Especialista Rafael Bastos
Cuidar da sua saúde e bem-estar também é se amar.
03/03/2024
Fatores prejudiciais à saúde sexual
A rotina agitada da vida moderna pode influenciar signif**ativamente na saúde sexual masculina, como evidenciado pelo alto número de homens que sofrem de disfunção sexual. Abaixo, listamos alguns comportamentos que prejudicam a saúde sexual:
Má alimentação
O consumo excessivo de açúcares e gorduras pode prejudicar o desempenho sexual de curto e longo prazo, além de aumentar o risco de outras doenças que afetam a saúde sexual, como obesidade e diabetes.
A má alimentação também pode obstruir veias e artérias, prejudicando o fluxo sanguíneo e, consequentemente, a ereção.
Sedentarismo
A falta de atividade física não só diminui o condicionamento físico durante a relação sexual, levando a um baixo desempenho sexual, mas também aumenta a chance de desenvolver doenças cardíacas e obesidade, que afetam diretamente a saúde sexual masculina.
Vícios
O tabagismo prejudica o fluxo sanguíneo e pode gerar complicações cardíacas, neurológicas e disfunções se***is. O uso excessivo de álcool afeta a coordenação motora e diminui a libido. Outros tipos de dr**as podem causar impotência.
Estresse
O estresse é um dos maiores inimigos da saúde sexual masculina, uma vez que estimula a produção de adrenalina e cortisol e diminui a produção de testosterona. O excesso desses hormônios pode prejudicar a circulação sanguínea, levando a disfunções se***is.
Hábitos saudáveis que podem contribuir positivamente na sua saúde sexual
Agora que já vimos como os maus hábitos podem prejudicar a saúde sexual masculina, listamos alguns bons hábitos que são essenciais para levar uma vida sexual saudável.
Uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos regulares são fundamentais para manter uma boa saúde sexual.
Uma dieta equilibrada, rica em frutas, legumes e vegetais, pode melhorar a libido e o desempenho sexual.
Alimentos ricos em zinco, por exemplo, ajudam a produzir testosterona e formar es***matozóides, enquanto o chocolate (sem excessos) intensif**a a produção de serotonina e aumenta a libido.
Além da alimentação, a atividade física é importante para melhorar a circulação sanguínea, fortalecer a musculatura e favorecer a produção hormonal.
Caminhadas, corridas, musculação e outras atividades físicas simples podem ajudar a deixar o sedentarismo de lado e melhorar a saúde sexual.
Cuidar da saúde mental também é essencial. O estresse e a ansiedade podem prejudicar a ereção e aumentar o risco de ejaculação precoce, por exemplo.
Meditação, massagens relaxantes e outras atividades agradáveis podem ser boas aliadas para aliviar o estresse cotidiano.
Por fim, é importante evitar o uso de álcool e cigarro, que podem afetar a ereção e a lubrif**ação sexual.
Se mesmo após adotar hábitos saudáveis você ainda não está satisfeito com seu desempenho sexual, é recomendável procurar um médico para uma avaliação.
Vasectomia e a relação com a saúde sexual
A vasectomia é um procedimento cirúrgico que impede a possibilidade de gravidez, sendo um método contraceptivo ef**az.
Essa cirurgia simples dura cerca de 15 a 20 minutos, onde os canais deferentes são interrompidos para evitar a passagem dos es***matozoides.
Após a cirurgia, o homem continua produzindo es***matozoides, mas eles não são mais ejetados com a ejaculação.
A vasectomia pode ser realizada no consultório médico e não exige internação hospitalar, mas é importante continuar usando outro método contraceptivo por mais 60 dias após a cirurgia.
Uma das vantagens da vasectomia é ser um método simples e reversível, embora a reversão possa ser um pouco complicada e os resultados variem de acordo com o tempo que passou desde a cirurgia.
Contrariamente ao que muitos homens pensam, a vasectomia não afeta a função sexual nem a libido, uma vez que é uma cirurgia que apenas torna o homem estéril.
A vasectomia pode ser uma opção interessante para casais que não desejam ter filhos, trazendo benefícios psicológicos para ambos, além de proporcionar mais liberdade ao homem.
A relevância da consulta com o médico urologista para a saúde sexual masculina
É fundamental que os homens realizem consultas periódicas com um urologista para cuidar da saúde sexual.
Infelizmente, muitos homens evitam fazer exames periódicos devido ao preconceito ou à falta de informação, o que pode resultar na descoberta tardia de doenças graves, como o câncer de próstata.
Quando diagnosticado precocemente, a chance de cura é muito maior.
Os especialistas recomendam que todos os homens com idade a partir de 18 anos realizem pelo menos uma consulta por ano com um urologista, aumentando a frequência após os 40 anos ou se houver histórico familiar de doenças como o câncer.
Durante a consulta, o urologista solicitará exames preventivos para identif**ar possíveis problemas hormonais ou alterações nos órgãos do sistema reprodutor masculino.
Se alguma doença for identif**ada, o especialista prescreverá o tratamento adequado. Um exemplo de exame preventivo é o toque retal.
Conclusão
Neste artigo, enfatizamos a importância da saúde sexual masculina, que vai além do ato sexual em si e inclui fatores físicos, psicológicos e sociais. Vimos como uma vida sexual ativa e responsável pode trazer benefícios para a saúde mental, física e emocional do homem, como melhorar a autoestima, qualidade do sono e diminuir o estresse, depressão e ansiedade.
Também discutimos os motivos pelos quais um homem pode enfrentar problemas de saúde sexual e as doenças mais comuns que afetam a vida sexual do homem. Além disso, abordamos a vasectomia como um método contraceptivo ef**az e seguro.
Por fim, destacamos a importância de consultar um urologista regularmente e manter hábitos de vida saudáveis, como alimentação adequada, exercícios físicos e gestão do estresse, para prevenir doenças graves.
Não negligencie a sua saúde sexual, pois existem tratamentos ef**azes para várias condições e sempre é possível adotar hábitos saudáveis e mudar a sua vida para melhor. Cuide de si mesmo e leve uma vida sexual saudável e plena.
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03/03/2024
A baixa saúde sexual masculina pode ser causada por quais fatores?
O motivo para não se levar uma vida sexual saudável geralmente está atrelado a disfunção sexual, que é a dificuldade em ter ou manter relações se***is prazerosas. Abaixo, listamos os principais problemas relacionados à baixa sexual:
Alterações do desejo (libido)
É quando o homem tem uma diminuição ou ausência de desejo sexual. Entenda que é normal diminuir a libido em casos de estresse e ansiedade, por exemplo. Porém, quando a libido permanece em baixa, pode prejudicar a saúde sexual do homem.
Quando a perda da libido é um problema que precisa de tratamento, apresenta alguns sintomas, como: baixo interesse sexual, dificuldade de alcançar um orgasmo ou de ter uma ereção e mudanças de humor.
Vários outros fatores também podem causar a perda da libido, como testosterona baixa, questões psicológicas como depressão, ansiedade, ansiedade de performance, problemas conjugais, o uso de alguns medicamentos como anti-hipertensivos por exemplo, uso de dr**as e vários outros fatores.
Para tratar a perda de libido, você precisa procurar um médico urologista para que seja examinado, localizar a causa raiz, e então verif**ar qual o melhor tratamento no seu caso.
Alguns exemplos de tratamentos são: psicoterapia (para causas psicológicas) e reposição hormonal, que pode ser feita através de suplementação de testosterona.
O importante é saber que a perda de libido é um problema comum, e pode não estar relacionado à virilidade em si, mas sim ao seu estilo de vida.
Desta forma, ter bons hábitos como se exercitar e ter uma alimentação saudável pode já resolver o problema. Ao sentir qualquer sintoma relacionado a perda de libido e/ou desejo sexual, procure um urologista.
Disfunções ejaculatórias
Dificuldades com a ejaculação são comuns em casos de disfunções se***is e podem se apresentar em diversas formas, sendo as mais comuns:
Ejaculação precoce: é uma disfunção sexual masculina caracterizada por um orgasmo rápido e a incapacidade de aproveitar a relação sexual, às vezes ocorrendo antes da penetração.
Embora seja mais comum em adolescentes, também pode afetar adultos e, na maioria das vezes, está relacionada a causas psicológicas, como ansiedade, estresse ou desempenho sexual.
Isso pode causar insatisfação pessoal, problemas de relacionamento e dificuldades na vida sexual. Os tratamentos disponíveis incluem terapia sexual, medicamentos orais e pomadas.
É importante saber que não existe um limite de tempo estimado e/ou ideal – cedo ou tarde – para que ocorra a ejaculação. Esse tempo deve ser definido mediante a satisfação de cada um dos parceiros se***is.
Ejaculação retardada: ocorre quando um homem tem ereção e desejo sexual, mas leva muito tempo para atingir o orgasmo durante a relação sexual, o que pode afetar a saúde sexual e levar a insatisfação e problemas de relacionamento.
As causas podem ser psicológicas, como preocupação com o desempenho sexual ou traumas se***is anteriores, ou podem estar relacionadas ao uso de dr**as, álcool excessivo, alguns medicamentos, alterações hormonais ou distúrbios da próstata, entre outros.
É importante buscar ajuda de um urologista para tratar a ejaculação retardada, pois o especialista irá avaliar a causa do problema e recomendar o tratamento adequado, que pode incluir terapia psicológica, mudanças de hábitos, como evitar o uso de álcool, ou mudança de medicação.
Anejaculação: é uma disfunção sexual masculina caracterizada pela ausência de liberação de sêmen durante o orgasmo, apesar de sentir excitação, desejo, ereção e prazer sexual. Isso pode levar à infertilidade masculina.
A falta de ejaculação pode ter várias causas, incluindo lesões na pelve ou medula espinhal, diabetes, uso de certos medicamentos, como antidepressivos, ou o uso de dr**as. Além disso, fatores psicológicos, como ansiedade, depressão, estresse e insegurança, também podem contribuir.
É essencial buscar ajuda médica para receber o tratamento correto da anejaculação, já que a doença pode ter diferentes causas. O tratamento pode envolver o uso de medicações específ**as, interrupção do uso de dr**as, terapias e outras abordagens.
Ejaculação retrógrada: ocorre quando o homem está prestes a ejacular, e a parte da bexiga que normalmente se fecha para permitir a passagem do es***ma permanece aberta.
Como resultado, o sêmen é direcionado para a bexiga em vez de ser liberado pela uretra durante o orgasmo, o que pode levar à diminuição ou ausência de sêmen. Essa condição pode levar à infertilidade masculina.
O diagnóstico da ejaculação retrógrada pode ser feito através da análise de uma amostra de urina coletada após a ejaculação. Se a amostra contiver es***matozoides, isso confirmará o diagnóstico.
O tratamento é necessário se a infertilidade for uma preocupação. Geralmente, o tratamento envolve o uso de medicamentos que ajudam a fechar o colo da bexiga.
Se a infertilidade já for uma condição, pode ser realizada uma inseminação para o caso de tentativa de gravidez. É importante consultar um médico para obter ajuda no tratamento adequado da ejaculação retrógrada.
Alteração do orgasmo (anorgasmia)
A dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo durante a relação sexual é uma disfunção sexual que pode levar a diversos problemas psicológicos em homens, como ansiedade, depressão, frustração, além de dores nos testículos e desconforto na área pélvica.
Existem diversos fatores que podem impedir o homem de alcançar o orgasmo, incluindo causas fisiológicas, como mudanças na sensibilidade pe***na, diabetes, uso de medicamentos ansiolíticos e anti-hipertensivos, baixo nível de testosterona, uso excessivo de álcool ou cigarro e dr**as, e causas psicológicas, como ansiedade, depressão, estresse, ansiedade de desempenho sexual, abuso sexual ou psicológico e experiências se***is negativas anteriores, entre outras.
É fundamental procurar um médico para tratamento da disfunção, pois ele será capaz de identif**ar a causa subjacente e recomendar o tratamento adequado. Isso pode incluir o uso de medicamentos, como terapia de reposição hormonal em casos de baixo nível de testosterona, ou tratamento de doenças. A terapia psicológica também pode ser recomendada se a causa ainda implícita for psicológica.
Disfunção erétil
A disfunção erétil é a incapacidade de obter ou manter uma ereção adequada para uma relação sexual satisfatória, no entanto, uma única falha ocasional não é suficiente para diagnosticá-la. Atingindo até 40% da população brasileira, essa condição é uma das doenças que mais afetam a saúde sexual dos brasileiros.
A disfunção erétil pode ser causada por fatores psicológicos, como ansiedade de desempenho, baixa autoestima, depressão, dentre outros, ou por fatores orgânicos, como problemas vasculares, hormonais ou alterações no p***s. O uso de certos medicamentos, dr**as e tabagismo também podem contribuir para a disfunção erétil.
O diagnóstico é feito por um urologista, que fará perguntas para descobrir a causa da disfunção e, se necessário, solicitará exames de sangue ou outros exames. O tratamento pode incluir mudanças no estilo de vida, psicoterapia, uso de medicação ou outras opções, dependendo do caso individual.
Problemas na saúde sexual que podem ser causados por doenças
Para compreender a saúde sexual, é fundamental entender a sexualidade, que, segundo a OMS, é essencial para a qualidade de vida e autoestima do ser humano.
A sexualidade inclui s**o, orientação sexual, erotismo, desejo, crenças e diversos outros aspectos.
Para manter uma boa saúde sexual, é necessário ter uma sexualidade bem resolvida. No entanto, existem várias doenças que podem diminuir o desejo sexual e afetar diretamente a saúde sexual, incluindo doenças sistêmicas e psicológicas.
Algumas dessas doenças incluem:
diabetes, colesterol alto, hipertensão, depressão, estresse, privação do sono, uso de certos medicamentos e alterações hormonais.
02/03/2024
Descomplicando a saúde sexual masculina com dicas e informações úteis
A saúde sexual ainda é um tema rodeado de tabu, que muitas vezes é causado pela falta de conhecimento ou preconceito.
Segundo a OMS, a saúde sexual é “um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social em relação à sexualidade” – não é meramente a ausência de doença, disfunção ou enfermidade.
Sendo assim, ter uma boa saúde sexual vai além do fato de não ter doenças, mas engloba muitos outros fatores, e alguns deles são: ter experiências se***is prazerosas, seguras e livres de qualquer violência.
Agora que você já sabe o que é ter uma vida sexual saudável num conceito mais amplo, vamos abordar a importância da saúde sexual minimamente, como as doenças que podem causar problemas na sua saúde sexual e a importância de ir ao urologista.
Continue lendo o material e aprenda a cuidar ainda mais do seu corpo.
Importância da saúde sexual masculina
A saúde sexual não pode ser compreendida sem antes ponderar sobre a sexualidade, e ainda segundo a OMS, a sexualidade pode ser expressa através de pensamentos, fantasias, desejos, crenças, valores, entre outros.
Ela engloba s**o, identidades, orientação sexual, intimidade…
Sendo assim, entendemos que ela é fundamental para o desenvolvimento humano, pois abrange experiências referentes ao prazer, ao afeto, a sentimentos e saúde.
De acordo com especialistas, a saúde sexual é um dos pilares para se ter qualidade de vida, e vários fatores, como físicos, psicológicos e sociais podem influenciar na saúde sexual
Cuidar da sua saúde sexual diz respeito também a se proteger de IST ‘s (Infecções Sexualmente Transmissíveis), mas não apenas se proteger de possíveis doenças, mas evitar também uma gravidez indesejada da parceira, cuidar da sua saúde mental e do seu estado emocional em relação a sua sexualidade.
Várias são as vantagens de se investir na saúde sexual, e alguns dos benefícios de se ter uma vida sexual ativa e saudável são:
É benéfico para a saúde cardiovascular.
Segundo uma pesquisa do New England Research Institute: praticar s**o duas vezes por semana pode reduzir o risco de infarto em 45%; três vezes por semana pode reduzir em 50%, além de diminuir também o risco de acidente vascular cerebral.
Promove bem-estar psíquico e emocional, de forma a diminuir o estresse, melhorar a autoestima, diminuir o risco de depressão e ansiedade. Isso porque libera endorfina, ocitocina e até mesmo serotonina.
Melhora a qualidade do sono.
Isso porque libera hormônios que aumentam o relaxamento cerebral e muscular.
Melhora a imunidade, pois fazer s**o auxilia no aumento da produção da imunoglobulina A (IgA), e sua função principal é proteger o organismo contra infecções.
Melhora a pele, pois melhora a circulação sanguínea e aumenta o suprimento de oxigênio na célula.
Diminui o risco de câncer de próstata.
Um estudo feito pelo National Cancer Institute apurou que homens que atingem pelo menos cinco or****os por semana têm menos risco de câncer de próstata.
02/03/2024
O Desafio de Viver em Sociedade. A Convivência como Desafio.
Para o ser humano, viver em sociedade constitui uma necessidade. Costumamos dizer que o ser humano é um “animal social”*, ou seja, que necessita de socializar, de viver com, ou de conviver. Mas, desde sempre viver em sociedade constituiu um grande desafio e, hoje, talvez mais do que antigamente, observamos como a dificuldade aumentou.
Observamos também que, apesar da internet e o telefone ter facilitado a comunicação entre comunidades e países, ainda continua a haver motivos de disputa e de conflito.
Estamos, portanto, diante de um problema de convivência humana, e as suas raízes deverão ser procuradas dentro do ser humano.
“O homem é um ser político e está na sua natureza o viver em sociedade.”
Aristóteles
E se quisermos ir ainda mais fundo na questão:
Será que eu convivo bem comigo mesmo?
Estas questões colocam-nos o problema numa perspetiva talvez mais útil para nós. A ideia é começarmos primeiro por colocar o problema em nós mesmos. Para que haja uma boa convivência fora de nós é necessário assumirmos que o problema pode estar em nós, no nosso interior.
A ideia é começarmos por colocar o problema em nós mesmos. Para que haja uma boa convivência fora de nós é necessário assumirmos que o problema pode estar em nós, no nosso interior.
Aprender com os virtuosos a virtude e com os desvirtuoso os defeitos a corrigir em mim mesmo.
É graças à convivência que vamos crescendo. Vamos aperfeiçoando as características da nossa personalidade. Os tempos que correm, com as novas tecnologias, o crescente individualismo e a falta de interesse por relações verdadeiras e profundas, não são favoráveis a este desenvolvimento. Cabe a cada um de nós inverter essa tendência dos tempos atuais.
“A nova convivência deverá caracterizar-se pela capacidade de cada indivíduo – e dos grupos que estes formam – de viver e deixar viver… sem que acreditem por isso serem pessoas quase santas, mas tão somente simples e autênticos seres humanos.”
Jorge A. Livraga
A cortesia para melhorar a convivência
Ser ao mesmo tempo refinado internamente como externamente.
Ter boas maneiras e bons costumes, mas que estes sejam um reflexo de uma atitude de benevolência interna desinteressada. Quando o homem se presta a abrir a porta a uma mulher, não o faça para melhor a seduzir, mas pela natural atitude protetora e generosa do homem que gosta de dar o melhor de si, mesmo que ninguém o reconheça.
Dizer a verdade, mas também saber o momento de a colocar.
Devemos ser verdadeiros nas atitudes e palavras, mas, ao mesmo tempo, saber esperar pela recetividade do outro. O empregado que interrompe a reunião do seu chefe para lhe dizer que não gosta de trabalhar na empresa e que se vai despedir, o marido que encontra a sua mulher em lágrimas e lhe diz que teve um péssimo dia de trabalho, o estudante que faz uma observação depreciativa do professor, quando este se esforça por explicar a matéria pela terceira vez, são alguns exemplos de como a verdade pode cair mal se não for dita da maneira e no momento mais adequado. Nestes casos recomenda-se a adoção de uma posição recetiva e sensível ao estado de espírito do outro.
“Adverte os teus amigos com franqueza, mas aconselha-os com doçura.”
Confúcio
Cultivar a benevolência para inspirar nos outros o melhor deles mesmos.
Onde quer que estejamos, seja no trabalho, na escola, no hospital, na família, há que procurar inspirar nos outros o melhor, através do bom exemplo e das virtudes que cultivamos em nós.
No mundo das relações humanas há uma crescente falta de cortesia que se reflete em comportamentos cada vez mais indelicados, produto de estados emocionais e mentais cada vez mais descontrolados. Pensa-se, hoje, que a falta de controlo e indelicadeza são reflexo de uma pessoa autêntica: “que diz e faz o que pensa conforme lhe apetece, porque é livre”, mas tal liberdade não passa de uma prisão para a alma porque é criação dos instintos e desejos animalescos da personalidade.
É nosso dever, hoje, quebrar esta crescente tendência do bruto e do animalizante para mostrar ao ser humano que é capaz de mais e melhor.
Desenvolver o poder da influência e o poder da sensibilidade.
Ter a capacidade de chegar até aos outros no momento certo e de dizer a palavra certa. Desenvolver melhores recursos para poder ajudar as pessoas. Influenciar positivamente sem manipular.
“Cultiva a gentileza dinâmica que torna os outros em gentis”
N Sri Ram
Estes são alguns conselhos e recomendações que vários filósofos e mestres de todos os tempos nos deixaram e que nos podem ser extremamente úteis, hoje, numa época histórica em que a convivência e, até mesmo o contacto humano, caiu em desuso. Voltamo-nos, uma vez mais, para o ideal de fraternidade, um dos princípios da Nova Acrópole, e a sua importância para o futuro da humanidade.
01/03/2024
A vida após os 60 anos: saiba o que é mito e o que é verdade sobre o envelhecimento.
Os preconceitos do envelhecimento
Pessoas idosas são todas iguais
Para Tássia, um dos principais erros é ter uma visão homogênea sobre a velhice. Ou seja, acreditar que todas as pessoas com mais de 60 anos são iguais. “Na verdade, é justamente o contrário”, afirma. “Essa é a fase da vida mais diversa que existe. À medida que uma pessoa vai crescendo, se desenvolvendo e envelhecendo, ela vai se diferenciando dos seus pares”.
A infantilização dos idosos
Outro estereótipo que deve ser quebrado é o da infantilização de pessoas com mais de 60 anos. “O idoso não volta a ser criança, mas continua seguindo a sua trajetória de vida. Caracterizar um idoso como uma criança é reduzir e tornar invisível o que ele construiu ao longo dos anos enquanto ser humano”.
Pessoas com mais de 60 anos não fazem s**o
Enxergar a pessoa idosa como um ser assexuado também é um estereótipo amplamente difundido na sociedade, mesmo que não seja um tema discutido tão abertamente. “É importante termos a clareza de que o amor e o desejo não têm idade. A expressão da sexualidade faz parte do ser humano”.
Velhice é sinônimo de doença
Um estereótipo que fortalece o medo e a ansiedade acerca do envelhecimento é relacioná-lo a doenças. Para a gerontóloga, ao fazer essa associação, pode-se passar uma ideia errônea de que a velhice precisa ser curada ou até mesmo combatida. “Em uma conversa corriqueira em que um jovem comenta que está com dor nas costas, é comum ouvirmos ‘Ixi, está f**ando velho?’”.
Estão fragilizadas?
Existem idosos que estão frágeis, mas não são todos. “Sempre é importante lembrar da diversidade desse público para que a população não fique desassistida”. Para a gerontóloga, é imprescindível compreender o que é a fragilidade e como avaliá-la para, assim, fornecer cuidado e prevenir problemas. “De qualquer modo, é importante que o estímulo da autonomia e independência seja incentivado tanto em idosos não frágeis, como em pré-frágeis e frágeis”.
Podem namorar?
“Se a pessoa idosa quiser, por que não?”, se questiona Tássia. Sua recomendação é apenas para que as orientações e os cuidados com a saúde sejam seguidos. Isso porque o número de doenças sexualmente transmissíveis em pessoas acima de 60 anos de idade tem aumentado. “Prevenção é fundamental. Para isso, os profissionais também precisam estar atentos para educar sobre saúde, deixando de lado preconceitos e tabus”.
São teimosas?
A teimosia não está relacionada com a idade, mas sim com características individuais. Dessa forma, algumas pessoas realmente podem ser mais teimosas do que outras, mas não porque são mais velhas. “Se uma pessoa que tem 30 anos de idade possui a teimosia como uma de suas principais características, a tendência é que ela continue assim quando for idosa”.
Precisam cuidar mais da saúde?
“O cuidado com a saúde precisa ser ao longo da vida, e não apenas na velhice”, pontua a gerontóloga.
Podem praticar esportes?
A atividade física é um dos aspectos que contribuem para o envelhecimento saudável. Dessa forma, Tássia recomenda que a escolha do esporte ou do tipo de exercício a ser praticado tenha em consideração os interesses e o perfil da pessoa idosa.
Podem recomeçar profissionalmente?
Ter mais de 60 anos não é um empecilho para recomeçar, seja profissionalmente ou em qualquer outro aspecto de sua vida, como repensar hábitos mais saudáveis, se reconciliar com pessoas queridas e até mesmo retomar um hobbie. “Especif**ando para a vida profissional, a pessoa idosa tem potencial para aprender novas competências, assim como aproveitar o seu conhecimento e a sua experiência acumulada para contribuir com o mercado de trabalho”.
Podem aprender algo novo?
“Não só podem, como é recomendado”, afirma Tássia. De acordo com a gerontóloga, novas aprendizagens auxiliam no desenvolvimento pessoal, ampliam a inclusão social e estimulam o envelhecimento ativo.
Podem morar sozinhas?
“A maior parte das pessoas idosas pode morar sozinha, se assim desejar”, comenta. No entanto, é deve-se lembrar que existe uma diferença entre morar sozinho e estar isolado. “Independentemente do tipo de moradia, é importante que haja uma rede de apoio e que a própria residência esteja em condições de suprir e estimular a independência da pessoa com mais de 60 anos.
01/03/2024
Dicas para manter-se bem e saudável após os 60 anos
Permanecer cuidando da saúde física e mental é essencial para vivenciar dias produtivos independentemente da idade.
6 dicas para manter-se bem e saudável
Encare a maturidade e a velhice como um processo natural e positivo, afinal, fazer de cada fase o melhor depende exclusivamente de você.
Procure manter um bom relacionamento com amigos, familiares e colegas. Descobrir novas atividades ou continuar trabalhando são formas que ajudam a se sentir integrado à sociedade e a evitar o tédio e a baixa autoestima.
Leve a sério as recomendações de praticar atividades físicas. Essa atitude ajuda a diminuir o declínio funcional e a perda de massa óssea. Exercícios físicos regulares também ajudam na prevenção de quedas.
Se está aposentado, procure não f**ar sem atividades. Coloque em prática um hobby deixado de lado por falta de tempo, realize um antigo sonho que foi deixado para trás, descubra novas aptidões e, se desejar, aprenda uma nova profissão.
Adote cuidados preventivos para manter boa condição de saúde em todas as fases da vida – fique atento à alimentação, exercite-se com frequência, mantenha as consultas médicas em dia, use corretamente os medicamentos prescritos pelo seu médico, exponha-se de forma adequada ao sol e cuide da saúde bucal.
Conserve uma vida sexual ativa e segura, procurando apoio do seu médico ao sinal de alterações, lembrando que, com o processo de envelhecimento, algumas mudanças físicas são comuns tanto para os homens como para as mulheres.
29/02/2024
Viver bem depois dos 50 anos é mais fácil do que muitos pensam! Não se trata de dinheiro, mas sim de qualidade de vida e mudança no pensamento 🙂
Encontre um trabalho que ama
Você não precisa largar a empresa em que você trabalha há anos, caso não queira. Mas é importante uma reflexão de como as atividades do seu trabalho preenchem o seu dia. Elas causam estresse? Dores no corpo? Cansaço extremo que não permite fazer outras atividades após o expediente? O seu salário compensa tudo?
É verdadeiro o velho clichê de que quando trabalhamos com o que amamos, nos divertimos muito mais. Encontre causas pelas quais você sempre teve paixão, faça um curso novo, tenha uma renda extra ou mesmo faça um trabalho voluntário com algo que lhe faça se sentir mais realizado.
Mantenha seus exames médicos em dia
Com a chegada dos 50 anos, o corpo começa a passar por mudanças com relação aos hormônios, que ocorrem tanto em homens quanto em mulheres. Algumas doenças podem começar a se manifestar somente após essa idade também. O check-up médico é uma boa forma de saber se tudo está devidamente no lugar.
Para seguir com atividades que lhe proporcionarão uma boa qualidade de vida, é preciso saber que estas são complementares à medicina tradicional. A ida ao médico nunca deve ser descartada, mesmo quando sua saúde vai muito bem. É preciso conhecer os limites do seu corpo.
Aproveite seus amigos e familiares
Fazer mais encontros com sua família e amigos vai aumentar sua serotonina, o hormônio que nos faz sentir bem, felizes e alegres. E não espere datas comemorativas chegarem. Faça almoços, jantares, cafés ou mesmo saia para passear em outros lugares com sua família e amigos.
As viagens em grupos também costumam ser momentos que proporcionam mais união, diversão, segurança (por estar cercado de pessoas confiáveis) e podem até sair mais baratas, quando são comprados pacotes para grupo.
Tenha uma alimentação saudável
Os alimentos são a fonte de toda energia e vitaminas de que precisamos para viver com saúde. Com uma rotina de trabalho, é fácil passar anos descuidando da alimentação. Porém, com a chegada de uma idade um pouco mais avançada, é necessário trocar alimentos pesados e processados pelos que possuem mais benefícios para a saúde.
Além de beber muita água para distribuir as vitaminas e os alimentos no corpo, consuma também mais frutas e verduras em todas as refeições. Leve para o trabalho seu próprio almoço e um lanche saudável para a pausa. Como falamos do check-up médico acima, é ideal que você vá a um nutricionista a fim de receber uma dieta personalizada.
Pratique atividades físicas
Sua energia vital vai aumentar muito com a prática de atividades físicas. Elas ajudarão a produzir mais hormônios que darão sensação de felicidade e também manterão ativas as produções de substâncias importantes para os ossos e ligamentos do seu corpo.
Sabemos que fazer atividades físicas sozinho pode não ser tão animador. Então aproveite as reuniões familiares e com seus amigos para convidá-los a se juntar a você. Caminhadas, academia ou aulas de dança mais de uma vez na semana ativarão o seu otimismo e bem-estar!
Encontre um hobby
Um hobby vai ajudar a sua memória a ser mais ativa, além de manter o foco em uma atividade prazerosa. Isso evita que uma mente ociosa se volte para pensamentos não saudáveis, podendo gerar quadros depressivos.
Encontre atividades que possa fazer diariamente, seja leitura, filmes, estudos, aprender a tocar um instrumento, aprender artesanato, pintar quadros, escrever ou qualquer outra na qual você não se sinta pressionado a ter uma qualidade muito boa, já que não estará vendendo nada — mas ainda assim estará lucrando com uma boa saúde mental!
Viaje!
O que todos os pontos acima têm em comum? Você ainda pode viver em alguma zona de conforto. E, para viver bem depois dos 50 anos, é preciso aprender e aceitar sair um pouco dessas zonas de conforto. Viajar quebra constantemente o seu lugar comum e proporciona experiências incríveis.
Como comentamos, viajar faz muito bem para manter a alegria e um desejo de viver mais. Ao experimentar a quantidade de lugares incríveis que o mundo oferece, f**a mais fácil mudar os hábitos para que essa longevidade seja uma meta. Qualquer viagem pode ser feita com família, mas lembre-se de que viajar sozinho também pode resultar em um autoconhecimento muito bom nessa que é a melhor idade.
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