TV Cangaluta
TV Cangaluta, é uma plataforma de informação caracterizada por isenção, rigor e responsabilidade.
16/08/2026
Opinião✊
👇
EVACUAÇÕES VS INCERTEZAS: A NECESSÁRIA REINVENÇÃO DA COOPERAÇÃO NA SAÚDE ENTRE A GUINÉ-BISSAU E PORTUGAL
Por: M***a Baldé
A cooperação entre a Guiné-Bissau e Portugal no domínio da saúde é uma das expressões mais significativas da relação histórica entre os dois países. Ao longo de décadas, milhares de cidadãos guineenses encontraram em Portugal a oportunidade de aceder a tratamentos médicos especializados que, infelizmente, continuam indisponíveis no seu país de origem.
O Acordo Bilateral de Saúde estabelece que Portugal preste assistência médica aos doentes guineenses evacuados, desde que ambas as partes reconheçam a indispensabilidade da transferência. O próprio protocolo define os procedimentos necessários para o encaminhamento: o envio do historial clínico e a articulação direta entre as entidades coordenadoras.
Contudo, impõe-se uma questão fundamental: estará este processo a funcionar com a rapidez, a previsibilidade e a dignidade que um doente em estado grave merece?
Entre a Necessidade Clínica e a Burocracia Criada
Um dos maiores desafios da evacuação médica reside no equilíbrio entre o rigor administrativo e a urgência clínica.
É compreensível e legítimo que existam critérios formais: é preciso avaliar o quadro do paciente, confirmar a ausência de resposta terapêutica local, identificar o hospital de destino em Portugal, assegurar o financiamento e organizar a logística da viagem. No entanto, quando tais exigências se convertem em esperas intermináveis, o sistema falha na sua missão primordial: salvar vidas.
Um doente que necessita de intervenção especializada não pode ser tratado como um simples processo burocrático num ecrã. Em contexto hospitalar, o tempo é um fator determinante — é a linha que separa a recuperação da incapacidade permanente, ou a própria vida da morte. Por essa razão, os mecanismos de evacuação urgente exigem canais de comunicação diretos, céleres e permanentes entre as autoridades sanitárias dos dois Estados.
Portugal: Um Parceiro Essencial, mas com Responsabilidades e Limites
Portugal tem sido um pilar fundamental no acolhimento de doentes guineenses. Os hospitais portugueses dispõem de capacidade técnica e especialidades que a Guiné-Bissau ainda não possui em escala suficiente.
No entanto, é imperativo reconhecer que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) português enfrenta hoje os seus próprios desafios estruturais, caracterizados pela pressão crescente sobre os serviços, listas de espera e limitações de capacidade. Aliás, um doente pode esperar até cerca de 20 horas de tempo para ser atendido por um médico.
Assim, a cooperação bilateral não pode continuar a assentar, quase exclusivamente, na transferência física de pacientes. Cooperar em saúde significa também partilhar conhecimento, formar quadros, prestar assistência técnica, implementar a telemedicina, modernizar infraestruturas e criar capacidade local na Guiné-Bissau. O protocolo de colaboração assinado em 2018 já perspetivava esta visão abrangente, mas a sua concretização prática continua aquém das necessidades reais.
Deve-se ter na mente que, por detrás de cada processo de evacuação há um ser humano, uma família em sofrimento e uma vida pendente da eficiência das instituições. É doloroso continuar a testemunhar como tem sido ao longo de anos, que pessoas e, sobretudo, as crianças continuem a perder a vida devido à lentidão ou à ausência de tratamentos especializados atempados.
A Guiné-Bissau Precisa de Assumir a Sua Responsabilidade
Reclamar melhorias na aplicação dos acordos não significa descarregar toda a responsabilidade no parceiro português. A Guiné-Bissau tem de assumir a sua quota-parte e reorganizar profundamente os seus processos internos. Isto é, construir hospitais de referência e preparar recursos humanos capaz de atender as necessidades da população.
No entanto, durante o processo de reorganização interna, a Guiné-Bissau deve assim:
Em primeiro lugar, o país precisa de diversificar as suas alianças, firmando ou redefinindo acordos de cooperação sanitária com outros países parceiros, descentralizando a pressão sobre Portugal. Em segundo lugar, exige-se rigor ético e técnico: os casos devem ser avaliados por juntas médicas altamente competentes e isentas, os processos clínicos devem ser instruídos com rigor e acompanhados de todos os exames complementares necessários, e a seleção de pacientes deve ser pautada pela absoluta transparência, dando prioridade estrita aos casos de maior gravidade clínica e viabilidade terapêutica.
É inaceitável que critérios de parentesco, influência política ou relações pessoais interfiram num processo que deve ser estritamente clínico.
O Pós-Embarque: A Luta Contra o Abandono Social
Outra dimensão crítica reside no acompanhamento do doente após a chegada a Portugal. Na prática, muitos pacientes e os seus acompanhantes enfrentam barreiras dramáticas que vão muito além do problema de saúde, nomeadamente: dificuldades no alojamento, a falta de alimentação, os transportes, a regularização documental e o isolamento prolongado.
Evacuar um doente não é simplesmente emitir um bilhete de avião e encaminhá-lo para uma enfermaria. Exige-se uma verdadeira continuidade de cuidados, que englobe o acompanhamento clínico com atualização regular à família, o suporte social e logístico indispensável, condições mínimas de habitabilidade para o acompanhante e uma orientação administrativa clara num país e num sistema de saúde desconhecidos.
Trata-se de uma população em extrema vulnerabilidade física e emocional, que necessita de uma rede de apoio estruturada e humanizada.
Mais Transparência, Menos Incerteza
As famílias têm o direito inalienável de saber em que fase se encontra o processo do seu familiar, quais as etapas seguintes e quem são os responsáveis por cada decisão. É desumano remeter familiares à angústia de semanas ou meses de silêncio e incerteza.
Um sistema de saúde moderno deve permitir o rastreio digital de cada processo através de um número de referência seguro, garantindo acesso à informação aos intervenientes legítimos e respeitando a proteção de dados. A digitalização e a modernização dos serviços administrativos são urgentes e perfeitamente viáveis.
Por Uma Nova Fase na Cooperação Bilateral
O verdadeiro sucesso da cooperação sanitária não deve ser medido pelo número de pessoas que saem do país para receber tratamento, mas sim pelo número daquelas que passam a poder ser tratadas dignamente dentro da Guiné-Bissau. Quanto maior for a capacidade médica interna, menor será a dependência de evacuações.
O Acordo de Saúde que segundos os dados remonta desde 1992 foi um marco histórico fundamental, contudo, a realidade epidemiológica, as tecnologias médicas e as dinâmicas institucionais mudaram radicalmente desde a sua assinatura. É chegado o momento de Portugal e a Guiné-Bissau avaliarem conjuntamente os constrangimentos do sistema. Não se trata em procurar culpados, mas sim foco em respostas concretas.
A Guiné-Bissau tem de investir seriamente na sua infraestrutura e nos seus profissionais; Portugal deve manter uma cooperação solidária, responsável e alinhada com as capacidades do seu próprio sistema. Ambos devem colocar o doente no centro de todas as decisões.
Um acordo de saúde só cumpre o seu propósito quando não permite que a burocracia se sobreponha ao valor supremo da vida humana. A evacuação médica não pode continuar a ser uma corrida de obstáculos administrativos — tem de voltar a ser, verdadeiramente, uma ponte de esperança entre dois países irmãos.
Um simples ato ou atraso administrativo pode custar a vida de pessoas inocentes.
Que Deus nos abençoe 🤲🙏
Lisboa; 15 de agosto de 2026
29/11/2025
SONKO VS DIOMAYE
Deriva institucional e quebra da ordem constitucional: uma palavra politicamente séria
Convocado em frente à Assembleia Nacional do Senegal para responder a uma questão atual, o primeiro-ministro foi sujeito a um requisito simples mas fundamental: respeitar o quadro republicano, o objeto da convocação e a dignidade da instituição parlamentar. Este exercício não é nem uma reunião política, nem um fórum pessoal, muito menos um espaço para assentamentos. Ele tem a responsabilidade do estado.
Mas em vez de aderir às expectativas legítimas dos deputados e do povo senegalês, o primeiro-ministro desviou o exercício para controvérsias sem coerência institucional, misturando disputas políticas secundárias, acusações vagas e considerações que não faziam parte de todo do assunto da sua audição. Esta deriva afeta até a solenidade do controlo parlamentar.
Mas o pior está noutro lugar.
Ao afirmar publicamente: "Eu não trabalho para o Presidente da República, eu trabalho para o Senegal", o primeiro-ministro emitiu um ato de quebra simbólica com a arquitetura constitucional da República. Tal afirmação não é simplesmente uma deficiência linguística: constitui uma negação explícita do princípio da subordinação governamental, mas consagrado pela Constituição.
Na ordem constitucional senegalesa:
o Presidente da República nomeia o Primeiro-Ministro,
determina as grandes direções da política nacional,
e o governo implementa esta política sob a sua autoridade.
Esta ligação não é nem moral, subjetiva nem opcional: é legal, orgânica e constitucional. O primeiro-ministro só mantém a legitimidade institucional desta delegação presidencial. Desafiar esta realidade nas instalações do Parlamento é como enfraquecer o estado no topo da sua hierarquia executiva.
A partir de então, quando o primeiro-ministro :
está confrontando de frente a autoridade do Chefe de Estado,
está autorizado a intervir na política externa, um domínio constitucionalmente reservado ao Presidente,
desordenadamente evoca quantias de bilhões de bilhões,
Cita com sucesso o FMI, o gabinete Mazars, relatórios alegadamente desaparecidos, sem método, sem provas claras ou enquadramento legal específico,
ele não faz pedagogia estatal, ele incute confusão, suspeita e instabilidade na opinião pública. Tal comunicação, num país que enfrenta sérias dificuldades económicas e sociais, é politicamente perigosa.
Num ponto de vista estritamente político, esta postura revela uma superpersonalização do poder executivo e uma clara tentativa de dissolidação estratégica contra a autoridade presidencial. No entanto, um primeiro-ministro não pode posicionar-se como um contrapoder interno no topo do estado, nem construir a sua legitimidade contra a do presidente sem afetar o equilíbrio institucional.
Moralmente, a situação é ainda mais chocante do que:
o povo senegalês está passando por um profundo cansaço social,
A vida cotidiana é marcada pela custa da vida, do desemprego e das tensões econômicas.
Enquanto o primeiro-ministro viaja para milhões num jato particular,
Ele era esperado dele não ataques políticos, mas respostas concretas, sóbrias e úteis sobre as prioridades nacionais.
O povo não está esperando:
liquidação de contas,
ataques infiltrados,
nem declarações de separação com o Presidente da República.
Ele está esperando.
Responsabilidade, lealdade institucional, clareza e principalmente soluções.
No final, o que aconteceu na Assembleia Nacional não é apenas um deslize verbal. Este é um sinal politicamente pesado, revelando um profundo tumulto na compreensão até mesmo das fundações do estado. E quando um primeiro-ministro dá o espetáculo do desafio interno da autoridade presidencial, não está a enfraquecer uma pessoa: é a própria República.
//Bougar Garmi Diouf
BACIRO DJA DEU PUNHALADA À DSP
BACIRO DJA DEU PUNHALADA À DSP E RECONHECE ADJA SATU CAMARÁ COMO PRESIDENTE DA ANP.
O candidato para as Eleições Presidenciais marcadas para 23 de novembro, Baciro Dja deita toalha no chão e reconhece Adja Satu Camará Pinto como Presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.
As declarações do aliado de Domingos Simões Pereira desde 2019 foram proferidas após um encontro com José Mário Vaz, Ex-presidente da República, igualmente candidato para as eleições de novembro.
As palavras de Dja foram vistas como uma "punhalada" a Domingos Simões Pereira enquanto eleito pela plenária da ANP para um mandato de quatro anos.
Adja Satu Camará, atual presidente em exercício do Palácio Colinas de Boé que desempenhava as funções de segunda vice-presidente da casa do povo, foi designada para assumir o cargo de Simões Pereira num momento conturbado relacionado com a suposta tentativa de subversão da ordem constitucional.
No entanto, durante o período que durou cerca de dois anos, Baciro Dja tem sido rebelde sobre a assunção de Satu Camará como Presidente da ANP.
Surpreendentemente, hoje, durante a visita de cortesia de JOMAV, Baciro Dja não conteu as emoções.
Vídeo: cortesia O País.
21/10/2025
‼️Ex-presidente Nicolas Sarkozy, francês, começa hoje a cumprir a pena de cinco anos de prisão a que foi condenado.
Condenado a cinco anos de prisão no caso de financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007, sentença da qual recorreu - Nicolas Sarkozy tornou-se esta terça-feira, 21 de Outubro, o primeiro ex-chefe de Estado na história da União Europeia a ser detido.
“Manter a cabeça erguida.” Essa é a obsessão declarada de Nicolas Sarkozy desde o anúncio da sentença, quando entendeu que iria inevitavelmente para a prisão. O ex-presidente da República não demonstrou qualquer desespero, apenas combatividade para “limpar sua honra”. O animal político despertou e, desde então, Sarkozy vem construindo uma narrativa em torno de sua prisão e do que apresenta como uma injustiça.
O ex-chefe de Estado não mudou seus hábitos: corrida matinal, partida de futebol no Parc des Princes, aniversário da filha em um restaurante… Ele fez saber que manteria seus cargos como administrador nos grupos Lagardère e Accor. Recebeu e conversou com seus aliados, principalmente figuras ligadas a Jacques Chirac – como François Baroin e Christian Jacob.
Nos últimos dias, Nicolas Sarkozy fez confidências à imprensa para mostrar que está inabalável. “Não tenho medo da prisão”, afirmou ao jornal La Tribune Dimanche. “Eles quiseram me fazer desaparecer, isso me faz renascer”, declarou ao Le Figaro, construindo uma personagem quase romanesca de vítima de erro judiciário, comparando-se ao Conde de Monte-Cristo e a Alfred Dreyfus. Acostumado aos sucessos literários, Sarkozy pretende inclusive escrever um livro sobre sua prisão na penitenciária de La Santé.
Numerosos apoios
Enquanto isso, o ex-presidente recebeu nos últimos dias muitos apoios, tanto de figuras conhecidas quanto anônimas. Familiares, amigos próximos, políticos e militantes se mobilizaram. Seus filhos, Louis e Pierre Sarkozy, lançaram neste fim de semana um apelo nas redes sociais aos seus simpatizantes para que “expressassem seu apoio” na manhã de sua prisão, nesta terça-feira, 21 de outubro, durante um ato no 16º distrito de Paris, próximo à residência de Nicolas Sarkozy.
Neste 20 de outubro, o atual Ministro da Justiça, Gérald Darmanin, afirmou na rádio France Inter que visitaria o ex-presidente francês: “Irei vê-lo na prisão. Como ministro da Justiça, me preocuparei com suas condições de segurança. O ministro da Justiça pode visitar qualquer prisão e qualquer detento quando quiser, pois é responsável pelo bom funcionamento do serviço público”. Gérald Darmanin já havia se encontrado com Sarkozy alguns dias após sua condenação, assim como Emmanuel Macron, que considerou nesta segunda-feira como “normal, do ponto de vista humano” receber o ex-presidente antes de sua prisão nesta terça, 22 de outubro, reiterando, no entanto, que é o guardião da “independência” da justiça.
Em uma “carta aberta” publicada nesta segunda-feira, 20 de outubro, no site do Le Figaro, quatro aliados próximos de Nicolas Sarkozy – entre eles François Baroin, Christian Jacob e Renaud Muselier – manifestaram seu apoio ao ex-presidente.
Isolamento e segurança
O ex-presidente da República cumprirá sua pena na prisão de La Santé, no sul de Paris. Uma unidade prisional com bem mais detentos do que vagas disponíveis, como é comum nas prisões francesas.
Sarkozy deverá passar pelos mesmos procedimentos iniciais que qualquer pessoa presa: revista, entrega de pertences pessoais, foto de identificação, atribuição de cela equipada com o mínimo necessário (cama, mesa, chuveiro, vaso sanitário sem tampa) e um kit com roupa de cama e toalha, utensílios de cozinha e papel higiênico.
No entanto, deverá ser colocado em uma das quinze celas de 9 m² da ala de isolamento. Neste contexto de superlotação carcerária, isso não representa um privilégio concedido ao ex-presidente de direita, mas sim uma medida para garantir sua segurança.
Sarkozy diante da realidade carcerária
Nicolas Sarkozy, portanto, não terá qualquer contato com outros presos, apenas com o pessoal penitenciário. Terá direito a três visitas por semana, uso do telefone fixo e uma hora de banho de sol por dia. Terá de lidar, como qualquer outro detento, com o barulho constante da prisão – gritos, sons de trancas –, com o isolamento psicológico que marca os primeiros dias e com a lentidão dos trâmites judiciais, que, na prisão, se tornam insuportáveis. “As manhãs não passam, as tardes não passam, as noites não passam”, relatou o ex-político Pierre Botton, ele mesmo encarcerado na prisão de La Santé entre 2020 e 2022 por abuso de bens sociais.
Por quanto tempo Nicolas Sarkozy ficará na prisão?
Embora em teoria deva cumprir uma pena de cinco anos de prisão, seus advogados apresentarão um pedido de liberdade condicional logo no início de sua detenção. O Tribunal de Apelação de Paris terá então dois meses para dar uma resposta.
Fonte : RFI
PRE-CAMPANHA ELEITORAL ESTÁ RENHIDA
®
Trocas de palavras sobre tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro.
Augusto Cabi, candidato a deputado e antigo Secretário de Estado da Ordem pública responde Fernando Dias sobre tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro de 2022.
//TV VOZ DE POVO
Caso golpe de Estado de 1 de fevereiro
Fernando Dias trás novas pistas sobre tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro.
O candidato às eleições presidenciais na Guiné-Bissau, Fernando Dias, preferiu neste Domingo (19), durante uma visita à comunidade de Nhacra, fortes declarações sobre o atual clima político no país, deixando um aviso sério a quem o tem acusado de ser violento.
“Se alguém brincar, Sissoco Embaló vai saber quem esteve por detrás da tentativa de golpe de Estado de 1 de Fevereiro”, afirmou da costa, alegando possuir informações sobre o sucedido.
Sem mencionar nomes, mas tudo indica que Fernando Dias está a insinuar as declarações de Nuno Gomes na Bian que durante o seu périplo esta semana, na região de Oia acusou elementos da API CABAS GARANDI de violação de acordos sobre a sua candidatura às Presidenciais de novembro.
Falando perante a comunidade de Nhacra em língua Criola e Balanta, Fernando dias adverte que conhece a identidade de quem o acusa e prometeu divulgar provas relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
As declarações do Fernando Dias trazem novas evidências sobre autores morais da tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro de 2022 onde morreram cerca de 11 pessoas no palácio do governo, quando decorria o conselho de Ministros presidido pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.
19/10/2025
SENEGAL E GÂMBIA COBRAM 4 A 5 MIL FRANCOS FCA À CADA GUINEENSE NAS FRONTEIRAS, GOVERNO GUINEENSE REMETE-SE EM SILÊNCIO
CEDEAO DE POVOS OU DE ROUBOS?? É a pergunta que não se cala perante várias infrações e injustiças que acontecem diariamente nas fronteiras dos países membros e que coloca a CEDEAO numa incógnita.
Em qualquer bloco sub-regional ou união entre as nações, os cidadãos destes países gozam os mesmos diretos e deveres.
No caso do Bloco Sub-regional, a CEDEAO criou uma peça de identificação comum para facilitar a livre circulação de pessoas e bens. A referida integração visa romper as barreiras tarifárias, promover a segurança dos cidadãos, proteger dados e combater a migração ilegal e o terrorismo entre outros assuntos. Mas, a implementação efetiva para a harmonização das politicas de boa convivencia social na comunidade é nula.
No caso da Guiné-Bissau, os cidadãos guineenses continuam a ser injustiçados pelas autoridades do Senegal e da Gâmbia, mesmo com a exibição do Bilhete de Identidade da CEDEAO nos cinco postos de fronteiras.
Anteriormente, cada cidadão guinensce era cobrado pelos serviços de Migração e Fronteiras mil francos cfa para ter acesso a entrada nesscs paises. Agora, tudo mudou com a instalação de novas autoridades do Senegal e Gâmbia.
Nos três postos de controlo do território entre Senegal e Gâmbia: Missira e Farafani, os cidadãos guineenses são obrigados a pagar quatro a cinco mil francos cefa, mesmo com Bilhete de Identidade da CEDEAO e Salvo Conduto emitido pelos serviços de Migração do país de origem. Um pagamento feito sem nenhuma justificação e sem recibo de pagamento.
Também entre Senegal e Guiné-Bissau via Ziguinchor: Mpak, a musica e dança são mesmas. Os cidadãos guineenses pagam o valor de quatro a cinco mil francos cefa. O pagamento é obrigatório. Se recusar, o cidadão guineense é impedido de entrar nos territórios do Senegal e Gâmbia.
Entretanto, o reporter de Notabanca que se encontra na zona, constatou ainda que, os cidadãos da Gâmbia e do Senegal são isentos destas cobranças nos diferentes postos de controlo de dois países, desde que, apresentem Bilhetes de Identidade da CEDEAO.
Para algumas vítimas destas cobranças consideradas ilegais e abusivas, a livre circulação de pessoas e bens no espaço comunitário "não passa de uma fantochada de enriquecer algumas capangas da CEDEAO", lamentando profundamente, os sucessivos acontecimentos nas fronteiras sem qualquer reação das autoridades da Guiné-Bissau para pôr fim a situação que qualificam de “roubo”.
Bom, quando o Governo é impotente e o Estado é coxo, a prática se realiza constantemente. Ela se transforma como uma lei na sociedade. Dai, o povo paga a fatura impreterivelmente.
//TV CANGALUTA & NO TABANCA
17/10/2025
Lista definitiva para as eleições Presidenciais e Legislativas na Guiné-Bissau.
Categoria
Website
Endereço
Bissau
Notificações
Seja o primeiro a saber: enviamos-lhe um e-mail quando TV Cangaluta publicar novidades e promoções. O seu endereço de e-mail não será utilizado para nenhum outro fim e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.