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Você não está sozinha nessa luta. Pesquisas mostram que até 75% das mulheres grávidas sofrem com gases e inchaço, principalmente durante o primeiro e o segundo trimestres. Os culpados? O aumento dos níveis de progesterona, que retarda a digestão em até 30%, o útero em crescimento pressionando os intestinos e todo o ar extra que você engole ao comer com mais cuidado.
A boa notícia é que a dor de gases, embora desconfortável e às vezes constrangedora, não fará mal ao seu bebê. O mais importante é encontrar um alívio que funcione para o seu corpo e para o seu estilo de vida.
Aprender como aliviar a dor de gases durante a gravidez pode ajudar você a recuperar o conforto e a confiança nesse período especial. Aqui estão os métodos mais eficazes para um alívio rápido:
• Mudanças de posição : Postura joelho-peito, deitar-se sobre o lado esquerdo ou postura da criança.
• Movimentos suaves : Caminhada, ioga pré-natal ou agachamentos profundos.
• Técnicas de respiração : Respirações lentas e profundas para relaxar os músculos digestivos.
• Ajustes na dieta : Refeições menores, evitar bebidas gaseificadas, manter-se hidratada.
• Medicamentos seguros : Simeticona (Gas-X) com aprovação médica.
A gestação um período excepcionalmente delicado na vida da maioria das mulheres.
Os distúrbios do sono são atualmente um dos problemas de saúde mais importantes .
Durante a gestação, os problemas de sono são prevalentes. As alterações fisiológicas, metabólicas, hormonais e físicas que ocorrem durante a gestação estão frequentemente associadas a dificuldades para dormir. Aproximadamente um terço das gestantes relata diversos problemas de sono.
Insônia, latência do sono, má qualidade do sono, descontinuidade do sono, fragmentação do sono, curta duração do sono, síndrome das pernas inquietas (SPI) e noctúria são alguns dos problemas de sono.
Durante a gestação, a qualidade do sono geralmente diminui no primeiro trimestre e continua a deteriorar-se com o aumento da idade gestacional.
Distúrbios do sono durante a gestação podem ter consequências negativas tanto para a mãe quanto para o bebê.
O risco de obesidade, hipertensão, diabetes gestacional, eclampsia e pré-eclâmpsia é maior em mães com distúrbios do sono.
Distúrbios do sono e má qualidade do sono, particularmente no terceiro trimestre, aumentam a probabilidade de natimorto, diminuição dos movimentos fetais, trabalho de parto prolongado, cesariana, parto prematuro e restrição de crescimento intrauterino (RCIU) fetal. Também estão associados a baixos índices de Apgar e mortalidade infantil podem ter consequências negativas tanto para a mãe quanto para o bebê.
Embora os problemas de sono durante a gestação sejam comuns e possam ser perigosos tanto para a mãe quanto para o bebê, raramente são reconhecidos, e muitas gestantes não possuem as informações necessárias para lidar com essas alterações.
A depressão é o transtorno mental mais comum durante a gravidez, com taxas de prevalência entre 4% e 20%.
Gestantes com sintomas depressivos mais intensos tendem a ter uma maior presença de enterobactérias, que estão associadas a processos pró-inflamatórios e podem afetar a modulação de neurotransmissores importantes para a saúde mental. À medida que essas gestantes recebiam tratamento e seus sintomas melhoravam, o perfil de sua microbiota também evoluía, aumentando a proporção de bifidobactérias, que são conhecidas por seus efeitos benéficos na saúde intestinal e geral.
O estado psiquiátrico da mãe altera a colonização da microbiota do bebê, sugerindo uma ligação entre o eixo intestino-cérebro e a composição da microbiota do recém-nascido
Cuidar da saúde mental da gestante e da puérpera não é um luxo, é uma necessidade básica. Quando a mulher se sente segura, acolhida e bem cuidada, aumenta-se a chance de um parto respeitoso, com menor risco de intervenções desnecessárias, e de um puerpério mais saudável e vinculado. A saúde emocional no período perinatal impacta diretamente no vínculo mãe-bebê, na amamentação e no desenvolvimento infantil. E, mais do que isso, promove satisfação, confiança e protagonismo materno.
As infecções do trato urinário ocorrem quando as bactérias entram no sistema urinário e se multiplicam na uretra, bexiga, ureteres ou rins.
Aquela vontade constante de ir ao banheiro parece ter se tornado sua nova rotina. Você mal se levanta e já sente a bexiga chamar novamente. Durante a gestação, essa frequência urinária aumentada é comum, mas como saber se o desconforto que você sente é apenas mais uma mudança do seu corpo ou um sinal de alerta para uma infecção urinária?
Os sinais mais comuns incluem ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, dor na região pélvica e presença de sangue na urina.
Cerca de 30% das mulheres desenvolverão ao longo da vida um episódio de infecção urinária leve ou grave, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Saiba que é comum que a gestante tenha pelo menos um episódio de infecção urinária durante a gestação, ocorrendo em cerca de 15% das gestantes.
Na gestação, a infecção urinária ocorre devido às mudanças no corpo, com o útero em expansão, e também pelo aumento de açúcar na urina e hormônios que relaxam a musculatura uterina, que levam a outras alterações fisiológicas, como a dilatação do ureter e dos cálices renais.
Assim, com o útero pressionando a bexiga, a grávida não esvazia completamente o órgão em cada micção (ida ao banheiro), e quanto mais tempo a urina permanece parada, aumentam as chances de colonização de bactérias.
Geralmente, as toxinas liberadas pelas bactérias no trato urinário provocam contrações no útero e isso acaba levando ao parto prematuro.
Muito se fala sobre as alterações no corpo das gestantes nos meses mais quentes do ano, e os cuidados especiais que devemos ter no verão. Mas o inverno também merece atenção.
Você provavelmente já ouviu falar sobre os riscos da pressão alta na gravidez, ou conhece alguém que passou por algum alerta durante o pré-natal? Esse quadro pode estar relacionado a uma condição chamada pré-eclâmpsia e se caracteriza pelo aumento da pressão arterial. Ela é reconhecida como uma das principais causas de mortalidade materna no mundo, ocupando a terceira posição em dados publicados pelo Sage Journals (2025).
No inverno, as gestantes passam por um processo de aumento da pressão arterial, causado pela contração dos vasos sanguíneos. Tudo isso acontece para preservar o calor do corpo, porém, isso pode aumentar as chances de desenvolver um quadro de pré-eclâmpsia.
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