Dra. Jakeliny Vieira
Especialista em Gastroenterologia outorgado pelo MEC e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Trabalha no Hospital Unimed Vitória. A Dra.
Jakeliny Vieira possui graduação em medicina pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, residência médica em gastroenterologia pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e mestrado em gastroenterologia clínica pela Universidade de São Paulo (USP). Possui Títulos de Especialista em Gastroenterologia outorgado pelo MEC e pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Atua na área de Medicina, com ênfase em Gastroenterologia / Hepatologia.
30/09/2026
Sorbato de potássio, usado para evitar bolor em queijos, geleias e pães; metabissulfito de potássio, capaz de impedir o crescimento de bactérias em sucos industrializados; nitrido de cálcio, um conservante de carnes processadas; ácido ascórbico, a popular vitamina C, para prevenir o ranço; ascorbato de sódio, outro antioxidante, que preserva a cor dos embutidos; ácido cítrico, conservante também usado para realçar o sabor e, para fechar a lista, ácido carnósico, que retarda a oxidação das gorduras.
O consumo frequente destes oito aditivos alimentares, muito empregados pela indústria, foi associado a um risco 29% maior de hipertensão arterial, angina, infarto e AVC (acidente vascular cerebral) em um estudo que analisou a alimentação de 112.395 franceses.
Eles participam da coorte NutriNet-Santé e, há cerca de oito anos , a cada seis meses reportam tudo o que comeram e beberam nas 48 horas anteriores e também tiveram sua saúde cardiovascular monitorada ao longo do seguimento.
Com essas informações, pesquisadores do INSERM (Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale), da Université Sorbonne Paris Nord e da Université Paris Cité registraram a quantidade de 17 aditivos encontrados nos alimentos listados.
Na análise estatística, os participantes foram divididos entre os que consumiam quantidades maiores dessas substâncias e os que quase não as consumiam. Foi assim que se encontrou uma associação significativa entre a ingestão dos oito aditivos listados com doenças cardiovasculares. Ela foi linear, ou seja, quanto maior o consumo, maior o risco de problemas.
Os autores reconhecem que, talvez, não seja o aditivo sozinho que faça mal, mas a composição dos ultraprocessados em que eles costumam estar presentes. Mas sugerem que as agências reguladores revejam os limites de consumo desses aditivos e dizem que o trabalho reforça a ideia de que, para a saúde, é melhor se servir de alimentos naturais ou minimamente processados.
O artigo saiu no European Heart Journal. Este é o DOI: 10.1093/eurheartj/ehag308
Dra. Jakeliny Vieira: Gastroenterologia e Hepatologia Clínica.
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28/09/2026
A úlcera gástrica é uma ferida que se desenvolve na mucosa interna do estômago, ocorrendo quando o suco gástrico ácido corrói o tecido de proteção do próprio órgão. É uma das formas da doença ulcerosa péptica e requer atenção médica para evitar sangramentos e perfurações.
Principais Causas
• Infecção por H. pylori: A bactéria Helicobacter pylori inflama a mucosa do estômago, quebrando a barreira protetora contra o ácido.
• Uso de Anti-inflamatórios (AINEs): O uso frequente ou prolongado de medicamentos como ibuprofeno, cetoprofeno, diclofenaco e aspirina bloqueia substâncias que protegem o estômago.
• Fatores Agravantes: O estresse físico extremo (como grandes queimaduras ou cirurgias), o tabagismo e o consumo excessivo de álcool não causam a úlcera sozinhos, mas pioram os sintomas e atrasam a cicatrização.
Sintomas Mais Comuns
• Dor ou queimação na boca do estômago: Costuma piorar logo após as refeições (diferente da úlcera duodenal, que melhora com a comida).
• Sensação de estufamento ou estômago cheio logo no início da refeição.
• Náuseas e vômitos, especialmente após comer.
• Sinais de Alerta (Ir de imediato ao Pronto-Socorro): Fezes pretas como piche (sangue digerido), vômito com sangue (ou aspecto de borra de café) e dor abdominal súbita e dilacerante (sinal de perfuração).
Como é Feito o Diagnóstico e Tratamento?
O diagnóstico padrão-ouro é realizado através da Endoscopia Digestiva Alta (EDA), que permite visualizar a ferida diretamente e realizar biópsias para descartar malignidade (câncer gástrico) e testar a presença da bactéria H. pylori.
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24/09/2026
Estudo aponta que medida da cintura está associada a maior chance de óbito precoce em adultos com mais de 65 anos.
Entre adultos com 65 anos ou mais, ter uma circunferência abdominal maior foi associado a um risco maior de morte prematura, de acordo com um novo estudo. No entanto, ser classificado como obeso pelo índice de massa corporal (IMC) foi associado a um risco menor de morte prematura.
Sabemos que a obesidade está associada a um risco aumentado de diversas doenças, incluindo doenças cardíacas e diabetes tipo 2. Mas, em adultos mais velhos, a relação entre peso corporal e saúde pode ser mais complexa do que um simples número na balança.
Como os idosos e seus médicos devem interpretar os resultados aparentemente contraditórios deste estudo, publicado em 19 de agosto no Journal of the American Geriatrics Society?
Para entender o que essa pesquisa significa para o envelhecimento saudável, conversei com a Dra. Leana Wen, especialista em bem-estar da CNN. Wen é médica de emergência e professora associada clínica na Universidade George Washington. Ela já atuou como comissária de saúde de Baltimore.
Continue lendo: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/paradoxo-da-obesidade-excesso-de-gordura-abdominal-revela-mais-sobre-a-longevidade-em-adultos/
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23/09/2026
Tizepatida já causa náuseas e vômitos, e bebida alcoólica pode intensificar esses sintomas, além de favorecer a desidratação no paciente.
O remédio e o álcool não costumam formar uma boa combinação, pois ambos são metabolizados pelo fígado e podem sobrecarregar o órgão, além de reduzirem a eficácia do tratamento e aumentarem os efeitos colaterais. Mas, será que o com o Moujaro isso é diferente? Com o aumento do consumo de canetas emagrecedoras no Brasil, essa dúvida persiste entre os usuários.
Em entrevista à CNN Brasil neste sábado (12), a médica Marcele Quesada, pós-graduanda em endocrinologia, explicou que quem faz tratamento de tirzepatida deve ter cautela ao consumir bebidas alcoólicas, pois a combinação pode intensificar ainda mais os efeitos gastrointestinais.
Além disso, não há estudos clínicos robustos que determinem uma quantidade de álcool considerada segura durante o tratamento.
"O uso da tirzepatida já pode causar efeitos gastrointestinais, conforme informado na própria bula do medicamento: como náusea, diarreia, vômitos, constipação, dispepsia/indigestão e dor abdominal. O álcool pode piorar esses sintomas e também favorecer desidratação, principalmente quando há vômitos ou diarreia", aponta.
Segundo Quesada, a atenção também deve ser maior entre pessoas com diabetes que utilizam o medicamento. A tirzepatida, quando utilizada isoladamente, apresenta baixo risco de hipoglicemia. Esse perigo aumenta, porém, quando o produto é associado a medicamentos para diabéticos.
"Esse risco aumenta quando o paciente utiliza simultaneamente outras classes medicamentos para controle de glicemia, como insulina ou sulfonilureias. O álcool, especialmente quando consumido em jejum ou em quantidade elevada, também pode favorecer hipoglicemia", aponta a especialista.
Mais: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/quem-toma-mounjaro-pode-beber-medica-alerta-sobre-efeitos-da-combinacao/
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21/09/2026
Pesquisa acompanhou participantes por uma média de 20 anos e mostrou que medir a cintura pode identificar riscos que ficam ocultos quando é considerado apenas o IMC.
A gordura acumulada na região abdominal pode ajudar a identificar o risco de doenças cardiovasculares de forma mais precisa do que o índice de massa corporal (IMC) sozinho.
➡️É o que aponta um estudo publicado na revista científica "Journal of the American College of Cardiology", que analisou dados de quase 260 mil pessoas ao longo de uma média de 20 anos.
Os pesquisadores avaliaram a circunferência da cintura (CC) e a relação cintura-quadril (RCQ), medidas usadas como indicadores indiretos da chamada adiposidade central, e compararam os resultados com as categorias tradicionais de IMC (peso normal, sobrepeso e obesidade).
A conclusão foi que as medidas da região abdominal podem reclassificar o risco cardiovascular de pessoas que, considerando apenas o IMC, seriam colocadas em uma categoria diferente de risco.
De acordo com a pesquisadora Zeina A. Dardari, autora principal do estudo, os resultados mostram a importância de se medir a gordura abdominal, mesmo em indivíduos com IMC considerado normal.
"Basear-se exclusivamente no IMC pode levar a uma classificação incorreta do risco cardiovascular em uma ampla gama de desfechos cardiovasculares", analisa a autora.
Mais: https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/08/12/gordura-abdominal-pode-indicar-risco-cardiaco-melhor-do-que-o-indice-de-massa-corporal-aponta-estudo.ghtml
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17/09/2026
Considerada uma manifestação direta da síndrome metabólica, a gordura no fígado afeta cerca de 30% da população mundial e pode evoluir de forma silenciosa para fibrose e cirrose quando não tratada.
A esteatose hepática, historicamente conhecida como acúmulo de gordura no fígado, consolidou-se como uma das condições clínicas de maior crescimento na medicina moderna. Recentemente reclassificada pelo consenso internacional de especialistas como doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD, na sigla em inglês), a alteração deixou de ser vista como um achado isolado em ultrassonografias de rotina para assumir o papel de importante marcador de risco sistêmico.
Estimativas da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e publicações de órgãos internacionais de saúde apontam que aproximadamente três em cada dez adultos apresentam acúmulo excessivo de triglicerídeos nos hepatócitos. O cenário é impulsionado por fatores centrais da vida contemporânea: alimentação hipercalórica rica em açúcares refinados e gorduras saturadas, sedentarismo e, fundamentalmente, a presença de resistência à insulina e excesso de gordura visceral.
Por se tratar de uma condição assintomática em seus estágios iniciais, o diagnóstico costuma ocorrer tardiamente. Quando não identificada e contida em fases reversíveis, a esteatose pode progredir para esteato-hepatite (inflamação celular ativa), deposição de tecido cicatricial (fibrose), cirrose hepática e até carcinoma hepatocelular. Além do dano direto ao tecido do fígado, a literatura médica aponta que as principais causas de mortalidade nesses pacientes não decorrem exclusivamente da falência hepática, mas de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Mais: https://www.terra.com.br/noticias/avanco-da-esteatose-hepatica-acende-alerta,0e5b3d9e35f9bc4634a61b7e434afe7bgmvzvlxv.html
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16/09/2026
O resultado alterado de um exame de rotina é, normalmente, o primeiro sinal de que algo no organismo precisa de uma investigação. É o caso da ferritina, proteína responsável pelo armazenamento do ferro dentro das células. Quando identificada em níveis elevados, pode estar associada a processos infecciosos, inflamatórios, alterações metabólicas, obesidade, resistência à insulina e problemas no fígado.
A ferritina alta não pode ser interpretada de forma isolada ou apenas como sinal de sobrecarga de ferro no organismo, que pode ocorrer em condições como a hemocromatose. Em casos mais específicos, por exemplo, doenças hematológicas, autoimunes e algumas neoplasias também podem estar associadas à elevação.
A ferritina deve ser investigada de forma individualizada, entendendo o histórico clínico do paciente, considerando fatores como alimentação, composição corporal, uso de medicamentos e suplementos, consumo de álcool, alterações glicêmicas e função hepática. A partir disso, será possível solicitar exames necessários e complementares para direcionar toda a investigação.
Não existe um valor único de ferritina que possa ser interpretado como perigoso, de forma isolada. Os parâmetros podem variar a depender de fatores como s**o, idade e laboratório. Por isso, é importante avaliar não apenas o resultado, mas também sua persistência, a saturação de transferrina, os exames hepáticos e o contexto clínico do paciente.
Diretrizes europeias consideram relevante avaliar a combinação de ferritina acima de aproximadamente 200 μg/L nas mulheres e 300 μg/L nos homens. Já os valores acima de 1.000 μg/L merecem atenção especial. Por isso, um dos exames mais importantes é a saturação de transferrina. Através do resultado, podemos entender a necessidade de exames adicionais, como ultrassonografia e elastografia.
É necessário que o paciente busque uma avaliação completa com um profissional capacitado, evitando iniciativas por conta própria, como a restrição de alimentos ricos em ferro, retirada de sangue ou utilização de medicamentos e suplementos. A orientação médica é fundamental para definir a investigação e o tratamento adequado.
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14/09/2026
Modelo mostrou marcas nas pernas causadas pela condição; especialista explica por que pacientes com lipedema podem desenvolver hematomas mesmo após pequenos traumas.
A modelo Yasmin Brunet voltou a falar sobre o lipedema na segunda-feira (10) ao mostrar nas redes sociais hematomas e marcas que aparecem em suas pernas. A condição pode aumentar a fragilidade dos pequenos vasos sanguíneos e fazer com que situações cotidianas, que normalmente não deixariam marcas, provoquem manchas roxas.
“Ter lipedema é se acostumar com pernas marcadas por causa das calças e roxos que aparecem do nada”, escreveu a ex-BBB ao mostrar as pernas em um vídeo.
Segundo o cirurgião plástico Rafael Erthal, o aparecimento dos hematomas está relacionado às alterações provocadas pelo lipedema no tecido adiposo e nos pequenos vasos sanguíneos.
Por que aparecem tantos hematomas?
De acordo com Erthal, há um conjunto de alterações que pode provocar o que é chamado de "fragilidade capilar". Em termos simples, os pequenos vasos sanguíneos das áreas afetadas ficam mais suscetíveis a rompimentos.
O especialista explica que o tecido adiposo inflamado pode comprimir vasos sanguíneos e linfáticos, enquanto alterações no tecido que dá sustentação a esses vasos também contribuem para aumentar sua fragilidade. Além disso, pode ocorrer a formação de novos vasos sanguíneos com funcionamento inadequado.
Como consequência, pequenos impactos podem ser suficientes para provocar hematomas.
Mais: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/roxos-aparecem-do-nada-yasmin-brunet-mostra-hematomas-entenda-lipedema/
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10/09/2026
USP e Hucam-Ufes integram pesquisa liderada pela Universidade Johns Hopkins nos Estados Unidos para buscar novos tratamentos e a eliminação da doença até 2030.
Um novo estudo global, liderado pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, busca tratamentos e uma cura para a hepatite B. A pesquisa conta com a participação de duas universidades públicas do Brasil para iniciar os te**es no país.
O consórcio une, além da Universidade John Hopkins, pesquisadores do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. As universidades que representam o Brasil são a USP (Universidade de São Paulo) e o Hucam-Ufes (Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo).
O objetivo da pesquisa é observar, a nível celular, o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países assim como as respostas imunológicas das pessoas infectadas.
Durante os te**es, serão analisadas também pessoas infectadas ao mesmo tempo por hepatite B e HIV.
A professora do Hucam-Ufes, Tânia Reuter, afirma que o estudo busca eliminar as hepatites virais, e, no caso do Brasil, eliminar a hepatite B como problema de saúde pública até 2030.
Te**es no Brasil
O estudo teve início este ano no Brasil e a previsão é que deve durar cerca de cinco anos. Segundo Reuter, no geral, os pesquisadores irão observar 600 pacientes com hepatite B e com a coinfecção por hepatite B e HIV por cerca de quatro anos e meio cada.
Do total de participantes, serão 150 pacientes de cada país. No Brasil, 75 participantes serão analisados pela equipe dela no Ufes.
A pesquisa procura identificar o que faz com que o vírus evolua diferentemente em cada paciente, quais características genéticas são capazes de proteger as pessoas de uma evolução mais rápida e quais subpartículas do vírus podem funcionar como preditores de cura ou de tratamento.
Mais: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/cura-da-hepatite-b-universidades-brasileiras-integram-estudo-global/
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09/09/2026
Jakeliny possui graduação em medicina pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, residência médica em gastroenterologia pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e mestrado em gastroenterologia clínica pela Universidade de São Paulo (USP).
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