Dharma Essências
os sentidos à flor da pele outros ingredientes naturais são acrescentados para os enriquecer e para os tornar adequados a diferentes peles e gostos.
Ingrediente principal: essência do Amor
Todos os sabonetes aqui apresentados são feitos artesanalmente, tendo por base glicerina, mel e azeite biológicos. Para qualquer questão que não veja esclarecida nesta página, por favor, contacte-nos por email, telefone ou por mensagem aqui, no Facebook.
07/10/2017
saudades disto...muitas
missing my soaps and/or the process of creating them
Descrição essencial de cada sabonete.
Todos eles têm por base os ingredientes adequados ao fabrico de sabonetes artesanais de glicerina, naturais e de elevada qualidade: glicerina opaca, transparente ou cristal; essências e pigmentos naturais; mel biológico da Beira-Alta e azeite biológico das beiras ou transmontano.
Os restantes ingredientes dependem das nossas pesquisas sobre as suas propriedades para a pele e... da inspiração.
A TODOS adicionamos muito Amor, ternura e dedicação.
Neste álbum encontram a descrição detalhada de cada um.
Espero que gostem. Estamos ao dispor para qualquer informação adicional.
07/06/2016
a sombra dos dias brancos
recordo a ausência de sombras nos dias brancos
como o de hoje
que me caminha sobre a pele
a traçar a memória de amanhã
não me sinto sustentada no infinito abaixo do solo
nem os ramos me assinalam o caminho para as raízes
e o teu nome não me aparece nos recortes das folhas caídas
ao acaso
sou uma mão estendida por terra
a receber o branco do céu
nos veios de folha quase seca
quase amarela laranja castanha
morta quase
se
o acaso não trouxer a tua mão a cobrir-me os veios
de folha morrente
terei de voltar a ser raiz
e
de novo tentar
ser o recorte do teu nome numa folha de amanhã
ou memória de um outro dia
Rosário Ferreira Alves
in 'lunaris', Poética Edições, 2016
27/10/2015
alguns dos top mais :)
Voltámos ao número 500!
(A página tem andado um pouco abandonada.)
Desta vez o número 500 vai receber uma oferta ;)
E foi o Filipe Oliveira!
19/08/2015
Numa página por escrever
está escrito o nosso encontro. Ouve: o vento sopra por entre os candelabros e acende a luz das promessas ainda por cumprir. Serve-nos de morada
este livro inacabado. Mas eu sei
que no centro do mundo as rodas que desfiam o tempo se encontram no mesmo eixo. E que as leis que ordenam o espaço estão condensadas num único ponto. Talvez a vastidão dos desertos
caiba inteira na co**ha das mãos. Talvez
um pássaro suspenso no voo aponte o caminho onde as nossas sombras se cruzam. Ouve o crepitar do fogo que nos alimenta a raiz da alma. Um dia as pedras que encovam os ossos do futuro
levitarão sobre as cidades. Como bibliotecas antigas
soprarão os segredos da nossa cinza. E seremos sempre a memória de termos habitado o mesmo poema. Mas hoje resta-me o gesto de virar a página da tua ausência: este gesto entalhado
na incauta certeza do assombro.
Rui Miguel Fragas, 2014
18/03/2015
__
O caminho que me trouxe aqui é de flores. Mesmo
quando rasguei a pele dos passos foi de perfume
a terra que me ardeu nos pés e morna a água que
me arrastou a alegria. E sempre que caí sobre os sinais
e fiquei cega foi transparente o meu corpo à luz do que
hoje sei.
E agora que me atravessas eu vejo como o meu tempo
precisou de me ser lama para que possas enfim
ser-me
chão.
__
Virgínia do Carmo in Relevos, Poética Edições, 2014
22/01/2015
O que é voar?
É só subir no ar,
levantar da terra o corpo, os pés?
Isso é que é voar?
Não.
Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente,
é ser livre, leve, independente,
é ter a alma separada de toda a existência,
é não viver senão em não-vivência.
E isso é voar?
Não.
Voar é humano,
é transitório, momentâneo...
Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir e não voltar.
Ana Hatherly
01/01/2015
um ano feliz, cheio de Amor!!!
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as calçadas do olhar
servimo-nos de abrigos inventados
ao som da passagem
das nuvens
pelo rasto dos passos que não demos
e
trazemos nos olhos um soluço
silenciado à luz do arrepio
que nos percorre
os dentes
na hora de morder a vida
olhas a calçada irregular
do lado de dentro
da alma
e
o gato preto atravessa-a
como a uma casa sua
secreta
-visitada por pássaros pequenos
e folhas cansadas das árvores-
regular na sua passada
ontem partiu-se
o espelho por onde te espreitavas
a alma
ontem havia
uma chaminé de tijolo ocre
por onde se esfumavam os estilhaços
irregulares
de uma dor sem som
hoje irás segurar
os vidros desencontrados
de ontem
ensanguentar as mãos nuas
eivadas e inúteis
e percorrer com eles todas as calçadas
que marcaste com o olhar
Rosário Alves
[as calçadas do olhar ]
http://rosarinhoalves.blogspot.pt/
29/12/2014
Sugestão de miminho para presentear alguém especial
16/12/2014
é de lá que vem o azeite para os nossos sabonetes. de Trás-Os-Montes :)
AZEITE DE TRÁS-OS-MONTES E DO DOURO NO TOP 20 DO MUNDO ~ Ser Transmontano AZEITE DE TRÁS-OS-MONTES E DO DOURO NO TOP 20 DO MUNDO - Ser Transmontano
08/12/2014
Não te deixes destruir...
Ajuntando novas pedras
e construindo novos poemas.
Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Faz de tua vida mesquinha
um poema.
E viverás no coração dos jovens
e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.
Vem a estas páginas
e não entraves seu uso
aos que têm sede.
Cora Coralina
08/12/2014
[...]
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.
(Fernando Pessoa)
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