Adi Studio Yoga e Massoterapia
Um espaço de autocuidado e autoconhecimento.
Inter Legere!
Para os cínicos de plantão, vamos aprender, então, a usar a inteligência para expandir a inocência.
Para que exista uma escolha, é necessário que estejamos abertos a observar as opções e as situações com uma cara nova. Não é sobre nos colocarmos no papel de tolos, mas sobre aprender a observar a situação com doçura, a ponto de não deixarmos que os fantasmas do passado corrompam nossas escolhas.
Aprendendo, assim, que muitas vezes precisamos dar um voto de confiança à vida!
Ps.: esse cínico somos nós mesmos. E aparece todas as vezes em que acreditamos já saber onde “isso vai dar”.
Sejamos humildes e aceitemos que “só sei que nada sei” e que a vivência, por mais importante que tenha sido, foi uma porta de entrada, não de fechamento.
Para mim, inteligência é saber observar as opções, e não se fechar em um mundo de cinismos onde acreditamos já saber.
Hoje me faltava inspiração. E as vezes faltar inspiração é na própria vida. A desmotivação chega para todos, por isso, em algum momento precisamos REinspirar-nos. Voltar a nos motivar e encontrar beleza.
E hoje foi assim. Uma prática que não começou fluida, não começou leve. Nem sequer posso dizer que foi uma “boa prática”. Mas é isso tem dias que a voz não sai perfeita, as ações saem tortas, as palavras atravessadas. Mas mesmo assim seguimos. Porque justamente nestes dias que nos reencontramos uma e outra vez no decorrer da vida. E é importante saber habitar cada um destes dias.
E com isso ,Saraswati, mesmo que baixinho e quase interno, vem ganhando espaço. Não com perfeição,mas com o que eu pude vivenciar hoje.
❗️AstroTarô : sexta-feira às 20h ❗️
04/08/2026
A carta desta semana, Hierofante, se deparou com uma aula de Vedānta e, incrivelmente, haha, as palavras se encontraram. Aquela dúvida que vinha se formando através do Hierofante foi iluminada pelo professor.
Quando tratamos da individualidade, é muito comum pensarmos em dois extremos: ou sou parte de um todo, ou sou um ser individual. É justamente aí que começa a nossa confusão, porque nenhuma dessas perspectivas impede a outra.
Algo nos permeia, e esse algo é um só. Mas nós somos manifestações individuais dessa mesma realidade.
A questão não está em negar a individualidade. Também não está em sustentar que, por sermos parte de um todo, precisamos assumir uma espécie de papel de clonagem. Cada forma de vida e cada pessoa ocupa uma função própria. A consciência de que esse papel é transitório não retira a existência do papel.
Talvez se trate de assumir a nossa realidade tal como ela se apresenta, sem perder a consciência de que somos permeados por algo maior.
É enlouquecedor e libertador ao mesmo tempo.
Mas deixo um cuidado, não tentem viver uma vida em que estão constantemente buscando outra realidade e chamando isso de dharma. Em alguns momentos, essa busca pode ser apenas uma forma de não assumir a realidade que já está diante de nós, procurando nela meios de evasão.
👇 Mas não devo ter individualidade? 👇
O eclipse tende a silenciar o movimento externo para que possamos recolher a energia e voltar a atenção para dentro. E o Hierofante, como símbolo, nos lembra que também existe brilho em ser ordinário.
Talvez seja justamente quando soltamos a necessidade de exteriorizar o nosso brilho, esvaziamos o copo e nos permitimos receber um conhecimento que algo começa verdadeiramente a ser transmitido. Para aprender, precisamos aceitar, ainda que por um instante, a condição de sermos apenas mais um entre tantos.
A necessidade de afirmar constantemente a própria individualidade talvez seja uma das coisas que mais nos pesam nos tempos de hoje. Parece que buscamos um espaço no qual possamos ser reconhecidos como únicos e que, justamente por essa singularidade, mereçamos pertencer.
Mas o Hierofante nos oferece outro caminho: não precisamos ser extraordinários para fazer parte.
Não é necessário ser mais do que se é. Não é necessário ser mais do que ordinário.
Isso não significa não ter individualidade. Significa não se apegar a ela a ponto de já não conseguirmos nos perceber como parte de um todo. Antes de ser afirmada, talvez a individualidade precise encontrar raízes em algo que a antecede e a ultrapassa.
O Hierofante fala da passagem de um conhecimento que não começou em nós e que não terminará em nós. Uma tradição que nos antecede, nos atravessa e nos oferece pertencimento a algo maior.
Talvez seja justamente aí que esteja o paradoxo: quando já não precisamos ser extraordinários, podemos descobrir o que existe de incrível em sermos ordinários.
E amanhã teremos Astrotarô para ver esses movimentos de Agosto 🙏🏻
Diante de uma prática, é muito comum querermos organizar e compreender. Mas a verdadeira prática acontece justamente quando vivenciamos a coisa tal como ela é… e depois, apenas depois, podemos nos dar ao luxo de compreender. Ou melhor, de integrar.
Acredito firmemente que a prática não precisa ser compreendida. Não é sobre a maneira como fazemos, mas sobre o quanto nos desmontamos diante de algo maior. E aí nos encaminhamos à devoção.
Desmontar, em parte, é deixar por um momento a individualidade de lado, é perceber a imensidão de sermos tão pequenos.
E esse mantra nos lembra que não é sobre conquistar algo. É sobre simplesmente nos entregarmos a isso que já existe como um todo.
P.S.: Existem momentos em que precisamos deixar o caos se instaurar em nossas vidas.
Parabéns, você já é estruturado. E agora, o que vai fazer com essa estrutura tão sólida que construiu?
Gosto muito da analogia de imaginar um recipiente sólido que vamos enchendo de coisas. Se não deixarmos essa estrutura permeável, acredite: em algum momento, ela romperá as paredes.
A permeabilidade, às vezes, nos convida a deixar que o caos se instale, a permitir que nossas barreiras percam força e a perceber o que brota quando soltamos um pouco o controle.
Tem dias em que a vida simplesmente nos convida a apreciar. A perceber a matéria não como um obstáculo ao divino, mas como um dos lugares onde ele pode ser vivido.
Pārvatī e Shiva nos trazem esta integração. A expansão encontra forma na contenção, enquanto o silêncio não precisa negar a manifestação. Não são dois lados que disputam entre si, mas movimentos que se sustentam e se completam.
Essa integração nos convida a vivenciar os dois movimentos. A reconhecer que o divino não precisa ser procurado apenas para além das formas, pois já pode ser experimentado no corpo, nos vínculos e na própria vida que se manifesta.
O divino se assenta na matéria, assim como a matéria ascende ao divino.
E somos convidados a nos INSpirar a Viver. Palavra bonita essa, não ? Inspiração. Que nos permita-mos ser inspirados.
Om Namah Shivaya!
Me deparei com esta música hoje e foi uma delícia a prática 🙏🏻
Nataraja a dança divina do ciclo finito e impermanente. Nos relembra como o tempo escorrega entre nossos dedos. E quanto mais tentamos agarra-lo mais o perdemos.
Shiva como o senhor da dança representa o ciclo cósmico de criação, destruição e renovação. E nos convida a dançar com ele ao som do universo.
O impulso nos rege através do movimento, mas esse movimento não acontece por uma construção sólida ou por estruturas rígidas. Aqui nos deparamos com o justo momento em que algo interno nos pede movimento, ainda sem forma, ainda sem estrutura.
Qual é essa coisinha interna que está nos chamando, mesmo sem forma, mesmo sem estrutura? O que já começou a se mover dentro de nós antes mesmo que possamos compreender exatamente para onde isso nos leva?
O impulso não precisa chegar como uma certeza. Muitas vezes ele aparece apenas como uma inquietação, uma sensação ou uma pequena vontade que ainda não sabemos explicar.
Não existe um caminho inteiro desenhado. Existe apenas algo nos dizendo que talvez já não possamos permanecer exatamente onde estávamos.
E talvez o primeiro movimento seja justamente este: escutar.
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