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BRUXISMO, PSOAS E DOR LOMBAR: O CORPO PODE ESTAR CONTANDO A MESMA HISTÓRIA
A mandíbula não funciona isolada. Sono, estresse, respiração e controle muscular influenciam a forma como o sistema nervoso organiza as tensões do corpo.
Pesquisas mostram que o bruxismo do sono está relacionado a microdespertares e alterações autonômicas. Pessoas com disfunção temporomandibular persistente também podem apresentar maior sensibilidade à dor em outras regiões, incluindo a lombar.
O psoas participa da estabilidade da coluna, da pelve e do movimento do quadril. Já o diafragma conecta respiração e controle do tronco.
Isso não significa que o bruxismo encurte diretamente o psoas. A conexão pode envolver estresse, sono, respiração, sensibilização da dor e padrões de proteção muscular.
Por isso, tratar apenas o local que dói pode não ser suficiente.
O sintoma aparece em uma região, mas os fatores que o mantêm podem envolver o corpo inteiro.
O cérebro não sente a dor. Ele interpreta a informação que recebe do corpo.
Essa é uma das descobertas mais importantes da neurociência da dor.
A dor não depende apenas de uma lesão. Ela é resultado da forma como o cérebro interpreta milhares de informações ao mesmo tempo, como movimento, inflamação, experiências anteriores, emoções, estresse, medo e expectativa.
É por isso que duas pessoas podem ter o mesmo exame e sentir dores completamente diferentes.
Quando a dor permanece por muito tempo, o sistema nervoso pode ficar mais sensível. O cérebro entra em estado de alerta constante e começa a responder com mais intensidade a estímulos que antes seriam considerados normais.
A boa notícia é que o cérebro também aprende o caminho contrário.
Com informação de qualidade, movimento adequado, tratamento individualizado e repetição dos estímulos corretos, ele é capaz de reorganizar essas conexões. Esse processo é conhecido como neuroplasticidade.
Por isso, tratar apenas o local da dor nem sempre resolve.
É preciso entender como cérebro, corpo e mente estão se comunicando.
A dor é real.
Mas ela nem sempre representa a gravidade do dano.
O objetivo do tratamento não é apenas diminuir a dor, mas devolver liberdade de movimento, confiança e qualidade de vida.
Dor não é destino. É um sinal de que algo precisa ser compreendido.
Performance • Movimento • Conexão
Paulo Mauricio Carmo
Referências científicas
• Moseley GL, Butler DS. Explain Pain Supercharged. NOI Group, 2017.
• Lorimer Moseley. Why Things Hurt: Life, Pain and the Brain. 2021.
• Adrian Louw et al. The efficacy of pain neuroscience education on musculoskeletal pain: A systematic review. 2016.
• Ronald Melzack e Patrick Wall. Gate Control Theory of Pain. 1965.
• International Association for the Study of Pain. Definição atual de dor: "A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada ou semelhante à associada a dano tecidual real ou potencial."
Hoje foi dia de cuidar de quem dedica a vida a transformar a vida de outras pessoas.
A Marcela impacta diariamente centenas de alunos, ajudando cada um deles a destravar o inglês, ganhar confiança e acreditar mais em si.
Mas, por trás de todo profissional que entrega o seu melhor, existe alguém que também precisa de cuidado.
Ela retornou em busca de prevenção, autocuidado e atenção especial para a ATM, reforçando algo que sempre acredito: saúde não é apenas tratar a dor, é cuidar de si antes que ela limite seus passos.
Foi uma honra recebê-la novamente e acompanhar mais um capítulo dessa jornada.
Porque quem ensina tantas pessoas a destravarem seu potencial também merece reservar um tempo para cuidar do próprio corpo.
Prevenção não é gasto.
É investimento.
Destrave Sempre.
04/06/2026
🎥 Existe o melhor travesseiro?
A resposta pode te surpreender: não existe o melhor travesseiro. Existe o melhor travesseiro para você.
O travesseiro ideal é aquele que mantém sua cabeça, pescoço e coluna alinhados durante o sono.
Quem dorme de lado, de barriga para cima ou de bruços precisa de alturas e densidades diferentes.
Se você acorda com dor no pescoço, dor de cabeça, tensão nos ombros ou sensação de sono não reparador, o problema pode não estar apenas no colchão, mas também no travesseiro.
Seu corpo deixa sinais. Basta aprender a interpretá-los.
💡 Dormir bem não é luxo. É recuperação, performance e qualidade de vida.
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