Heber Esquina Lessa
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Se você convive com alguma dessas doenças do instestino e tem dúvida se o tratamento clínico ainda é suficiente, uma avaliação cirúrgica pode ajudar a definir o caminho com mais segurança. Agende sua consulta para entender se existe indicação, qual é o melhor momento e quais são as opções para o seu caso.
A dor da endometriose não acontece só porque existe uma lesão ali. Na cirurgia, o objetivo vai muito além de simplesmente retirar uma lesão visível. É preciso mapear a extensão da doença, liberar as aderências e remover os focos de endometriose da forma mais completa e segura possível, sempre considerando a preservação da função dos órgãos.
Por isso, cirurgia de endometriose precisa ser planejada de forma individual. Nem toda paciente precisa operar e nem toda cirurgia é igual. Se você convive com dor pélvica, dor na relação, cólicas incapacitantes ou sintomas intestinais e urinários que pioram no período menstrual, vale investigar. Uma avaliação adequada é o primeiro passo para entender o que realmente está acontecendo no seu caso.
Tem paciente que recebe alta da cirurgia e entende aquilo como: “pronto, agora só volto se sentir alguma coisa”. E nem sempre funciona assim.
Dependendo do que foi operado, eu quero rever esse paciente mesmo que ele esteja se sentindo ótimo. Porque acompanhamento não serve só para investigar sintoma. Serve também para confirmar que a evolução continua boa e perceber alterações que, no começo, podem não dar sinal nenhum.
A frequência dessas consultas muda muito de uma cirurgia para outra. Em alguns casos, depois de um período, praticamente não há necessidade de acompanhamento. Em outros, principalmente quando falamos de câncer, existe um cronograma de seguimento que precisa ser respeitado.
Então, quando o seu cirurgião disser que quer te ver novamente daqui a alguns meses, não é porque ele está esperando que alguma coisa dê errado. É justamente para acompanhar enquanto está tudo bem.
Eu sei que a primeira consulta pode vir acompanhada de muitas dúvidas. Às vezes você quer contar tanta coisa que, quando senta na minha frente, esquece justamente aquilo que queria perguntar. E está tudo bem.
Por isso, eu sempre digo aos meus pacientes: anote antes. Traga seus exames, suas receitas, suas dúvidas e tudo aquilo que você acha importante me contar.
E não se preocupe em chegar sabendo explicar tudo perfeitamente. Meu papel também é ouvir, perguntar e organizar essas informações com você.
Quero que você se sinta à vontade para falar, perguntar e entender cada etapa do seu cuidado. A consulta é justamente esse espaço: para olhar com calma para o que você está sentindo e, juntos, encontrarmos o melhor caminho para cuidar da sua saúde.
É curioso como uma cirurgia tão comum ainda gera tantas dúvidas.
A cirurgia da vesícula é um dos procedimentos mais estudados e padronizados da cirurgia geral. Ao longo dos anos, a técnica evoluiu muito, principalmente com a videolaparoscopia, que tornou a recuperação mais rápida e o pós-operatório mais confortável para a maioria dos pacientes.
Apesar de ser uma cirurgia muito frequente, ela continua sendo um procedimento que exige indicação, planejamento e avaliação individual. Cada paciente tem uma história diferente, e é isso que define a melhor conduta.
Ter 70, 75 ou 80 anos não é, sozinho, um motivo para contraindicar uma cirurgia.
Isso aparece muito no consultório em pacientes que precisam operar uma hérnia ou retirar a vesícula, por exemplo. A família olha primeiro para a idade e f**a com receio de que o procedimento seja arriscado demais.
Mas essa decisão não depende apenas dos anos de vida.
A gente avalia como está a saúde, a autonomia, as doenças associadas, o tipo de cirurgia e também o risco de deixar aquele problema sem tratamento.
Uma hérnia pode aumentar, causar dor e, em alguns casos, complicar. Uma doença da vesícula também pode evoluir com novas crises e complicações.
Por isso, a decisão de operar precisa considerar o paciente por inteiro e qual conduta oferece mais segurança para aquele caso.
O teste de HPV é um exame simples, realizado durante a consulta ginecológica, de forma muito parecida com o preventivo. Com uma pequena escovinha, é coletada uma amostra de células do colo do útero para identif**ar a presença dos tipos de HPV de alto risco.
Ele é indicado principalmente para mulheres a partir dos 30 anos, como parte do rastreamento do câncer do colo do útero, além de situações específ**as avaliadas pelo ginecologista.
Atualmente, o exame já pode ser encontrado na rede privada e também vem sendo incorporado ao SUS em diversas regiões do Brasil, ampliando o acesso a um método de rastreamento mais sensível.
Vale lembrar que ter HPV não signif**a ter câncer. O objetivo do exame é identif**ar precocemente quem precisa de um acompanhamento mais cuidadoso, aumentando as chances de prevenir o desenvolvimento da doença.
Na cirurgia oncológica, retirar apenas o que é visível nem sempre é suficiente.
Algumas células do câncer podem ultrapassar os limites do tumor de forma microscópica, sem serem vistas durante a cirurgia ou nos exames de imagem.
Por isso existem as margens cirúrgicas: uma pequena faixa de tecido saudável retirada ao redor do tumor para aumentar a chance de remover toda a doença.
Essa margem não é igual para todos os casos. Ela varia de acordo com o tipo de câncer, o órgão acometido e o que a ciência já demonstrou ser mais seguro.
Depois, o patologista analisa toda a peça cirúrgica para confirmar se essas margens estão livres de células tumorais. Esse resultado ajuda a definir os próximos passos do tratamento e reduz o risco de a doença permanecer no local.
Receber um pedido de biópsia costuma gerar ansiedade. Para muitas pessoas, a primeira associação é com câncer. Mas, na prática, esse exame serve justamente para esclarecer o diagnóstico, e não para confirmá-lo.
Em muitos casos, alterações vistas no ultrassom, na tomografia, na ressonância ou até durante uma cirurgia podem ter diferentes causas. Algumas são benignas, outras são inflamatórias, infecciosas e, em alguns casos, realmente podem representar um tumor.
É por isso que a biópsia é tão importante. Ela permite analisar o tecido no microscópio e identif**ar exatamente qual é a doença.
Só depois dessa confirmação é possível indicar o tratamento mais adequado. Afinal, cada diagnóstico exige uma conduta diferente, e tratar sem ter essa resposta pode signif**ar um tratamento desnecessário ou até inadequado.
Mais do que procurar um problema, a biópsia é uma ferramenta para trazer clareza e permitir que cada paciente receba o cuidado certo, no momento certo.
Se você tem uma hérnia da parede abdominal, é assim que ela é corrigida na maioria das vezes.
A correção da hérnia não consiste apenas em “fechar o buraco”. Em muitos casos, é necessário reforçar a parede abdominal para diminuir a tensão sobre os tecidos e reduzir o risco de a hérnia voltar.
É justamente para isso que utilizamos a tela cirúrgica, também chamada de prótese de polipropileno (ou outro material sintético, dependendo do caso). Ela funciona como um reforço da parede abdominal, oferecendo sustentação para que os tecidos cicatrizem de forma mais resistente.
A indicação da tela, o tipo de material e a técnica utilizada dependem das características de cada hérnia e de cada paciente.
O objetivo é oferecer um reparo mais seguro, resistente e duradouro.
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