Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista
Médica Endocrinologista, formada em 1994 pela UERJ, residência médica em Endocrinologia e Metabologia
24/07/2026
Em cada país, a percepção do que é um bom atendimento pode ser diferente.
Quem chega à Itália pela primeira vez costuma se surpreender com algumas consultas médicas. Consultórios simples, atendimento objetivo e uma forma de comunicação que, para muitos brasileiros, pode parecer diferente do que estamos acostumados.
Mas será que isso signif**a uma medicina de menor qualidade?
Não.
A Itália conta com um sistema de saúde organizado, centros de referência reconhecidos internacionalmente, tecnologia de ponta e excelentes universidades médicas. Isso nos lembra que a qualidade da assistência não deve ser medida apenas pelo estilo do consultório ou pela nossa expectativa sobre como uma consulta deve acontecer.
Cada cultura constrói suas próprias expectativas sobre o que é um bom atendimento.
No Brasil, muitas vezes valorizamos uma consulta mais acolhedora e personalizada. Na Itália, a objetividade e a organização do sistema fazem parte da cultura médica. Problemas existem, como em qualquer lugar do mundo, mas compreender essas diferenças evita frustrações e torna a adaptação muito mais tranquila.
Se você está planejando morar na Itália e já faz algum tratamento de saúde, vale a pena chegar preparado. Organize seus laudos, receitas, exames mais recentes e um resumo do seu histórico médico. Sempre que possível, leve essa documentação traduzida para o italiano. Isso facilita a comunicação com os profissionais de saúde, contribui para a continuidade do tratamento e torna a adaptação ao sistema italiano muito mais segura.
Conhecer a cultura e entender como funciona o sistema de saúde local também faz toda a diferença. Muitas vezes, o que parece estranho à primeira vista é apenas uma forma diferente de organizar o cuidado.
E, se você quiser chegar à Itália com toda essa documentação organizada e mais segurança para dar continuidade ao seu tratamento, f**arei feliz em ajudar nesse processo.
22/07/2026
Mais do que compartilhar informações, meu objetivo é promover educação em saúde.
Ao longo da minha trajetória como endocrinologista, aprendi que cuidar de uma doença crônica vai muito além de prescrever medicamentos ou solicitar exames.
Signif**a ajudar cada pessoa a compreender sua condição, tomar decisões mais conscientes e participar ativamente do próprio tratamento.
Por isso, neste perfil você encontrará conteúdo baseado em evidências científ**as, explicado de forma clara, prática e responsável.
Também encontrará um espaço de acolhimento.
Acredito que informação de qualidade reduz o medo, combate a desinformação e fortalece a confiança para enfrentar os desafios que fazem parte do tratamento de doenças como diabetes, obesidade e doenças da tireoide.
Meu objetivo não é oferecer respostas prontas, mas compartilhar conhecimento que ajude você a compreender melhor sua saúde e conversar com mais segurança com sua equipe médica.
Se esse também é o seu jeito de enxergar o cuidado em saúde, seja muito bem-vindo(a).
Se quiser conhecer melhor meu trabalho, acompanhe o perfil. No link da bio você também encontra meu site, onde compartilho artigos e outros conteúdos educativos preparados com o mesmo compromisso: levar informação confiável para quem deseja aprender mais sobre saúde.
Qual tema relacionado à endocrinologia você gostaria de entender melhor? Conte nos comentários.
20/07/2026
Precisamos conversar sobre obesidade.
Cada número na balança conta uma história diferente.
O mesmo peso pode representar situações completamente distintas. Da mesma forma, duas pessoas com o mesmo IMC podem precisar de tratamentos diferentes. É por isso que, na medicina, não tratamos apenas números. Tratamos pessoas.
Cada processo de emagrecimento tem suas particularidades e deve ser conduzido com base em evidências científ**as, respeitando estudos, diretrizes e consensos médicos.
Uma pergunta que recebo com frequência é:
"Doutora, você é a favor ou contra as canetas?"
A resposta não cabe em um "sim" ou "não".
As canetas representam um dos maiores avanços no tratamento da obesidade nas últimas décadas. Elas mudaram a forma como cuidamos dessa doença, mas continuam sendo medicamentos. Não são sinônimo de estética nem uma solução isolada.
Como qualquer tratamento, possuem indicações, contraindicações, benefícios, riscos e precisam ser utilizadas com responsabilidade, respeitando cada etapa do processo e as características de cada paciente.
Quando tratamos obesidade, não buscamos apenas reduzir um número na balança. Precisamos controlar as comorbidades, prevenir o reganho de peso, incentivar a prática regular de atividade física, promover uma alimentação saudável, cuidar da saúde mental e, sempre que possível, contar com uma equipe multiprofissional.
Acima de tudo, precisamos entender que obesidade é uma doença crônica. E, como toda condição crônica, exige acompanhamento, planejamento e um tratamento individualizado.
É por isso que eu acredito em uma obesidade tratada com respeito. Respeito à ciência. Respeito ao processo. E, principalmente, respeito à pessoa.
18/07/2026
A consulta termina. O acompanhamento continua.
O cuidado com uma condição crônica não termina quando fechamos a porta do consultório.
É justamente no intervalo entre as consultas que surgem dúvidas, chegam os resultados dos exames e, às vezes, percebemos a necessidade de pequenos ajustes no tratamento.
Por isso, faço questão de acompanhar meus pacientes também nesse período.
A avaliação de exames, o esclarecimento de dúvidas e a revisão de condutas fazem parte desse processo de cuidado contínuo, sempre que isso puder ser realizado com segurança e sem a necessidade de uma consulta.
Quando a situação exige uma reavaliação mais ampla, uma nova consulta é o caminho mais adequado.
Acredito que tratar diabetes, obesidade e doenças da tireoide é caminhar ao lado do paciente. O tratamento acontece no dia a dia, e não apenas durante a consulta.
💬 Comente aqui embaixo: você valoriza esse acompanhamento entre uma consulta e outra?
13/07/2026
"Dra., qual é o diabetes mais grave?"
Essa é uma das perguntas que mais recebo no consultório.
Muitas pessoas que usam insulina carregam a sensação de que têm um diabetes "mais grave". Outras acreditam que o diabetes tipo 2 é "mais leve".
Quando entendemos melhor o diabetes, percebemos que essa comparação não faz sentido.
Os tipos de diabetes são diferentes. Têm causas, evolução e tratamentos próprios. Mas o que realmente muda o prognóstico é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
Mais do que esclarecer uma dúvida, desconstruir esse mito também é uma forma de cuidar.
Quem convive com diabetes já enfrenta desafios suficientes no dia a dia. Receber olhares, julgamentos ou perguntas baseadas em mitos ou desinformação também cansa, concorda?
Por isso, compartilhe esta informação.
Em algum momento, todos nós vamos conviver com alguém que vive com diabetes. Pode ser um familiar, um amigo, um colega de trabalho, um vizinho ou alguém da nossa convivência.
Hoje, estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros vivam com diabetes. Quanto mais pessoas compreenderem a doença, maior será nossa capacidade de acolher, reduzir preconceitos e contribuir para uma sociedade mais informada.
Porque informação é cuidado. 💙
08/07/2026
✔ Hoje começa uma nova série aqui no perfil: o Checklist do Diabetes.
O objetivo é revisar, de forma simples e baseada em evidências, cuidados que fazem parte do tratamento do diabetes.
Começamos por um tema que muitas vezes f**a em segundo plano: a vacinação.
Manter a vacinação em dia também faz parte do tratamento.
Além de ajudar a prevenir infecções, as vacinas reduzem o risco de complicações, internações e contribuem para uma melhor qualidade de vida.
Neste checklist, reuni as principais vacinas recomendadas para adultos com diabetes e esclareci uma dúvida frequente: nem sempre uma vacina recomendada pelas sociedades médicas está disponível para todos pelo SUS.
Lembre-se: a indicação deve sempre considerar sua idade, condições de saúde, histórico vacinal e as recomendações vigentes.
📌 Salve este post para consultar quando precisar.
💙 Compartilhe com quem também vive com diabetes. Informação de qualidade também é uma forma de cuidado.
Qual tema você gostaria de ver no próximo Checklist do Diabetes?
06/07/2026
O básico continua sendo um dos pilares do tratamento da obesidade.
Os novos medicamentos representam um dos maiores avanços da medicina e, quando há indicação, podem ser grandes aliados.
Mas eles não substituem aquilo que continua sendo a base do tratamento: alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, manejo do estresse e acompanhamento profissional.
O processo nem sempre é rápido, e tudo bem. A pressa pode atrapalhar a adesão e dificultar aquilo que realmente importa: construir resultados que possam ser mantidos ao longo do tempo.
O tratamento da obesidade é um projeto de longo prazo, e cada etapa tem o seu valor.
💬 E para você, qual é o maior desafio no processo de emagrecimento?
03/07/2026
🇧🇷🇮🇹 Começa hoje uma nova série por aqui: Conexão Saúde Brasil & Itália.
Ao longo dos últimos anos, percebi que muitos brasileiros que vivem ou pretendem viver na Itália sentem insegurança em relação ao sistema de saúde.
Em muitos casos, essa sensação não signif**a que o atendimento seja pior. Ela surge porque existem diferenças na organização do sistema, na forma de acesso aos serviços, em aspectos burocráticos e também em diferenças culturais que influenciam a maneira como o cuidado é oferecido e percebido.
Foi pensando nisso que nasceu esta série.
Meu objetivo é compartilhar informações confiáveis e ajudar você a compreender melhor as diferenças entre a saúde no Brasil e na Itália, para que essas diferenças sejam entendidas com mais tranquilidade e segurança.
Não será uma série sobre turismo.
Será uma série sobre saúde, organização do cuidado, diferenças culturais e burocráticas, sempre baseada em evidências e na experiência de uma endocrinologista entre duas realidades.
💙 Qual tema você gostaria de ver primeiro?
30/06/2026
Não. Precisar de insulina não signif**a que o seu diabetes piorou.
Em muitas situações, a necessidade de insulina acontece porque o pâncreas já não produz a quantidade de insulina que o organismo necessita.
Isso não signif**a que você fracassou nos seus cuidados.
As necessidades do tratamento podem mudar ao longo do tempo, e a insulina pode ser necessária para complementar aquilo que o organismo já não consegue produzir adequadamente.
Quando indicada, a insulina é necessária para manter a glicemia sob controle, reduzindo o risco de complicações crônicas e da piora clínica do diabetes.
Por isso, usar insulina não é uma derrota. É uma forma de proteger a sua saúde.
Você já ouviu esse mito ou conhece alguém que pensa assim? Conte nos comentários. 👇
26/06/2026
26 de junho | Dia Nacional do Diabetes
Hoje é um dia para conscientizar. Mas também para reconhecer.
Minha homenagem é para todas as pessoas que convivem com o diabetes.
Às que estão no início da jornada. Às que controlam a doença com mudanças no estilo de vida. Às que utilizam medicamentos. Às que vivem com múltiplas doses de insulina, bombas de infusão ou outras tecnologias.
Cada tratamento tem seus desafios. Cada conquista merece ser valorizada.
O diabetes faz parte da vida, mas não define quem você é nem o que é capaz de realizar.
Parabéns pela coragem, pela disciplina e pelo cuidado diário.
É um privilégio caminhar ao lado de vocês nessa jornada.
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