Estomaterapiaparavc

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👩‍⚕️🤵 Cuidado especializado em estomias, feridas e incontinências.
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21/05/2026

5 trabalhos aprovados no Congresso Paulista de Estomaterapia.

3 como autor principal.
2 como coautor.

Mas o mais importante, para mim, foi perceber que todos os temas têm algo em comum: a tentativa de pensar o cuidado de forma mais ampla e mais humana.

Os trabalhos falam sobre: navegação assistencial, gestão da complexidade clínica, storytelling, cuidados paliativos e inteligência artificial.

E foi muito especial construir isso ao lado de pessoas que admiro: Marcela Hashimoto, Angela Bocara, Gleidson Dutra José Luís , Geysiane Rocha e alunas da pós-graduação em Estomaterapia da USCS.

Na próxima semana também estarei no Congresso Feridas apresentando outra palestra sobre inteligência artificial e Estomaterapia.

Vai ser uma semana intensa, mas muito significativa.

Mais do que números, fico feliz por participar de discussões atuais e relevantes para o futuro da Estomaterapia.

Um abraço

Edson

20/05/2026

“Antes da medicação, do curativo e da rotina… existe gente cuidando de gente.”

Hoje, 20 de maio, é dia de quem está presente nos momentos mais difíceis.

Quem acolhe quando o paciente sente medo.

Quem percebe no olhar o que muitas vezes ninguém disse.

Quem segue firme mesmo cansado, porque entende que cuidado também é presença.

Técnicos e auxiliares de enfermagem são parte da força silenciosa que sustenta a assistência todos os dias.

São mãos que confortam. Olhares atentos que salvam.

Profissionais que transformam procedimentos em cuidado humano.

Meu carinho, respeito e admiração a cada técnico e auxiliar de enfermagem que faz diferença na vida de tantas pessoas, muitas vezes sem receber o reconhecimento que merece.

Feliz Dia dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem. 💙

Obrigado a todos!

Um abraço,

Edson

CuidadoHumano DiaDoTecnicoDeEnfermagem

17/05/2026

Neste final de semana ministrei aula sobre queimaduras na pós-graduação em Estomaterapia da USCS – campus São Paulo.

O foco não foi apenas técnica. Foi raciocínio clínico.

Discutimos casos, decisões difíceis, evolução de lesões e os desafios reais que aparecem quando o protocolo sozinho não responde todas as perguntas.

Porque no cuidado ao paciente queimado, executar bem importa. Mas decidir bem importa ainda mais.

Muito bom compartilhar conhecimento em um curso acreditado pela SOBEST e coordenado pela professora Geysiane, em um ambiente de troca qualificada e discussão crítica.

Ensinar vai muito além de transmitir conteúdo.
É ajudar profissionais a desenvolverem segurança, critério e capacidade de decisão diante da complexidade clínica real.

Um abraço,

Edson

12/05/2026

🩺 12 de Maio

Dia Pentadimensional, Pangaláctico, Multiversal, Atemporal da Enfermagem.

Ou, como é mais conhecido: Dia Internacional da Enfermagem.

No Brasil, a data passou a ser comemorada oficialmente em 1938, por decreto do governo Vargas, em homenagem ao nascimento de Florence Nightingale (12/05/1820), marco histórico para a profissão.

Já a Semana da Enfermagem, instituída em 1960 no governo Juscelino Kubitschek, vai de 12 a 20 de maio — encerrando com a data do falecimento de Ana Néri (20/05/1880), pioneira da enfermagem no Brasil.

Durante essa semana, acontecem eventos educativos, ações culturais, rodas de conversa, campanhas e iniciativas de valorização. É um tempo de reforçar o orgulho, reconhecer as lutas e celebrar o cuidado que sustenta o nosso sistema de saúde.

🌱 O nosso reconhecimento a todos os profissionais da enfermagem.

Força para todos nós!

Um abraço,

Edson

11/05/2026

Nos últimos tempos venho estudando a relação entre inteligência artificial e o cuidado na Estomaterapia.

Escrevi sobre isso. Palestrei sobre isso. Debati sobre isso.

E cheguei a uma conclusão que vai contra o que muita gente está dizendo por aí.

No dia 28 de maio vou apresentar essa conclusão no 3º Congresso Feridas, em São Paulo.

Se você vai estar lá, me encontre depois da palestra.

Se não vai, continua me acompanhando aqui. Nos próximos dias vou trazer mais do que vou falar no palco.

Um abraço,

Edson

07/05/2026

A ferida tinha todas as características de úlcera venosa.

Localização. Aspecto. Histórico.

Uma IA treinada em padrões teria sugerido terapia compressiva.

Mas a paciente tinha dor 10.

Dez.

Esse número não estava no padrão. Estava no rosto dela.

Terapia compressiva numa úlcera arterial não tratada pode levar à amputação do membro.

Escolhi uma espuma com analgésico. A ferida respondeu.

A IA não errou porque é burra.
Errou porque não estava na sala.
Não viu a dor.
Não ouviu a paciente.

Algoritmo reconhece padrão.
Enfermeiro reconhece pessoa.
Essa diferença tem nome: julgamento clínico.

No dia 28 de maio vou aprofundar esse tema no 3º Congresso Feridas, em São Paulo.

Um abraço,

Edson

05/05/2026

A inteligência artificial pode sugerir a cobertura certa.

Pode identificar o padrão certo.
Pode até acertar na maioria das vezes.

Mas ela não conhece seu paciente.
Não viu a expressão dele ontem.
Não sabe o que ele não te contou.

A IA processa dados.
Você processa contexto, ética e presença.

Quando a máquina erra, é um bug.

Quando o enfermeiro erra confiando cegamente nela, é uma decisão.

E decisão tem nome.

No dia 28 de maio vou falar sobre isso no 3º Congresso Feridas, em São Paulo.

Se você vai estar lá, me encontra.

Um abraço,

Edson

13/04/2026

Quando o plano está certo, mas a ferida piora...

Recentemente, conversando com minha amiga Elaine Cristina Ferreira, da página , sobre alguns casos, chegamos em um ponto que quem trabalha com feridas conhece muito bem.

Nem sempre o problema é clínico. Muitas vezes, é o que está em volta.

Você avalia. Prescreve. Explica. E sai com a sensação de que fez tudo certo.

E mesmo assim a ferida piora. Mas não por erro e sim porque o cuidado não depende só de você.

Depende de quem está em casa.
Depende se tem água.
Depende se alguém consegue ajudar.
Depende se o material vai ser comprado.
Conflito familiar.

No atendimento domiciliar, isso aparece sem filtro.

Você entra em casa. Vê a realidade. Vê a família tentando dar conta.

E entende rápido.
O problema não é falta de orientação. É falta de condição.

E isso pesa. Bate uma sensação de derrota. De fracasso.

Porque você sabe o que deveria ser feito. Mas também sabe que nem tudo é possível.

Na estomaterapia, isso não é exceção. É rotina.

Talvez uma das partes mais difíceis do cuidado seja essa. Adaptar sem perder o critério. Fazer o melhor possível dentro do que existe.

Porque no fim, o cuidado não acontece no protocolo. Acontece na vida real.

E na sua prática, o que mais dificulta a adesão ao cuidado?

Um abraço,

Edson

10/04/2026

Desbridamento instrumental: o erro mais comum na prática

O erro mais comum no desbridamento não é técnico. É de decisão.

Na prática, ainda é frequente ver o desbridamento sendo realizado de forma quase automática:

👉 presença de tecido desvitalizado → indicação de desbridamento

Mas essa associação ignora algo essencial:

qual o contexto clínico?

Desbridar não é apenas remover tecido.

É decidir:
• o que remover
• o que preservar
• quando intervir
• quando aguardar

E essa decisão não é secundária.

Ela faz parte de uma das competências centrais do enfermeiro na avaliação e condução do cuidado.

Sem essa análise, o procedimento pode deixar de ajudar e passar a:
• causar dano ao tecido viável
• aumentar dor
• provocar sangramento
• atrasar a cicatrização

O ponto central é este:
Desbridamento não é execução.
É decisão clínica.

E decisão clínica não se terceiriza.

Ela exige:
• conhecimento
• critério
• responsabilidade

Mais do que saber fazer, o enfermeiro precisa se apropriar dessa decisão como parte do seu papel no cuidado.

Porque, na prática, não é o instrumento que define o resultado.

👉 É quem decide, como e quando usar.

E na sua prática:
o que orienta a sua decisão de desbridar?

Um abraço,

Edson

08/04/2026

Desbridamento instrumental: quando NÃO fazer?

Nem toda ferida deve ser desbridada.

E, em alguns casos, tentar remover tecido pode piorar o quadro clínico.

Quando evitar o desbridamento instrumental?
• suspeita de comprometimento vascular importante
• presença de necrose seca estável (especialmente em extremidades)
• dor desproporcional ao exame
• ausência de condições adequadas para realizar o procedimento com segurança
• profissional sem treinamento específico

👉 Nem sempre “retirar o tecido” é a melhor decisão.

Um erro comum na prática

Associar automaticamente:

👉 tecido desvitalizado = precisa desbridar

Nem sempre.

Sem avaliação adequada, o desbridamento pode:
• causar lesão de tecido viável
• aumentar dor
• provocar sangramento
• agravar a lesão

Antes de pensar em desbridar, pergunte:
• essa ferida tem perfusão adequada?
• eu sei exatamente o que estou removendo?
• tenho condições técnicas para fazer com segurança?

👉 Se a resposta não for clara, talvez não seja o momento de desbridar.

Um ponto central

Desbridamento não é um procedimento isolado.

É uma decisão clínica.

E, como toda decisão clínica, envolve indicação, contexto e responsabilidade.

E na sua prática:
em quais situações você opta por NÃO desbridar?

Um abraço,

Edson

06/04/2026

O desbridamento instrumental é uma das estratégias utilizadas para remoção de tecido desvitalizado em feridas.

Apesar de ser um procedimento frequente na prática clínica, ainda gera dúvidas importantes — principalmente sobre quando indicar, como realizar e quais cuidados tomar.

Na prática, o objetivo é claro:

👉 remover tecido que impede a cicatrização e favorece complicações.

Quando considerar o desbridamento instrumental?

• presença de tecido necrótico ou esfacelo
• atraso na cicatrização
• sinais de infecção local
• necessidade de melhor avaliação do leito da ferida

O que avaliar antes de realizar?

Antes de indicar o desbridamento, é fundamental observar:

• condição vascular (especial atenção em membros inferiores)
• dor
• extensão e profundidade da lesão
• presença de infecção
• contexto clínico do paciente

👉 Nem toda ferida deve ser desbridada imediatamente.

Como realizar na prática?

O desbridamento instrumental deve ser feito com:
• técnica asséptica
• instrumentos adequados (tesoura íris — não tesoura de unha, não tesoura comum, não improviso)
• uso de bisturi, quando indicado
• remoção seletiva do tecido desvitalizado
• preservação máxima do tecido viável

👉 O princípio é simples: retirar o que impede a cicatrização, sem causar dano adicional.

Atenção a erros comuns ⚠️

• uso de instrumentos inadequados
• tentativa de desbridamento com agulha 40x12 (não oferece precisão e aumenta risco de dano)
• remoção excessiva de tecido
• desconsiderar avaliação vascular

Atenção aos riscos
• sangramento
• dor
• lesão de tecido viável
• piora da lesão em pacientes com comprometimento vascular

Por isso, a decisão de desbridar não é apenas técnica.

👉 É clínica.

Um ponto importante

Desbridar não é apenas “remover tecido”.
É parte de uma estratégia maior de cuidado.

Sem avaliação adequada, o procedimento pode não gerar benefício, ou até piorar o quadro.

E na sua prática:
quando você indica (ou evita) o desbridamento instrumental?

Um abraço,

Edson

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