O Homem que vive agora.
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Capítulo 2
-A minha boca está a dar comichão de tanta informação que tenho para partilhar a Deise, até só de pensar a minha cabeça dói
lá estavam elas já na escola no momento em que a Paula sai correndo em direção a Deise para espalhar a informação da última hora.
- amiga não sabe o que aconteceu hoje, Ana, conto eu ou você prefere que conte pessoalmente.
- para Paula, não tenho nada a contar eu, e esse assunto já deveria ter acabado.
- que assunto é esse meninas que a Ana não quer contar.
- é que hoje descobri que a Ana tem um Shuggar Dady e nunca havia contado para ninguém.
- nossa, isso é que é novidade, me conta então amiga.
- não é nada meu aquele senhor e nem o conheço.
- humm Ana, não é o que parecia quando encontrei falando com ele.
- Paula, não conte mentira vai?
- está bem, era um senhor daqueles que toda mulher gostaria ter na sua vida, e tem aparência que paga bem pelos serviços.
- nossa, e acredito que a Ana tenha o rejeitado.
- amiga, como você adivinhou? Você tem dom, poderia virar uma vidente e fazermos dinheiro com isso.
- kkkkkk, vocês não estão bem, parem com essa mentira o sinal tocou e devemos ir a sala antes que o diretor grite connosco.
- esse papo não acabou quero mais detalhes.
- suas fofoqueiras metidas.
- hummmm então quer dizer que assume ter acontecido alguma coisa.
- amiga você deveria ver aquele barão, era um dos melhores.
- meninas parem com isso, e espero que não me façam perder a concentração durante a aula com essas conversas inúteis.
- há há há, conversas inúteis nem, sua diaba em processo de encarnação.
- meninas rápido vocês já estão atrasadas, se não fecho o portão.
- amigas rápido, rápido.
Elas saíram correndo para a sala de aula, durante as aulas a Paula e a Deise olhavam para a Ana com cara de deboche e brincadeiras de mau gosto. Como se quisessem dizer alguma coisa, elas fizeram isso o tempo todo e no intervalo não perdoam a oportunidade de pegar no pé da Ana por tudo aquilo que parecer queriam que fosse verdade e queriam mexer na cabeça da Ana para ceder isso e deixar acontecer. No toque da saída, a Paula e a Deise conversavam e faziam o plano para colocar a Ana a sair com o senhor que nenhuma delas conhecia o nome.
- a propósito Paula, como se chama esse senhor?
- nossa amiga, sabe que só fiquei com o número dele e disse o meu nome a ele e nem cheguei de perguntar o nome?
- hummmm amiga, quer dizer que você ficou impressionada com tudo que via até se esqueceu do básico?
- nada há ver, até que eu f**aria com ele, só que o problema ele quer a Ana o que torna irritante visto que ela é daquele tipo fingida.
Mas isso é por pouco tempo, eu não vou aceitar f**ar sem a recompensa que o senhor prometeu me dar, farei de tudo para lhes juntar.
- amiga você é muito perigosa, mas concordo, e se precisar da minha ajuda, é só avisar. E liga para ele informa que já saímos e aproveite perguntar o nome.
- está bem, farei isso e quem sabe aproveitas conhecer o nosso futuro cunhado e teremos assim boleia para casa.
- Olá amigas, estava a vossa procura o que estão a fazer?
De repente elas fingiram não estar a falar daquele assunto e começaram a inventar outras coisas
- nada não, a Deise esteve a contar como foi com a sua boleia de hoje para escola.
- Hamm está bem, vamos?
- espero um momento, estou a f**ar meio apertada e talvez tenha diarreia .
- humm amiga, estás podre, melhor ir a casa de banho antes que tudo piore e passes aqueles micos.
- me esperem volto já.
O plano parece que as duas já haviam forjado antes, mas não se passou de uma manobra de condutores profissionais conhecidas.
A Paula sai fazendo intender que iria a casa de banho, enquanto ganhava i tempo para ligar para o Shuggar e vir até a paragem e colocar o plano de juntar a sua amiga a ele.
Levando muito tempo a Ana já preocupada pelo tempo que a sua amiga levava, decide ir a casa de banho para saber o que se passava, daí que a Deise a interrompe.
- para onde pensas que vais Ana!
- vou observar o que está a se passar com a Paula, ela já leva muito tempo nessa casa de banho e parece que nunca sairá de lá.
- está tudo bem, espere eu vou lá ver o que se passa. Não demoro.
Chegando lá coincide a Paula saindo com um semblante de que tudo estava a correr como esteve planejando.
- então, está tudo certo.
- está tudo certíssimo, só quero ver a cara da Ana quando ver tudo isso.
- espero que não crie confusão e aceite de boa.
- também espero. Vamos.
- minha melhor amiga, desculpe pela demora, estava mesmo muito apertada. Então vamos se não chegamos a casa tarde.
Na caminhada a Paula comportava-se de uma forma estranha, pois sempre que assim fosse é porque ela estava ansiosa e esperava que alguma coisa acontecesse, ela esteja constantemente observando o celular, até que recebeu uma mensagem que parece a fez feliz.
- vamos fazer rápido meninas, tem alguém a nossa espera na paragem.
- eu sabia Paula, que você esteve mesmo ansiosa. Mas quem é essa pessoa a nossa espera?
- Ana Ana Ana estás a f**ar curiosa, segura o coração.
- não estou a f**ar nada curiosa, apenas pergunto isso porque preciso saber, então é um homem ou uma mulher.
- Paula parece que a nossa amiga hoje está mesmo interessada com quem iremos nos encontrar já.
- não é curiosidade meninas, mas tá bem não precisam me dizer também já que vou na mesma direção verei com meus próprios olhos.
- só peço que não estrague a surpresa.
- quem eu?
- huuuu amiga a carapaça serviu? Me desculpe se fiz entender que o que disse era especialmente para si.
- vocês não tem respeito comigo mesmo, não se preocupem nem irei estragar nada, assim que vocês chegarem lá eu irei seguir o meu caminho.
- Paula, diz a sua amiguinha que desta vez iremos nos todas e nada de querer se fazer de inocente. Pior de tudo já está escuro.
- não se preocupe comigo, não é a primeira vez que vou a casa nessas horas.
- Paula, diz alguma coisa.
- Ana, você ouviu a Deise, nada de se fazer de imbatível vamos e vamos só.
- Eu já deixei tudo claro para vocês, espero que não me interpretem mal e nem me chamem de estraga prazer se não for a f**ar convosco.
-Vamos já está a f**ar tarde e já estamos muito tempo aqui paradas se não a pessoa irá se cansar e irá embora.
- seria melhor.
- Paula, ouviu o que a santa disse?
- não, o que você disse Ana?
- nada não, só apenas pensei alto.
- da próxima pense no fundo do oceano, se não os pássaros ouvirão e não se esqueça de deixar esses seus maus pensamentos na sua gaveta secreta.
- me calei, e vamos, se não f**a tarde e existe alguém entre vocês que irá caminhar.
- cala sua chata.
- meninas vamos.
Caminharam até a paragem, de repente a Ana vê aquele caro que esteve com o senhor que lhe seguia hoje mais cedo e ela ficou estranhando aquela situação, e se perguntava se o senhor esteve a lhe seguir ou era mesmo simples considência, não lhe passava na mente que aquilo tudo era armação das suas melhores amigas.
- nossa Paula, é engano meu ou aquele caro é aquele que esteve com aquele senhor mais logo.
- hummmm pelo interesse até memorizou o caro, me diz qual é a placa? Kkkkkk
- Deise, porquê que você hoje está muito insuportável, me deixe em paz, eu só fiz um comentário. E também estava a perguntar a Paula sua metida.
- iiiii parece que a rainha da santidade hoje está muito diabólica.
- Deise, para de provocar a Ana, sim Ana é o mesmo caro e vamos lá cumprimentar o Jorge.
- nossa, como assim o Jorge! Não acredito que em pouco tempo que você teve com aquele Madala chegou de conhecer o nome
- minha querida, a vida é urgente, e onde está esse tal Madala? Deise, você vê algum Madala por aqui?
- não amiga, para além do Jorge numa BT-50, não vejo nenhum Madala e olha que ele ainda está em forme, aquela barriga até que é fofa. Espero sentir os bancos do carro, talvez sejam bem confortáveis, hammmmm!
- meninas meninas vocês são muito atiradas! Isso é muito feio que vocês fazem, será que os vossos pais sabem disso tudo?
- por acaso você quer fazer papel da educadora aqui?
- não bem assim só que eu já não sei o que falar para vocês pararem de fazer isso.
- se depender de mim meus pais não saberem de nada e acredito que você não se atreverá a abrir sua boca, já estraga nessas suas implicações e ensinamentos inúteis. O que nós queremos e estamos a fazer é aproveitar a vida.
- está bem, eu não irei falar mais nada e espero que tudo fique bem entre nós, assim que irei para casa.
- tchau.
- não vai não, e Deise ajuda aqui.
- está bem, f**a e eu não irei implicar mais consigo.
- eu também não, mas vamos ver, e olha que ele está acenando para nós.
- devemos ir, é falta de respeito alguém chamar a si e você ignorar.
- é sim mais não quando se tratar de um estranho.
- vamos.
- senhor Jorge, como foi o seu dia.
- puxado mas estou aqui, bem vocês estão a ir para casa? Eu posso levá-las .
- obrigado mas iremos....
A Paula logo interrompe a Ana
- sim aceitamos. Não é isso Deise?
- sim é isso, prazer senhor Jorge, eu sou Deise.
- prazer.
- e ouvi falar muito bem de si com a minha amiga Ana, até que olhando agora vejo que não foi nada exagero.
Naquele momento a Paula já estava a abrir a porta de caro e as duas entraram.
- então Ana, você não irá subir?
- não, estou bem e vou caminhando.
- amiga, só desta vez não iremos fazer nada disso mais e já está escuro e você não pode caminhar, se não acontece algo consigo e nós iremos nos sentir mal.
- está bem. Vou só desta vez.
- ayeeeee! Que bom que você aceitou. Vamos então.
Todos já subiram e o percurso da viagem começou. A Paula esteve sentada no banco de frente e a Deise e a Ana no banco de trás. Assim a Paula colocaria mais lenha e daria mais informações sobre sua amiga.
19/09/2022
A esquisita
Capítulo 1
Gerça era dona de casa e a mulher batalhadora que vivia com seu filho e sua neta, pois o marido e a sua filha haviam falecido enquanto a Ana era apenas uma criança dos seus 5 anos.
O Pedro o filho mais velho da Gerça era um moluewene e vivia perambulando pelas ruas logo que amanhecesse.
Os anos foram se passando e a Ana completa 16 anos e começa a frequentar a 11a classe. Ela era muito simpática educada e menina de bons valores morais.
Ela era amiga da Deise e da Paula, as meninas do momento, eram super atiradas e gostavam de homens maduros, ou seja crescidos. As três sempre foram amigas e estudaram juntas, só que a Ana era uma das meninas que não sofria influências das pessoas, ela agia na base dos puros ensinamentos transmitidos pela sua avô.
O sonho da Ana era ser jornalista e ela era uma aluna determinada e de boas classif**ações na escola.
Só que ela não conseguia viver em paz pois as suas amizades não eram muito satisfatória naquela época, visto que já cresciam e os hormônios tomavam conta do corpo e aceleravam os desejos pela vida.
Ela era muito forte e desde soube controlar isso e nunca foi problema, o problema sempre foi ouvir constantemente sobre isso e a deixava chateada.
Por outro lado a Deise e a Paula eram de deixar o ar fluir e viver o que a vida colocou na sua frente sem se importar e nem medir as consequências, tudo por troca de boas coisas e vida fácil. A Deise e o Pedro tinham um caso secreto que ninguém sabia pois por mas que a Deise gostasse do Pedro tinha vergonha pela moluewenisse dele.
Elas eram conhecidas como as dê-me que eu te mostro. A Ana, Deise e Paula viviam no mesmo bairro na Avenida e elas em algumas vezes iam e voltavam juntas da escola.
A Ana voltava muitas vezes sozinha por falta de dinheiro de chapa e nesses dias a Deise e a Paula voltavam de boleia, o que fazia com que se separassem, por motivos da Ana não querer se meter com estranhos o que com a Deise e a Paula não era problema nenhum.
- amiga, o que te faz ter medo de homens?
- Deise, eu não posso fazer esse tipo de coisa, minha avô sempre me advertiu sobre não me envolver e nem ter aproximação com estranhos.
- é só boleia e ninguém precisa saber.
- não amiga vá, iremos nos encontrar na escola.
- está bem sua medrosa, espero que não canse de tanto andar. Beijos até já. Kkkkkk
A Ana continuava a caminhar e aquilo muitas vezes acontecia de tal forma.
Um dia a Ana esteve a caminhar para escola com sua aparência de mulher pronta e qualidades na medida gaussiana e num ângulo guitarrista. Era uma jovem esbelta e de tirar fôlego.
- hei, filha, para onde vais?
Era um senhor da idade do seu pai e que tinha uma aparência estranha e jeito meio arrogante e com bucho de corrupção e com um caro BT-50 última geração com atritos calibrados e cheiro de nova fragrância.
- vou muito perto e já estou a chegar.
- não queres que eu te leve para onde vais?
- não, está tudo bem irei chegar.
- não sejas complicada filha, posso estacionar em frente e poder conversar?
- não precisa eu estou apressada se não irei me atrasar.
- eu posso resolver esse problema é só vir comigo e eu te levo ao seu destino, a propósito vejo pelo seu bolso que estuda na escola secundária da Matola.
Naquele momento a Paula que esteve a vir, viu aquilo e ficou encantada pela aparência das condições financeiras daquele senhor e se aproximou e cumprimentou a Ana com um olhar fixo e ardente em direção a cavalheiro que numa BT esteve estacionado com intenção de persuadir a Ana para sua coleção de mais uma vítima, pois é o costume de vários homens principalmente os senhores atuais.
-wau Ana afinal és fingida e ainda és a mais perigosa de todas nós? Nossa que carrão estás a gerir?
- não fale isso Paula, eu somente estou de passagem e nem conheço esse senhor, visto que ele é quem me segui desde que me viu.
- estás a ver amiga como seria fácil saíres dessa vida que tens pelo menos és apreciada.
- não fale isso amiga, eu nunca teria nada com esse senhor e eu estou pouco me lixando sobre tudo isso. Eu só quero é ir a escola.
- amiga estamos aqui com um salvador que irá nos levar a escola.
- é o que desde tentei informar a sua amiga, só que ela é bem complicada, mas eu gosto.
- então já que são duas posso vos levar .
- não precisa, pode ir.
- precisa sim, vamos amiga.
Naquele momento a Paula já esteve a abrir a porta do carro e prestes a entrar.
- vá você amiga, nos veremos lá na escola.
- orrrr! Sua estraga prazer, está bem me espera. Já venho.
- sua amiga é bem chata.
- não se preocupe, eu posso facilitar para si, só se você quiser.
- sim quero e quero muito.
- está bem, combinado, eu irei te facilitar e você descongelará a minha garganta toda vez que for a secar .
- tudo combinado.
A Paula desce e o senhor foi embora mandando um biquinho para a Ana.
-amiga, o que conversavas com aquele senhor?
- não é da sua conta Santa. Mas amiga vejo que não há salvação para si, deixar um homem daquele, vou contar a Deise a tamanha loucura que cometeste hoje.
Sugí Aduhuri
O querer ter tudo na vida nos faz correr atrás de coisas que a nossa frente não nos fará bem.
Perdemos e esquecemos o maior propósito da vida pela angústia de querer ser e acabamos a não ser,
Falo de pessoas de bens e cobertos pelo materialismo e possuídos pelo desejo animalesco e gosto pela carne do laço.
Vendemos a alma para possuir o que um dia de nada nos servirá e assim que formos deixaremos e os outros comerão!
Sugí Aduhuri
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