Monica Curado - Terapeuta
Por uma Mente limpa
A verdade é que o teu cérebro é “parvo”.
Quando passas anos a resolver tudo, ele começa a fazê-lo no automático.
E é assim que acabas a carregar responsabilidades que nem sequer são tuas.
Faz estas 5 ações quando deres por ti a assumir tudo:
1. Pára antes de responder.
Alguém pediu-te alguma coisa? Não digas logo sim. Respira e diz: “Vou pensar e depois digo-te.”
2. Pergunta: “Isto é mesmo da minha responsabilidade?”
Se a resposta for não, não pegues no problema.
3. Em vez de resolver, pergunta:
“O que vais fazer em relação a isso?”
Nem todos os problemas precisam de ser resolvidos por ti.
4. Sentiste culpa por dizer não? Mantém o não.
A culpa não significa que fizeste algo errado.
5. Apanhaste-te a salvar alguém? Pára.
Pergunta: “Estou a ajudar porque quero ou porque sinto que tenho de o fazer?”
Parece simples.
Mas cada vez que fazes isto, estás a interromper o automatismo de carregar tudo às costas.
Porque seres responsável não significa seres responsável por toda a gente.
Nem tudo o que consegues resolver é teu para resolver.
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Sentes que tudo depende de ti?
Então faz isto hoje.
Pára durante 10 minutos e pega num papel.
Escreve tudo aquilo que tens na cabeça neste momento: tarefas, problemas, pessoas, decisões, preocupações.
Agora faz uma coisa diferente.
Divide tudo em três grupos:
1. Depende de mim.
Aquilo onde tens realmente poder de decisão e ação.
2. Posso influenciar, mas não controlar.
Podes dar a tua opinião, ajudar ou estar presente, mas a decisão final não é tua.
3. Não depende de mim.
As escolhas dos outros, as emoções dos outros, a opinião dos outros e tudo aquilo que não está nas tuas mãos.
Agora olha para o terceiro grupo.
E pergunta-te:
Quanto da minha energia estou a gastar a tentar controlar aquilo que nunca esteve sob o meu controlo?
É aqui que muitas mulheres se esgotam.
Não é apenas porque fazem demasiado.
É porque sentem que têm de resolver tudo.
Têm de manter toda a gente bem.
Têm de evitar conflitos.
Têm de estar disponíveis.
Têm de antecipar problemas.
Têm de carregar aquilo que os outros não carregam.
Mas cuidar não significa controlar.
Amar não significa resolver.
Ser responsável não significa assumir tudo.
Hoje escolhe apenas uma coisa do terceiro grupo e pratica isto:
“Eu posso importar-me sem ter de resolver.”
Repete até o teu corpo começar a perceber aquilo que a tua mente já sabe:
Nem tudo depende de ti.
E não precisas de carregar o mundo às costas para provar que és uma mulher forte.
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Há mulheres que dizem “não” e parece que estão a pedir desculpa.
E há outras que dizem exatamente a mesma palavra, mas transmitem segurança.
A diferença nem sempre está nas palavras.
Está em pequenas atitudes que parecem banais, mas que mudam completamente a forma como os outros percebem os teus limites:
1. Faz uma pausa antes de responder.
Não tens de responder imediatamente a um pedido. Um simples “deixa-me pensar e depois digo-te” mostra que a tua decisão não é automática.
2. Mantém o contacto visual.
Quando estabeleces um limite, não precisas baixar os olhos, sorrir nervosamente ou procurar aprovação.
3. Fala mais devagar.
Quando estamos inseguras, é comum acelerar. Reduzir o ritmo transmite mais controlo e firmeza.
4. Não te justifiques em excesso.
“Não consigo assumir isso neste momento” pode ser suficiente. Quanto mais tentas convencer alguém de que o teu limite é válido, mais espaço deixas para que ele seja negociado.
5. Usa frases curtas.
“Não vou conseguir.”
“Prefiro não fazer isso.”
“Desta vez, não.”
Não precisas de escrever um relatório para dizer não.
6. Aceita o silêncio depois do teu limite.
Nem sempre precisas preencher o desconforto com mais explicações. O silêncio também pode ser uma forma de sustentares aquilo que acabaste de dizer.
7. Não mudes imediatamente de posição perante a desaprovação.
Alguém ficar chateado contigo não significa que fizeste alguma coisa errada.
Porque estabelecer limites não é aprender a parecer uma mulher fria ou distante.
É aprender a permanecer contigo mesma mesmo quando alguém não gosta da tua decisão.
E talvez seja exatamente isso que te tem faltado, mais coragem para dizer “não”, coragem para suportar o desconforto de dizer “não” sem voltares atrás.
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