Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista

Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista

Compartilhar

Médica Endocrinologista, formada em 1994 pela UERJ, residência médica em Endocrinologia e Metabologia

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 12/10/2026

“Minha filha adolescente está com a insulina alta. O que fazer?”

Antes de transformar esse resultado em um diagnóstico, é importante lembrar que a puberdade é uma fase de mudanças metabólicas importantes.

Durante esse período, ocorre naturalmente uma redução temporária da sensibilidade à insulina, e o organismo pode produzir mais insulina para manter a glicose controlada.

Por isso, um valor de insulina de jejum acima da referência do laboratório, isoladamente, não diagnostica resistência à insulina em um adolescente. E mesmo quando há uma redução da sensibilidade à insulina relacionada à puberdade, isso não signif**a que ela será permanente.

Quando existe indicação de investigação metabólica, precisamos olhar o conjunto: história clínica, exame físico, fatores de risco e os exames adequados para cada situação.

E esse cuidado vai além do diagnóstico.

Muitos transtornos alimentares começam justamente na adolescência, uma fase em que a relação com a comida, o corpo e a própria imagem ainda está sendo construída. Impor restrições excessivas ou transformar determinados alimentos em motivo de culpa e medo pode ter consequências que vão muito além de um resultado laboratorial.

Da mesma forma, metformina pode ter indicações específ**as nessa faixa etária, mas não deve ser prescrita simplesmente para “tratar uma insulina alta”.
Um adolescente não pode ser rotulado por um número no exame.

Cuidar da saúde metabólica também signif**a saber quando investigar, quando tratar e quando não transformar um achado laboratorial em doença.
Compartilhe este post com quem tem filhos adolescentes.

E acompanhe o próximo: vamos conversar sobre outra pergunta importante — devemos dosar insulina indiscriminadamente na adolescência?

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 30/09/2026

Uma dúvida muito comum que surge na consulta é sobre a insulina no exame:

“Minha insulina está alta. E agora? Tenho resistência à insulina?”

A preocupação é compreensível, principalmente quando o resultado aparece fora do valor de referência do laboratório. Mas a interpretação não é tão simples.
Resistência à insulina signif**a que os tecidos respondem menos à ação da insulina. Como compensação, o pâncreas pode produzir mais insulina para conseguir manter a glicose controlada.

Mas uma insulina de jejum elevada, isoladamente, não é suficiente para estabelecer esse diagnóstico.

E o HOMA-IR?

Ele é um índice calculado a partir da glicose e da insulina em jejum e pode ser útil na avaliação da resistência à insulina. O cálculo é objetivo, mas sua interpretação exige cuidado: não existe um ponto de corte universal que possa ser aplicado a todas as pessoas e populações.

É diferente, por exemplo, da glicose, para a qual temos critérios diagnósticos bem estabelecidos, ou do colesterol, cuja interpretação e metas são orientadas por diretrizes e pelo risco cardiovascular.

Na resistência à insulina, precisamos olhar além do número: história clínica, exame físico, alterações metabólicas e sinais que podem estar associados também fazem parte da avaliação.

Exames ajudam. Mas quem precisa ser avaliado é você.

Você já recebeu um resultado de insulina ou HOMA-IR e ficou em dúvida sobre o que ele signif**ava? Conte-me nos comentários.

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 28/09/2026

Insulina prejudica a visão?

Esse é um medo que ainda aparece com frequência — e existe uma razão para essa associação ter se perpetuado.

Muitas pessoas começam a usar insulina depois de anos convivendo com o diabetes. Nesse momento, alterações na retina podem já estar presentes e acabam sendo atribuídas ao tratamento que acabou de começar.

Mas é importante separar as coisas: a insulina não causa retinopatia diabética.

Existe, porém, uma nuance importante. Quando a glicemia esteve muito elevada por algum tempo, uma redução muito rápida pode provocar alterações temporárias da refração e, em pessoas que já apresentam retinopatia, pode ocorrer piora transitória da doença.

Por isso, ao iniciar ou intensif**ar o tratamento, avaliamos cada pessoa individualmente e buscamos melhorar o controle glicêmico de forma segura.
No longo prazo, é justamente o bom controle do diabetes que ajuda a proteger a visão e a reduzir o risco de progressão da retinopatia.

Não tenha medo da insulina por causa desse mito.

Informação também faz parte do tratamento.

26/09/2026

Prescrever o tratamento adequado é uma parte fundamental da consulta.

Mas uma prescrição não existe sozinha.

Existe uma pessoa que precisa colocá-la em prática — com sua rotina, suas dificuldades, suas possibilidades e seus limites.

Por isso, cuidar também é entender esse contexto e construir, junto com o paciente, caminhos para que o tratamento seja possível.

Porque não basta que ele esteja correto no papel.
Ele precisa funcionar na vida real.

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 22/09/2026

Magnésio para dormir.
Magnésio para ansiedade.
Magnésio para memória.
Magnésio para cãibras.

Com tantas opções, f**a fácil acreditar que existe um tipo certo para cada problema.

Mas não é bem assim.

Citrato, bisglicinato, malato, treonato, óxido e outras formulações têm diferenças reais — como quantidade de magnésio elementar, absorção e tolerabilidade gastrointestinal.

O que ainda não temos são evidências sólidas para transformar essas diferenças em uma indicação específ**a para cada sintoma.

Existem estudos avaliando o magnésio para sono, ansiedade, cognição e outras condições. Alguns apresentam resultados interessantes, mas, de modo geral, os estudos ainda são pequenos, heterogêneos ou apresentam resultados inconsistentes.

Isso é bem diferente de dizer que existe um “magnésio para dormir”, um “magnésio para ansiedade” ou um “magnésio para memória”.

Quando há deficiência ou uma indicação clínica específ**a, o magnésio pode, sim, ser necessário. Nesses casos, a escolha da formulação considera dose, absorção, tolerabilidade e as características de cada situação.

Suplementar sem necessidade não é sinônimo de cuidar melhor da saúde.

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 19/08/2026

Quando mudamos de fuso horário, não podemos simplesmente olhar para o relógio e manter determinados medicamentos no mesmo horário que usávamos em casa. Precisamos considerar também quantas horas realmente se passaram entre uma dose e outra.

Vamos pensar em uma insulina basal aplicada uma vez ao dia, sempre às 8h da manhã.

Se viajamos para um destino 5 horas à frente e, ao chegar, simplesmente aplicamos novamente às 8h pelo horário local, aquela primeira dose será feita apenas 19 horas depois da anterior — e não após 24 horas.
É por isso que a conta do fuso importa.

Dependendo da insulina utilizada, do esquema de tratamento e do horário que será mais conveniente no destino, pode ser necessário planejar uma transição para um novo horário.

Não existe uma regra única para fazer esse ajuste. Ele deve ser individualizado e, especialmente no caso da insulina, planejado com o médico que acompanha você.

E o planejamento da viagem não termina no horário das doses: medicamentos, insulina e insumos devem permanecer com você durante o voo. Se a companhia aérea solicitar o despacho da mala de cabine, retire-os antes e mantenha-os com você.

✈️ Seu tratamento também faz parte do planejamento da viagem.

Vai viajar ou conhece alguém que usa medicação contínua? Salve este post para consultar antes de embarcar e compartilhe com quem pode precisar dessas informações.

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 12/08/2026

Os novos medicamentos mudaram a história do tratamento da obesidade — e isso precisa ser reconhecido.

Mas talvez, justamente porque temos ferramentas tão ef**azes, seja ainda mais importante lembrar que tratar uma doença crônica nunca deveria signif**ar escolher uma ferramenta e resumir todo o processo a ela.

Há pessoas que terão indicação e excelente resposta. Outras não poderão usar. Algumas não vão tolerar. Para outras, o custo será uma barreira. E há também quem, depois de entender possibilidades, benefícios e limites, prefira seguir outro caminho.

Nenhuma dessas situações deveria encerrar a conversa sobre tratamento.

E mesmo quando a medicação é a escolha, existe muito além da prescrição: objetivos possíveis, acompanhamento, alimentação, movimento, saúde metabólica, qualidade de vida, avaliação de resposta e decisões que podem mudar ao longo do caminho.

Obesidade é uma doença crônica.

O tratamento precisa caber na vida de quem convive com ela — e não o contrário.

Ir além do óbvio talvez seja justamente isso: usar tudo o que a medicina hoje pode oferecer, sem deixar de enxergar quem está diante de nós.

Curso Itália da Giulia — Scuola Azzurra 12/08/2026

Curso Itália da Giulia — Scuola Azzurra Dê voz à sua versão italiana. Mais de 14 mil alunos falam italiano com confiança, leveza e orgulho.

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 10/08/2026

“Insulina faz mal para os rins?”

Essa é uma dúvida que ainda aparece no consultório — e existe uma razão para essa associação.

Muitas pessoas iniciam insulina depois de anos de diabetes descompensado, justamente quando algumas complicações podem já estar presentes. E aquilo que aconteceu depois acaba sendo confundido com aquilo que causou o problema.

Mas é importante deixar claro: a insulina não causa dano aos rins.

A glicose elevada por muito tempo, sim, pode comprometer a função renal. E, quando a insulina está indicada, melhorar o controle glicêmico faz parte do cuidado.

Mesmo quem já tem doença renal pode usar insulina. Nesses casos, as doses precisam ser individualizadas e acompanhadas, porque a necessidade de insulina pode mudar conforme a função dos rins.

Medo e desinformação não devem atrasar um tratamento necessário.

Você já tinha ouvido que insulina fazia mal para os rins?

Photos from Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista's post 07/08/2026

Muita gente ainda associa o cuidado com o diabetes a uma vida cheia de proibições.

Mas o tratamento mudou — e a forma de falar sobre ele também precisa mudar.

Educação em diabetes é uma parte fundamental desse processo. Estratégias como a contagem de carboidratos ajudam a entender melhor a relação entre alimentação e glicemia e permitem tomar decisões com mais autonomia e liberdade.

Cuidar não é proibir. É aprender a tomar decisões.
E autonomia não signif**a esquecer que o diabetes existe.

Justamente porque muitas vezes ele não dói e não dá sintomas, é fácil adiar consultas, exames e cuidados. Mas um bom acompanhamento faz diferença e as complicações do diabetes podem ser prevenidas.

Não precisamos de terrorismo para falar sobre isso.
Precisamos de informação, consciência e participação ativa no tratamento.

No fim, talvez a relação mais importante a construir seja esta:
seja o melhor amigo do seu diabetes.

Você sente que ainda existe muita ideia de proibição quando se fala em diabetes?

Quer que seu negócio apareça em primeiro lugar na categoria Salão De Beleza em Rio de Janeiro?
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.

Categoria

Telefone

Endereço


EStrada Dos Três Rios 1200/418
Rio De Janeiro, RJ
22745-005

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviaremos um e-mail para você quando Dra. Ilara Schiavo Endocrinologista publicar novidades e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado para nenhum outro fim, e você pode cancelar a inscrição a qualquer momento.

Inscreva-se

Avisaremos você sempre que algo acontecer em Rio de Janeiro.