal, regulação hormonal e diminuição de processos inflamatórios.
Mais do que performance, estamos falando de saúde a longo prazo.
Nestes Dias Mundial da Saúde e da Atividade Física, vale reforçar: incorporar o movimento na rotina é uma estratégia acessível e eficaz de cuidado com o corpo.
Seu corpo em movimento é um aliado na prevenção.
02/04/2026
O câncer de mama continua avançando no mundo, mas não da mesma forma para todas as mulheres.
Dados da The Lancet Oncology mostram que, mais do que o aumento dos casos, o que mais preocupa é a desigualdade nos desfechos. Encurtar o tempo entre a suspeita, a confirmação diagnóstica e o início do tratamento é uma das estratégias mais relevantes para impactar diretamente a sobrevida das pacientes.
Falar sobre câncer de mama hoje também é falar sobre acesso, organização do sistema de saúde e equidade no cuidado.
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