Dra. Raíssa Moreira Lima

Dra. Raíssa Moreira Lima

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Presidente da AMO - Associação Maranhense de Oftalmologia .Cirurgia de Catarata , Glaucoma , Pter?

25/09/2026

Essa é uma das dúvidas mais frequentes de pais no consultório: existe uma idade mínima para começar a usar lentes de contato?

A resposta direta é: não existe um número fixo que sirva para todo mundo. O que determina se uma criança ou adolescente pode usar lentes de contato com segurança não é a idade isolada, mas a maturidade para seguir a rotina de higiene corretamente e a supervisão oftalmológica constante.

Na prática, muitas crianças a partir dos 8 ou 10 anos já demonstram capacidade de manusear lentes com segurança, especialmente quando há motivação própria, como prática de esportes, e acompanhamento adequado dos responsáveis.

Por outro lado, adolescentes mais velhos que não seguem rotina de higiene com disciplina podem não ser bons candidatos, independentemente da idade.

O critério real é individual: maturidade comportamental, tipo de lente indicada, condição ocular, e disposição da família para acompanhar de perto no início.

Seu filho já pediu pra usar lente de contato? Conta aqui com quantos anos ele está, tenho curiosidade de ver as respostas.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

23/09/2026

Olhos cansados, visão embaçada, dor de cabeça no fim do dia. Se isso é familiar, você pode estar convivendo com a síndrome da visão de computador.

Segundo a Associação Brasileira de Oftalmologia, até 90 por cento das pessoas que usam telas por mais de duas horas por dia apresentam algum sintoma dessa condição.

Ela vai além do olho seco. O conjunto de sintomas inclui fadiga ocular, ardência, visão turva, dor nos ombros e no pescoço, e até interferência na qualidade do sono, já que a luz azul das telas afeta a produção de melatonina.

A causa principal é comportamental: ao fixar o olhar na tela, piscamos menos, o que resseca os olhos. Somado a isso, más posturas de pescoço e cabeça na frente do computador geram tensão muscular que se reflete até na experiência visual.

O tratamento não costuma exigir nada complexo. A regra 20-20-20 ajuda muito: a cada 20 minutos, olhe para algo a 20 pés (cerca de 6 metros) de distância por 20 segundos. Ajustar a altura do monitor na linha dos olhos, cuidar da iluminação do ambiente, e usar lubrif**ante ocular quando indicado também fazem diferença.

Quantos desses sintomas você sente agora mesmo? Conta aqui embaixo. Se persistirem mesmo com os ajustes, pode haver um grau visual não corrigido por trás, vale agendar uma avaliação.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

22/09/2026

Setembro Safira também é sobre reconhecer quando a lente de contato deixa de ser conforto e passa a ser necessidade.

No ceratocone, a córnea vai mudando de forma progressivamente, f**ando mais afinada e curvada de maneira irregular. Isso distorce a visão de um jeito que os óculos comuns, feitos para corrigir formas regulares, não conseguem acompanhar.

Em estágios moderados e avançados da doença, pacientes com ceratocone costumam relatar que "nenhum óculos f**a bom". E realmente não f**a, porque o problema não é o grau, é a irregularidade da superfície corneana.

É nesse cenário que as lentes de contato rígidas gás permeáveis fazem diferença real. Elas criam uma nova superfície regular sobre a córnea irregular, permitindo que a luz seja focada corretamente. Para muitos pacientes, é a diferença entre enxergar embaçado e enxergar com nitidez novamente.

Além das lentes, o crosslinking de córnea é outro recurso importante, usado para frear a progressão da doença.

Você conhece alguém que já ouviu "nenhum óculos resolve"? Marca essa pessoa aqui, pode ser ceratocone.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

Photos from Dra. Raíssa Moreira Lima's post 21/09/2026

Semana passada, uma mãe trouxe o filho ao consultório contando que já era a terceira troca de óculos em dois anos. "O grau dele só sobe, isso é normal, doutora?" Essa pergunta é mais comum do que parece, e a resposta muda a forma de tratar.

Óculos e lentes de contato convencionais corrigem a visão no momento, mas não impedem que a miopia continue avançando ano após ano. Em muitas crianças, o grau aumenta continuamente até o olho parar de crescer, geralmente por volta dos 20 anos.

As Diretrizes Brasileiras para Controle de Miopia, publicadas nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e pela Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea (SOBLEC), reúnem estratégias específ**as para desacelerar essa progressão: colírios de atropina em baixíssima concentração, lentes de contato especiais desenhadas para esse fim, e aumento do tempo de exposição à luz natural ao ar livre.

Por que isso importa tanto? Porque miopia alta na vida adulta carrega risco maior de complicações sérias, como descolamento de retina, glaucoma e degeneração macular.

Controlar a progressão desde a infância não é sobre "evitar óculos", é sobre proteger a saúde ocular do seu filho para décadas à frente.

O grau do seu filho também sobe a cada consulta? Vamos conversar sobre estratégias de controle numa avaliação.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

18/09/2026

Olho seco costumava ser associado principalmente ao envelhecimento. Isso está mudando.

Um estudo conduzido pela Aston University, no Reino Unido, encontrou pelo menos um sinal clínico de olho seco em 90 por cento dos participantes entre 18 e 25 anos avaliados. Ao longo de um ano de acompanhamento, 56 por cento já apresentavam diagnóstico confirmado da condição.

O principal fator associado foi o tempo de exposição a telas, em média 8 horas por dia entre os jovens avaliados. Isso acontece porque, ao fixar o olhar em uma tela, a frequência do piscar cai signif**ativamente. Piscar menos signif**a menos distribuição da lágrima sobre a superfície ocular, o que acelera a evaporação e resseca o olho.

O que antes era considerado um problema típico da terceira idade hoje já é chamado por alguns especialistas de "epidemia comportamental", por conta da relação direta com hábitos digitais.

Sintomas como ardência, sensação de areia, vermelhidão e visão turva ao final do dia não devem ser normalizados, mesmo em pessoas jovens.

Você, ou alguém que você conhece com menos de 25 anos, sente isso todo dia? Marca essa pessoa nos comentários. Se reconheceu esses sintomas, vale marcar uma avaliação.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

Photos from Dra. Raíssa Moreira Lima's post 16/09/2026

"LASIK, SMILE ou PRK: qual é melhor pra mim?" É provavelmente a pergunta que mais ouço em consulta pré-cirúrgica de refrativa. A resposta nunca é igual de um paciente para o outro, e aqui explico o porquê.

PRK remove a camada mais superficial da córnea antes de aplicar o laser de correção. É uma das técnicas mais antigas e ainda muito utilizada, especialmente em córneas mais finas. A recuperação visual costuma ser um pouco mais lenta, com maior desconforto nos primeiros dias.

LASIK cria uma fina camada na córnea, chamada flap, aplica o laser por baixo dela, e a reposiciona ao final do procedimento. É a técnica mais conhecida e popular, com recuperação visual mais rápida.

SMILE é uma técnica mais recente, que remove uma pequena porção de tecido corneano (a lentícula) através de uma micro-incisão, sem criar o flap usado no LASIK. Isso reduz a agressão à superfície ocular e pode signif**ar menos ressecamento no pós-operatório.

Nenhuma dessas técnicas é superior de forma absoluta. Cada uma tem indicações específ**as conforme a espessura da córnea, o grau de refração, o formato da superfície ocular e o estilo de vida do paciente.

A decisão correta nasce de uma avaliação completa, com exames detalhados de córnea. Se você já pesquisou sobre isso mas ainda tem dúvida sobre qual seria indicada pro seu caso, marca uma consulta com a gente.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

15/09/2026

A cirurgia refrativa para correção de miopia, hipermetropia e astigmatismo passou por uma evolução importante nos últimos anos.

Os equipamentos de última geração de tecnologia SMILE, segundo dados do próprio fabricante, já executam a etapa a laser em menos de 10 segundos por olho, contra cerca de 30 segundos das versões anteriores (fonte: dados técnicos do equipamento VisuMax 800, ZEISS). O foco atual da tecnologia é reduzir a agressão ao tecido da córnea, o que impacta diretamente na velocidade e no conforto da recuperação.

Isso não signif**a que toda cirurgia é igual, ou que toda pessoa é candidata à mesma técnica. Fatores como espessura da córnea, grau de refração, formato da superfície ocular e estilo de vida definem qual abordagem é mais indicada em cada caso.

O que se mantém constante é a importância da avaliação pré-operatória completa, incluindo topografia de córnea e exames de espessura corneana, para garantir segurança e previsibilidade de resultado.

Você imaginava que a etapa a laser fosse tão rápida? Comenta aqui embaixo.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

14/09/2026

"Depois da cirurgia, nunca mais preciso de óculos?" É a primeira pergunta de quase todo paciente que vem conversar sobre cirurgia de catarata. A resposta certa começa explicando as opções de lente.

A cirurgia de catarata evoluiu muito nos últimos anos, e as lentes intraoculares acompanharam essa evolução. Em 2026, existem lentes com materiais biomiméticos que se adaptam melhor às condições de luminosidade do ambiente, reduzindo efeitos colaterais comuns em gerações anteriores de lentes multifocais, como halos ao redor de luzes durante a noite.

Essas lentes buscam entregar visão nítida em múltiplas distâncias, perto, intermediário e longe, com maior conforto visual no dia a dia.

Isso não signif**a que toda pessoa que vai operar catarata precisa dessa tecnologia. A escolha da lente depende do estilo de vida, das expectativas visuais e de uma avaliação criteriosa das condições do olho. Pacientes com alterações específ**as na retina ou na córnea, por exemplo, podem não ser candidatos ideais a determinadas lentes premium.

Por isso, a decisão sempre passa por uma consulta detalhada, onde as opções são explicadas com transparência, sem promessa fechada de resultado.

Está se preparando para cirurgia de catarata e ainda não entendeu todas as opções de lente? Vamos conversar numa consulta pré-cirúrgica.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

11/09/2026

Em 2024, saiu um relatório que me fez repensar como eu falo sobre exame de vista com meus pacientes mais velhos.

A Lancet Commission on Dementia Prevention, Intervention and Care, comissão internacional de referência em prevenção de demência, atualizou sua lista de fatores de risco modificáveis e incluiu, pela primeira vez, a visão não corrigida entre eles, com base em duas grandes meta-análises. Segundo o relatório, esse fator isolado pode responder por cerca de 2% dos casos de demência no mundo que poderiam ser evitados (fonte: Lancet Commission on Dementia Prevention, Intervention and Care, 2024).

A explicação não é misteriosa: quando você enxerga mal, tende a se engajar menos com o ambiente, ler menos, socializar menos, sair menos de casa. Todo esse menor estímulo sensorial e social impacta a saúde cerebral ao longo do tempo.

A parte importante dessa história é que a maior parte da deficiência visual em idosos é evitável ou corrigível: catarata, erros refrativos não corrigidos, glaucoma não tratado. Cuidar da visão nessa fase da vida não é só sobre enxergar melhor, é sobre manter engajamento com a vida.

Isso te surpreendeu tanto quanto me surpreendeu? Conta aqui nos comentários.

Se você tem um familiar mais velho que evita atividades porque “não enxerga direito”, talvez seja hora de uma avaliação oftalmológica completa.

Dra. Raissa Moreira Lima - CRM MA 3186 | RQE 1882

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