Cardio- Evidência
Manter-te atualizado sobre assuntos relacionados a medicina
🫀 A OBESIDADE E DOENÇAS CARDIOVASCULARES🫀
Conheça agora os efeitos cardiovasculares da obesidade.
A obesidade que até ao momento é ainda amplamente definida como índice de massa corporal maior ou igual a 30 apesar de várias discussões sobre esse critério de definição ( que podes calcular dividindo o seu peso pela sua altura multiplicado por 2, ).
Atualmente tem ganhado muita notoriedade a obesidade visceral com várias investigações nesse campo.
A obesidade é reconhecida hoje não apenas como um fator de risco, mas como uma doença crônica inflamatória que atua como um "driver" central para diversas doenças cardiovasculares. O impacto vai muito além da sobrecarga mecânica, envolvendo alterações metabólicas, estruturais e hemodinâmicas complexas.
Abaixo, os principais mecanismos e consequências dessa relação:
Alterações Hemodinâmicas e Estruturais:
O excesso de tecido adiposo exige um aumento do volume sanguíneo total e do débito cardíaco para suprir as demandas metabólicas e isso leva a alterações de adaptação hemodinâmica e estruturais que ao longo prazo são deletérias:
• Remodelação Ventricular: Esse estado hiperdinâmico crônico pode levar à hipertrofia ventricular esquerda.
• Disfunção Diastólica: O acúmulo de gordura epicárdica e a inflamação sistêmica contribuem para o aumento da rigidez miocárdica, sendo a obesidade um dos principais fenótipos da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada.
• Gordura Epicárdica: Este depósito de gordura visceral, metabolicamente ativo, secreta citocinas pró-inflamatórias diretamente no miocárdio e nas artérias coronárias, acelerando a aterosclerose.
- Doença Arterial Coronariana:
A obesidade acelera o processo aterosclerótico por vias diretas e indiretas:
• Dislipidemia Aterogênica: Caracterizada por níveis elevados de triglicerídeos, HDL baixo e a presença de partículas de LDL pequenas e densas, que são altamente aterogênicas.
• Estado Pró-trombótico: Aumento de marcadores inflamatórios como a Proteína C-Reativa e o Inibidor do Ativador do Plasminogênio-1, elevando o risco de eventos isquêmico agudo.
Continuando, existe também uma grande relação
entre obesidade e arritmias, especialmente a Fibrilação Atrial, essa relação é robusta:
•A obesidade é Substrato para FA: Pois ela leva estiramento atrial, a infiltração de gordura no miocárdio atrial e esta inflamação local alteram as propriedades eletrofisiológicas, facilitando o gatilho e a manutenção da arritmia.
• Ainda existem a relação da Obesidade com a Apneia Obstrutiva do Sono (a SAHOS): a SAHOS gera hipóxia intermitente e picos pressóricos noturnos, sendo também um forte preditor de Fibrilaçãoatrial.
Além disso a obesidade contribui de forma significativa para Hipertensão Arterial Sistêmica
através de:
• Ativação do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona: O tecido adiposo visceral produz componentes do Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona de forma autônoma o que leva a hipertensão arterial.
Além disso a Hiperatividade Simpática que resulta da resistência à insulina e os níveis elevados de leptina que estimulam o sistema nervoso simpático contribuem também para a hipertensão arterial no contexto da obesidade. Há ainda um outro mecanismo que é Compressão Renal: O acúmulo de gordura perirrenal pode aumentar a pressão intra-abdominal e comprometer a natriurese levando a hipertensão arterial. .
Todos esses mecanismos acima, contribuem para doenças cardiovasculares, com alta morbidade e mortalidade associada a obesidade.
Por isso as diretrizes atuais recomendam fortemente o controle do peso e obesidade com benefício no controle e manejo das doenças cardiovasculares, hoje além de mudanças de estilo de vida, dieta saudável, exercício físico, existem outras alternativas terapêuticas mais recente para o controle da obesidade como os agonistas de GLP1, GIP e a cirurgia bariátrica que ainda tem seu lugar.
Perder pelo menos 5 a 10 % do peso de forma sustentada, tem um impacto relevante na saúde cardiovasculara, cuidar da sua saúde é cuidar do futuro!!!
Siga a página, comente e partilhe com profissionais de saúde, amigos e familiares, pois o corpo de marido como assim chamamos pode ser uma porta para viuvez precoce.
Juntos aprendemos e juntos crescemos!!
Obrigado pela atenção !!!
🫀VAMOS APRENDER ELETROCARDIOGRAMA 🫀
HOJE FALAREMOS SOBRE O EIXO CARDÍACO O RACIONAL SOBRE ISSO
O racional para entender o eixo elétrico cardíaco no ECG baseia-se na entendimento do vetocardiografia: a ideia de que a atividade elétrica cardíaca pode ser resumida em um único vetor médio de despolarização ventricular.
Entender o eixo não é apenas decorar ângulos, mas compreender a "direção de viagem" da impulso elétrico através do miocárdio.
O Conceito do Vetor Médio:
Durante a despolarização dos ventrículos (complexo QRS), milhões de células se despolarizam em direções ligeiramente diferentes. O eixo elétrico portanto é a soma de todas essas forças.
Como o ventrículo esquerdo (VE) tem significativamente mais massa muscular que o direito, ele domina a direção do vetor. Por isso, o eixo normal aponta para baixo e para a esquerda, situando-se geralmente entre - 30 grau e +90 grau.
A Lei de Einthoven e o Sistema Hexaxial
Para localizar esse vetor no espaço bidimensional do tórax, utilizamos as derivações do plano frontal:
• Bipolares (DI, DII, DIII): Formam o Triângulo de Einthoven.
• Unipolares (aVR, aVL, aVF): Fornecem pontos de vista adicionais a partir do centro.
O racional é simples: se a despolarização se aproxima de um eletrodo, a deflexão no ECG é positiva (para cima). Se se afasta, é negativa para baixo.
Raciocínio Rápido: O Método dos Quadrantes:
O racional prático para análise rápida foca em D1 (representando a esquerda/direita) e aVF (representando cima/baixo):
Se DI é negativo e aVF positivo então o eixo está desviado para direita ou seja está fugindo de DI que está a esquerda então esta indo para direita mas o aVF que está em baixo é positivo porque está indo em direção a baixo ( pensar em causas como sobrecarga de VD ou hipertrofia de VD, Bloqueio divisional póstero-inferior)
Se DI é negativo e aVF também é negativo é o desvio extremo, a despolarização está portanto fugindo de DI para a direita e fugindo de da aVF isto é para cima, no canto superior direito ( causas: sobrecarga de VD moí hipertrofia de VD de maior grau)
Se DI positivo e aVF negativo há um possível desvio para esquerda que pode ser confirmado com DII negativo, isso porque não basta a partir de aVF negativo e DI dizer de forma inequívoca que há desvio para esquerda porque até -30 grau o eixo ainda é normal, portanto precisamos de evidência que demonstre que o eixo está desviado além de -30 e isso confinamos quando olhamos para DII sendo negativo, visto que DII a positividade de DII é até -30, portanto quando DII aparece negativo isso que dizer que o eixo está além de -30 e portanto desviado para esquerda.
Faça esse raciocínio sempre a olhar o ECG e fazendo esse jogo de vetor e você aprenderá ECG raciocinando e não decorando.
Sempre que olhar no ECG e encontrar um desvio do eixo procure sempre possíveis causas.
Porquê o eixo se desvia ? :
O desvio do eixo é um sinal indireto de alterações anatômicas ou elétricas. Existem três razões principais para o eixo mudar de lugar:
O Aumento da Massa Muscular (Hipertrofia)
O vetor é "puxado" em direção à maior massa.
• HVE: Pode desviar o eixo para a esquerda (além de -30 grau ) apesar de não ser muito comum a HVE desviar o eixo.
• HVD: Desvia o eixo para a direita (além de +90 ou +110 grau).
Bloqueios de Condução (Hemibloqueios)
Se um caminho elétrico está "fechado", a eletricidade precisa dar uma volta, mudando a direção do vetor médio.
• BDAS (Bloqueio Divisional Antero-Superior): O desvio clássico para a esquerda.
• BDPI (Bloqueio Divisional Postero-Inferior): Desvio para a direita (excluindo outras causas).
Áreas de Infarto (Zonas Inativas ou de fibrose)
O vetor é "empurrado" para longe de uma área morta. Como o tecido infartado não conduz eletricidade, não há vetor indo ali, fazendo com que o eixo aponte para o lado oposto à lesão.
Sempre analise o ECG raciocinando, usando a vetocardiograma ias ajuda a aprender e não somente decorar.
Siga a página Cardio Evidência, juntos aprendemos e juntos crescemos.
Obrigado pela atenção! !
# EDUCAÇÃO A SAÚDE COM A 🫀 Cardio - Evidência 🫀 #
👉 Meça o seu colesterol 👈
Quando avaliar o perfil lipídico para diagnóstico de dislipidemia e principalmente a prevenção da doença Atero esclerótica?
A dislipidemia e sobretudo a doença ateroesclerotica é o fundo do pano das principais causas de morte no mundo que são as doenças cardiovasculares ( Infarto agudo do Miocardio, AVC e outras)
O diagnóstico da dislipidemia em fase precoce é crucial para prevenção de doença ateroesclerotica e dos seus principais desfechos fatais.
Mas infelizmente em muitos países por falta de acesso a um sistema de saúde estruturado, as pessoas adultas com 50, 60 anos em nenhum momento da vida fizeram avaliação do seu perfil lipídico, apesar que para a doença ateroesclerotica a carga lipídica é um fator importante, hoje sabe-se que a carga lipídica de 7000 miligrama por decilitro de LDL é suficiente para um evento cardiovascular, isso significa que uma pessoa que tem uma média anual de LDL colesterol de 150 miligrama, precisa apenas de 46 anos para ter um evento cardiovascular, Infarto do Miocardio ou AVC.
Por isso a avaliação do perfil lipídico em crianças e adolescentes é fundamental para a identificação precoce de dislipidemias, especialmente em um cenário onde a prevalência de obesidade infantil tem aumentado.
De acordo com as diretrizes atuais (incluindo a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose) há uma recomendação para o rastreamento universal.
Atualmente, recomenda-se rastreamento universal, que todas as crianças realizem uma avaliação do colesterol:
• Entre os 9 e 11 anos: Uma primeira dosagem deve ser feita nesta faixa etária.
• Entre os 17 e 21 anos: Uma segunda dosagem deve ser realizada no final da adolescência.
Retenha que o período entre 12 e 16 anos geralmente não é o ideal para o rastreamento universal devido às alterações hormonais da puberdade, que podem reduzir temporariamente os níveis de LDL e Colesterol Total, gerando resultados falsamente baixos.
Rastreamento Precoce (A partir dos 2 anos):
A avaliação deve ser antecipada para os 2 anos de idade caso a criança apresente fatores de risco ou histórico familiar, como:
• Pai, mãe ou avós com histórico de doença arterial coronária precoce (homens < 55 anos, mulheres < 65 anos).
• Pais com colesterol total elevado (> 240 miligrama por decilitro).
• Presença de fatores de risco na própria criança: obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus ou fumo passivo.
• Crianças com doenças crônicas (doença renal, doenças inflamatórias, HIV).
Geralmente não se recomenda a dosagem de rotina antes dos 2 anos, a menos que haja uma suspeita clínica muito forte de formas graves de dislipidemia genética, o que é raro.
Convido vocês a conhecerem a vossa saúde, façam rastreio para dislipidemia, a prevenção é melhor que remediar.
Siga a página cardio evidência, comente e goste.
Juntos aprendemos e juntos crescemos!!!
🫀 APRENDENDO ELETROCARDIOGRAMA 🫀
👉 Você sabe o racional dos critérios de ritmo sinusal no ECG?
Quando vemos uma onda P positiva em DI, DII e AVF, e uma onda P plus-minus ou negativa em V1, com todas as ondas P com mesma morfologia e todas ondas P seguidas por complexo QRS, estamos diante de um ritmo sinusal.
Para entender isso, precisamos lembrar de duas coisas: o sistema de condução do coração e o vetor de despolarização dos cardiomiócitos. A despolarização começa no nó sinusal, no átrio direito, que é o marcapasso fisiológico. Depois segue pelos feixes internodais, alcança o átrio esquerdo pelo feixe de Bachmann, ao mesmo tempo que passa pelo nó AV através dos feixes internodais, do no AV para feixe de His, ramos direito e esquerdo, e termina nas fibras de Purkinje.
Esse sistema funciona como fios elétricos transportando a despolarização pu a energia a todos cardiomiocitos, cuja objetivo final é a despolarização seguida da contração. A soma da despolarização gera um vetor — uma direção.
No ECG, as derivações são como câmeras de filmagem em posições diferentes: algumas em cima, outras embaixo, à direita, à esquerda e no tórax na região pré-cordial. Normalmente, o vetor do coração resultante da despolarização tem a direção para baixo, para a esquerda e para trás ( retenha isso para explicação que vem a seguir)
Por isso, DI, DII e AVF têm onda P positiva e em V1, ela é bifásica ou negativa.
Em D1 que é como uma Camara que está a esquerda como o vetor ou seja a direção da despolarização está em direção a esquerda então em DI a onda P é positiva, já DII e AVF eles estão em baixa são as câmaras que veem o coração de baixo, como o vetor de despolarização é para baixo também, então está em direção a DII e AVF por isso a onda P é positiva, isto é, está em direção a DII e AVF. Mudando agora para V1, vemos primeiro a despolarização do átrio direito que é de cima para baixo em direção a V1 que é a Camara que está logo na frente e se aproxima dessa derivação gerando a porção positiva, corresponde a despolarização de átrio direito e depois o átrio esquerdo que é mais posterior a despolarização se afasta portanto de V1 e gera a porção negativa — por isso o padrão plus-minus.
E como o nó sinusal está sempre no mesmo lugar, todas as ondas P têm a mesma morfologia e todas ondas P são seguidas por QRS, isso quer dizer que toda despolarização dos átrios leva a despolarização dos ventrículos. Esses critérios define o ritmo sinusal. Se vocês entenderem esse racional ao analisar um ECG, vocês jamais esquecerão. Entender é melhor do que decorar.
Qualquer dúvida escreva nos comentários, ou me mande no privado.
Obrigado pela atenção!
Siga a página Cardio Evidência para juntos aprendermos e crescermos!
🫀Dr Palanga Ferramenta - Cardio Evidência🫀
28/03/2026
🫀EDUCAÇÃO A SAÚDE🫀
A hipertensão arterial é uma doença silenciosa, a única forma de diagnóstico precoce e prevenção, é por rastreio através da medicação da pressão arterial……
Alguma vez você já mediu a sua pressão arterial?
É tão simples, que a medida de consultório, 3 medidas seguidas com distância de 1-3 minutos entres as medidas, pode mudar sua vida!!!!
Diagnóstico precoce, tratamento precoce = Prevenção de AVC, Infarto Agudo do Miocardio, Insuficiência Cardiaca, Doença Renal Crônica, Retinopatia Hipertensiva!!!
Siga a página, comente e goste 🙏
19/03/2026
QUAL É O EMBASAMENTO CIENTÍFICO DA ABLAÇÃO NA FIBRILAÇÃO ATRIAL ?
Acompanhe a descrição desse estudo 👇👇👇
Introdução: O estudo CABANA (Catheter Ablation vs Antiarrhythmic Drug Therapy for Atrial Fibrillation) é um dos ensaios clínicos mais importantes e discutidos na área da cardiologia, especificamente no tratamento da Fibrilhação Auricular (FA) ou Fibrilação Atrial.
Publicado no JAMA em 2019, o objetivo principal era responder a uma pergunta crucial: A ablação por cateter é superior ao tratamento medicamentoso para reduzir mortalidade e eventos cardiovasculares graves?
Aqui está uma análise detalhada do estudo, os seus resultados e as suas implicações clínicas.
1. Desenho do Estudo e Metodologia
O CABANA foi um ensaio randomizado, aberto e multicêntrico.
- População: 2.204 pacientes com Fibrilação Atrial sintomática (paroxística ou persistente).
Critérios: Pacientes com idade > 65 anos, ou < 65 anos com um ou mais fatores de risco para AVC (semelhante ao escore CHA2DS2-VASc).
Braços de Comparação:
Ablação por Cateter: Isolamento das veias pulmonares (com possibilidade de lesões adicionais).
Terapia Medicamentosa: Controlo de ritmo (antiarrítmicos) ou controlo de frequência, a critério do médico.
2. O Desfecho Primário (Objetivo Principal)
O desfecho primário era composto por um conjunto de eventos graves: mortalidade total, AVC incapacitante, sangramento grave ou paragem cardíaca.
Resultado (Análise por Intenção de Tratar - ITT):
A ablação reduziu o risco do desfecho primário em 14% em comparação com os medicamentos, mas não atingiu significância estatística (p = 0.30).
Taxa de eventos: 8.0% no grupo ablação vs. 9.2% no grupo medicamentos.
Interpretação Estrita: Do ponto de vista estatístico formal (Intenção de Tratar), a ablação não provou ser superior aos remédios para salvar vidas ou prevenir AVCs graves nesta população geral.
3. Os Desfechos Secundários (Qualidade de Vida e Recorrência)
Apesar do resultado neutro no desfecho primário, a ablação brilhou nos objetivos secundários:
Recorrência da FA: A ablação reduziu a recorrência da arritmia em cerca de 48% comparada aos medicamentos.
Mortalidade e Hospitalização: Houve uma redução de 17% na mortalidade ou hospitalização cardiovascular (p = 0.001).
Qualidade de Vida: Os pacientes submetidos à ablação reportaram uma melhoria significativa na qualidade de vida e redução dos sintomas em comparação com o grupo medicamentoso.
4. O Grande Problema: "Crossover" (Cruzamento)
O estudo CABANA sofreu de uma limitação técnica significativa que dificultou a análise dos dados:
Do Medicamento para Ablação (27.5%): Muitos pacientes designados para tomar remédios sentiram-se mal ou não controlaram a arritmia e acabaram por fazer a ablação.
Da Ablação para Medicamento (9.2%): Alguns pacientes designados para ablação desistiram e preferiram ficar apenas com remédios.
Quando os investigadores analisaram os dados "Por Protocolo" (ou seja, considerando o tratamento que o paciente realmente recebeu, e não o designado), a ablação mostrou uma redução significativa na mortalidade e eventos graves. No entanto, esta análise é considerada menos robusta cientificamente devido ao viés de seleção.
5. Conclusões Clínicas Atuais
Hoje, a comunidade médica interpreta o CABANA da seguinte forma:
Segurança: A ablação é um procedimento seguro (taxa de complicações baixa).
Sintomas: A ablação é superior aos medicamentos para manter o ritmo sinusal e melhorar a qualidade de vida.
Mortalidade: Para a população geral de FA, a ablação não deve ser vendida como uma promessa de "viver mais", mas sim de "viver melhor".
Nota: Estudos posteriores, como o CASTLE-AF, mostraram que em pacientes com Insuficiência Cardíaca, a ablação de fato reduz a mortalidade. ( Próximo estudo a publicarmos)
# Palanga Ferramenta # 🫀Cardio Evidência🫀
ABLAÇÃO NA FIBRILAÇÃO ATRIAL QUAL É O EMBASAMENTO CIENTÍFICO ???? 19/03/2026, SIGA A PÁGINA ATÉ LÁ!!!
14/03/2026
O que aprenderemos hoje? Se cada dia aprendermos algo certamente cresceremos juntos.
Esses dois ECG, São da mesma pessoa, homem de 65 anos, com queixa de palpitações chega no serviço de urgência e você pode um ECG que é o primeiro, ele já traz o seu ECG de base, qual seria sua hipótese diagnostica e terapêutica?
Opções:
1- Taquicardia sinusial= Investigar causa e tratar causa
2- Taquicardia atrial = Betabloqueador para controle de frequência pu adenosina
3- Fibrilação atrial = Bloqueador de Canal de Cálcio
4- Taquicardia por reentrada atrioventricular = Amiodarona ou adenosina
5- Taquicardia por reentrada nodal = Adenosina e considerar ablação
No final fundamente a sua resposta.
Gabarito será no domingo dia 15/03 farei um vídeo curto e iremos aprender definitivamente algumas dicas.
24/02/2026
👉👉👉 EXERCÍCIO DO DIA 👉👉👉👉👉
# Caso: Paciente de 55 anos, com história de valvopatia reumatica com acometimento mitral, com história de plastia da mitral em 1997, Troca Valvar Mitral por Prótese Biológica em 1998 e 2005, vem ao pronto socorro com queixa de palpitações e mal estar. Além de dispneia classe funcional III há 6 meses. ECG na urgência com esse achado.
ECOTT FEVE 69%, Área valvar mitral 0.5, Gradiente médio 11, PSAP 85.
A) Qual diagnóstico valvar tem a paciente ? E qual seria conducta?
B)Qual diagnóstico eletrocardiográfico e conducta?
16/02/2026
# MONOTERAPIA OU TERAPIA COMBINADA NA HIPERTENSÃO ARTERIAL? COMO COMEÇAR?
A abordagem inicial do tratamento da hipertensão arterial (HAS) passou por uma mudança de paradigma significativa nos últimos anos, migrando da monoterapia sequencial para a terapia combinada (Single Pill Combination - SPC) como padrão-ouro.
Abaixo, resumo as evidências e as recomendações das principais diretrizes atuais (SBC, ESC e ACC/AHA).
1. Monoterapia vs. Terapia Combinada: O Racional
Historicamente, iniciava-se com um fármaco e aumentava-se a dose até o limite. No entanto, a evidência atual favorece a combinação por três motivos principais:
• Fisiopatologia Multifatorial: A HAS raramente depende de um único mecanismo. Combinar dr**as ataca diferentes vias (ex: SRAA + Balanço de Sódio).
• Efeito Anti-hipertensivo Superior: A combinação de duas classes em doses baixas é cerca de 5 vezes mais eficaz em reduzir a PA do que dobrar a dose de uma única droga.
• Neutralização de Efeitos Colaterais: Algumas combinações atenuam efeitos adversos (ex: IECA/BRA reduz o edema maleolar causado por Bloqueadores de Canais de Cálcio).
2. Evidências Clínicas Principais
• Meta-análise de Wald: Demonstrou que a redução da PA com doses baixas de duas classes é aditiva, enquanto os efeitos colaterais não são necessariamente aditivos.
• Estudo ACCOMPLISH: Mostrou superioridade da combinação IECA + BCC, sobre IECA + Diurético na
redução de eventos, cardiovasculares em pacientes de alto risco.
• Estudo SPRINT: Reforçou a necessidade de metas mais pressóricas mais baixas (< 120 mmHg de sistólica), o que frequentemente exige 2 ou mais fármacos desde o início.
3. Recomendações das Diretrizes (SBC 2020 / ESC 2024)
Quando iniciar com Terapia Combinada (Preferencial)
A maioria dos pacientes deve iniciar com combinação de dois fármacos em dose fixa (comprimido único) para melhorar a adesão.
• Hipertensão Estágio 2 ou 3: Sempre iniciar com combinação.
• Hipertensão Estágio 1 de Alto Risco Cardiovascular: Iniciar com combinação.
Quando a Monoterapia ainda é indicada?
A monoterapia é reservada para grupos específicos onde a redução brusca da PA pode ser perigosa:
• Hipertensão Estágio 1 de Baixo Risco.
• Idosos muito frágeis (com 80 anos ou mais).
• Pré-hipertensão com indicação medicamentosa específica.
4. Combinações Preferenciais
As diretrizes recomendam iniciar com a associação de um fármaco que atue no Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (IECA ou BRA) somado a um:
1. Bloqueador de Canais de Cálcio (BCC): Geralmente preferido para pacientes metabólicos ou com aterosclerose.
2. Diurético Tiazídico (ou similar): Frequentemente preferido em pacientes negros ou com tendência a edema.
Acompanhe a página, comente, tire dúvidas e deia sugestões.
Clique aqui para requerer seu anúncio patrocinado.
Categoria
Site
Endereço
Pinheiros
São Paulo, SP